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Hoje, 22 de Junho

Opinião

Rafael Barbosa

O resto é paisagem... e cinza

1. O problema esteve nas falhas do sistema de comunicações? Ou terá sido a conjugação de uma série de fenómenos meteorológicos? Foi por causa da trovoada seca ou houve mão criminosa? Será que houve descoordenação no ataque ao fogo? Ou talvez falta de conhecimento do terreno de muitos dos bombeiros chamados ao combate? Ou foi apenas uma fatal avaliação de quem encaminhou dezenas de pessoas por aquela estrada? Fez-se tudo o que podia fazer-se, como disse o presidente? Ou fizeram-se demasiadas coisas erradas? Quando morrem 64 pessoas num incêndio florestal, bem podem os responsáveis políticos pedir respeito pelos mortos. Bem podem argumentar que a prioridade é salvar outras vidas, apagar o fogo e, só depois, com tempo, abrir inquéritos, investigar, retirar conclusões, talvez punir. Quando morrem 64 pessoas num incêndio florestal, e ultrapassados as horas iniciais de choque, todos exigimos respostas rápidas. O discurso político conciliador e redondo só gera indignação. Precisamos de uma explicação. E porventura de um culpado.

Cristina Azevedo

???

Visto de dentro: "Neste domingo de manhã, o diretor nacional da Polícia Judiciária afirmou à Lusa que o incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa. "A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivamente, encontrámos a árvore que foi atingida por um raio", disse Almeida Rodrigues. "Conseguimos determinar que a origem do incêndio foi provocada por trovoadas secas".

A sua Opinião

Os fogos em Portugal devem-se a políticas florestais desadequadas?