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Hoje, 26 de Agosto

Opinião

Francisco Seixas da Costa

Volta a Portugal

Sou um viciado em Portugal. Talvez pelo facto de ter vivido muitos anos no estrangeiro, habituei-me, em férias, por décadas, a percorrer o país em todas as direções, a visitar aldeias recônditas, a testar "casas de pasto" recomendadas por amigos e conhecidos, a descobrir novas estradas e paisagens. (Querem uma dica, de uma experiência de anteontem?: o belíssimo e surpreendente percurso no IP 2, pela Serra de Bornes, entre Macedo de Cavaleiros e Vila Flor).

Felisbela Lopes

As escolas de verão dos partidos

Vêm aí as universidades de verão ou as escolas de formação de quadros. Não importa muito a designação. Interessa o propósito destas iniciativas. No espaço público, assumem-se como pseudoacontecimentos, ou seja, acontecimentos ao serviço da cobertura mediática, mas está aí o embrião de uma boa ideia. Perante o atual desinteresse dos jovens pela política, os partidos deveriam desenvolver eventos desta natureza ao longo do ano. Que puxassem os jovens para o debate político.

Rafael Barbosa

Saem mais 270 euros

1 - Há estudos na área da psicologia social que defendem que a primeira impressão (sobre alguém ou sobre algo) é a que fica. Há mesmo quem diga que a impressão é construída pelo cérebro em menos tempo do que o necessário para uma piscadela de olho. Com essa máxima presente, o deputado socialista João Galamba apressou-se a fazer uma primeira leitura, entusiástica, do plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos. Antes que tivéssemos tempo de piscar os olhos, já o deputado anunciava a "grande conquista do Governo" e a "excelente notícia" para o país: porque a CGD se transforma num "banco sólido" e "100% público"; e porque se evita o agravamento do défice público e o respetivo castigo da União Europeia. Tudo boas notícias? Também há psicólogos que, sem contestar a validade e a velocidade da primeira impressão (sobre alguém ou sobre algo), lembram que há a possibilidade de uma segunda impressão se sobrepor à primeira. No caso, é aconselhável fazer esse esforço. Acrescentando que está em causa uma injeção de capital que pode chegar aos 5160 milhões de euros, o que corresponde a quase 3% da riqueza do país (Produto Interno Bruto). Depois, que o Estado vai precisar de pedir muito dinheiro emprestado e que os fiadores são os portugueses. No âmbito desta "grande conquista do Governo", os portugueses podem já dar como perdidos os 960 milhões de euros emprestados através daquele mecanismo financeiro de odor suspeito (CoCos), ou seja, despedirmo-nos, cada um de nós, de 96 euros. E somar-lhe 2700 milhões de euros de dinheiro fresco que vai engordar os cofres da CGD, a troco da promessa de lucros futuros. Ou seja, mais uma fatura de 270 euros por português. Como diz Galamba, uma "excelente notícia".

A sua Opinião

Transportes, alimentação, materiais escolares e alojamento devem poder ser dedutíveis no IRS?

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