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DAE, a secreta tropa de elite portuguesa

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Hoje, 22 de Julho

Opinião

Pedro Silva Pereira

As negociações do Brexit

Começaram, finalmente, as negociações formais do Brexit e, como se esperava, não começaram bem para as pretensões iniciais do Reino Unido. Depois de Theresa May ter sido obrigada a aceitar a lógica da negociação sequencial imposta pela União Europeia (primeiro o acordo de divórcio e a regulação dos direitos dos cidadãos, só depois a negociação da relação futura), o Governo britânico - apesar das fanfarronices de Boris Johnson em sentido contrário - foi também forçado a reconhecer que, afinal, o Brexit implica mesmo um muito delicado e dispendioso acerto de contas quanto aos volumosos compromissos financeiros já assumidos pelo Reino Unido no quadro europeu. Assim, a cada passo que se dá, a "linha dura" pré-anunciada pelo Governo britânico vai-se resumindo a isto: umas tiradas retóricas para consumo político interno, cada vez mais desfasadas da realidade das negociações.

Vítor Santos

#porta-voz

O porta-voz de Donald Trump demitiu-se, ontem, supostamente porque o presidente dos Estados Unidos contratou um diretor de Comunicação para a Casa Branca. Se era Sean Spicer quem escrevia os tweets do líder norte-americano, então o Mundo passará a ser um lugar mais asseado, mas também com menos piada, atendendo à qualidade das rapidinhas de Trump na rede social. Mas a Spicer, acredito, não faltará emprego. E se não tiver do lado de lá, pode sempre apanhar o avião e atravessar o Atlântico. Não lhe faltará trabalho do lado de cá, pelo menos, em Portugal. Abundam, sobretudo na política e no futebol, bons empregadores. A vantagem, neste retângulo ibérico, é que a imagem de qualquer pseudo-especialista em comunicação nem precisa de ficar desgastada. Spicer pode esconder-se atrás de um blogue, uma página no Facebook ou coisa parecida, onde muitos partidos e clubes de futebol costumam vociferar, a coberto de anonimato, aquilo que não têm coragem de colocar na boca dos líderes das instituições. Alertou-me um amigo (pudesse eu confirmar...), há dias, que é uma saída profissional com bom retorno financeiro. Spicer terá é de mudar de camisola... Mas quem alinhou com a da Casa Branca, pode bem vestir a de uma casa rosa, laranja, vermelha, azul ou verde.

Pedro Ivo Carvalho

#cultural

A cultura foi entendida, durante anos, como uma excentricidade não acessível às geografias modestas. O Portugal profundo, quando muito, organizava uns festins gastronómicos ornamentados a salpicão e verde de estalo. Inculcado nas meninges de quem decidia estava o preconceito de que o povo só gosta de comer e de beber. De preferência com música aos berros. Os festivais literários, os concertos, as exposições e o teatro só tinham cabimento nas grandes cidades. Essa discriminação, julgo, estava relacionada, em larga medida, com a falta de mundo e formação dos dirigentes autárquicos. E com a decorrente timidez imposta aos públicos. A verdade é que hoje já damos por adquirido que é tão normal assistirmos a um concerto de Herbie Hancock em Amarante como na Casa da Música. A democratização no acesso à cultura e ao lazer está relacionada com o nosso progresso económico e maturidade democrática. Mas o real valor desta conquista só se explica à luz do que nós, coletivamente, transformamos numa exigência. Boas estradas e bons centros de saúde são mínimos sem os quais já não passamos. Perceber que a cultura, mais ou menos interclassista, também nos mobiliza o espírito critico, só reflete o valor que damos à perpetuação da nossa identidade.

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