Reportagem

DAE, a secreta tropa de elite portuguesa

JN DIRETO

Local

Meteorologia

29°
12°
Hoje, 22 de Julho

Opinião

Pedro Silva Pereira

As negociações do Brexit

Começaram, finalmente, as negociações formais do Brexit e, como se esperava, não começaram bem para as pretensões iniciais do Reino Unido. Depois de Theresa May ter sido obrigada a aceitar a lógica da negociação sequencial imposta pela União Europeia (primeiro o acordo de divórcio e a regulação dos direitos dos cidadãos, só depois a negociação da relação futura), o Governo britânico - apesar das fanfarronices de Boris Johnson em sentido contrário - foi também forçado a reconhecer que, afinal, o Brexit implica mesmo um muito delicado e dispendioso acerto de contas quanto aos volumosos compromissos financeiros já assumidos pelo Reino Unido no quadro europeu. Assim, a cada passo que se dá, a "linha dura" pré-anunciada pelo Governo britânico vai-se resumindo a isto: umas tiradas retóricas para consumo político interno, cada vez mais desfasadas da realidade das negociações.

Pedro Ivo Carvalho

#cultural

A cultura foi entendida, durante anos, como uma excentricidade não acessível às geografias modestas. O Portugal profundo, quando muito, organizava uns festins gastronómicos ornamentados a salpicão e verde de estalo. Inculcado nas meninges de quem decidia estava o preconceito de que o povo só gosta de comer e de beber. De preferência com música aos berros. Os festivais literários, os concertos, as exposições e o teatro só tinham cabimento nas grandes cidades. Essa discriminação, julgo, estava relacionada, em larga medida, com a falta de mundo e formação dos dirigentes autárquicos. E com a decorrente timidez imposta aos públicos. A verdade é que hoje já damos por adquirido que é tão normal assistirmos a um concerto de Herbie Hancock em Amarante como na Casa da Música. A democratização no acesso à cultura e ao lazer está relacionada com o nosso progresso económico e maturidade democrática. Mas o real valor desta conquista só se explica à luz do que nós, coletivamente, transformamos numa exigência. Boas estradas e bons centros de saúde são mínimos sem os quais já não passamos. Perceber que a cultura, mais ou menos interclassista, também nos mobiliza o espírito critico, só reflete o valor que damos à perpetuação da nossa identidade.

daniel fortuna do couto

Olhe que não, sr. engenheiro, olhe que não...

A realidade tem uma capacidade extraordinária de contrariar as maiores ficções. Neste caso, a ficção é de que existem uns engenheiros tão extraordinários, de uns anos especiais, de umas escolas específicas, que são capazes de fazer engenharia como os engenheiros, arquitetura como os arquitetos e que têm por isso direitos adquiridos inquestionáveis. Os arquitetos, primeiro, o Parlamento depois, e os restantes engenheiros, não tão especiais, certamente filhos de um Deus menor, vão encarregar-se de lhes mostrar o contrário.

A sua Opinião

Qual o clube que se está a reforçar melhor para a próxima época?