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Hoje, 27 de Setembro

Opinião

Paula Ferreira

A TSU de Marques Mendes

O novo imposto sobre o património imobiliário, caso venha a ser contemplado no próximo Orçamento do Estado, abrangerá, de acordo com dados da Autoridade Tributária, 8618 famílias, aquelas que em Portugal são detentoras de imóveis registados nas Finanças com valor superior a um milhão de euros. Imaginemos os cabeças de casal, ladeados pelos herdeiros, em frente a S. Bento, a contestar um imposto que todos os anos lhes poderá tributar um por cento do valor total da fortuna em património construído.

Mariana Mortágua

O escândalo (silencioso) das rendas elétricas

Agora que a Direita se calou acerca do imposto sobre a fortuna imobiliária dos 1% mais ricos, muita gente se interroga: como foi possível tanto ruído, tanto insulto e manipulação contra uma medida de justiça social redistributiva? Como conseguem os 1% mais ricos ter tanta voz, e tão alta? Trato hoje de outro exemplo, este esquecido. Aqui é o silêncio (e não o ruído) que é de ouro. Falo das rendas excessivas do setor elétrico, os lucros garantidos que o consumidor paga na fatura da luz.

álvaro balsas*

"Dou-me por culpada"

A senhora secretária de Estado Alexandra Leitão (AL), tenaz defensora de uma certa conceção de escola pública, tem promovido uma cruzada contra os "lobbies" dos contratos de associação, que vivem, segundo ela, às custas do Estado. Campanha essa que acabou por atirar recentemente para o desemprego, de uma só penada, uma grossa fila de professores e funcionários indefesos, gerando nefastos e irreparáveis danos nas respetivas famílias, que se viram súbita e brutalmente atingidas, sem que o Estado assuma as suas responsabilidades sociais.

Ana Catarina Mendes

O PS como ele é

Nada de novo. Os primeiros indícios do ano político revelam que nada mudou na Direita, que continua a apostar no medo como forma de fazer política, mesmo que se contradiga de forma grosseira. Atente-se que o Governo, que até há uns dias era acusado de "despesista" e "irrealista" por exagerar na dose ou no ritmo da devolução de rendimentos às famílias portuguesas é, agora, acusado - pela mesma Direita que foi responsável pelo maior saque fiscal da história da democracia portuguesa - de ser uma espécie de "salteador" da classe média. Até podia ter graça, não fosse revelador do estado de desorientação que grassa na Direita e, em particular, no PSD. O pretexto para esta nova ofensiva, imagine-se (!), seria uma proposta (que ainda não existe, mas isso é apenas um pormenor para mentes mais criativas e impacientes) semelhante à que o seu líder - Passos Coelho, ele mesmo - defendeu no Congresso do PSD em 2014! No seu esforço parapatético (não confundir com peripatético...) de "bolchevizar" o Partido Socialista, a Direita esquece-se que o PS é o partido da classe média em Portugal, a quem o rótulo "radical" só é aplicável na defesa da democracia e da liberdade, como o demonstrou sempre que foi necessário. Expliquemos, a essa Direita sem referências nem memória, quem é o PS:

A sua Opinião

Concorda com a proposta de um novo imposto sobre património imobiliário?