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Hoje, 08 de Dezembro

Opinião

Rafael Barbosa

O esquema de Ronaldo

1 Foram divulgados ontem os resultados do PISA, o programa internacional que, de três em três anos, avalia o conhecimento dos alunos de 15 anos nos 72 países mais desenvolvidos do Mundo. Os resultados foram razoáveis, em particular na literacia científica, mas também na leitura e na matemática. Em todas as parcelas, e pela primeira vez, os alunos portugueses ficaram acima da média da OCDE. Os sinos, como é habitual num país com escassas razões para festejar, tocaram a rebate, com destaque para os de Pedro Passos Coelho. Ora, se é legítimo que o líder do PSD manifeste preocupação com a reversão de políticas educativas do seu Governo, fica-lhe mal torcer a verdade: ao contrário do que disse, a OCDE não destacou, em particular, a evolução entre 2012 e 2015. Os números não o permitem. Foi entre 2006 e 2009 que o salto foi maior. O que os responsáveis do PISA destacaram, isso sim, é que os alunos portugueses continuaram a evoluir mesmo em anos de crise profunda, revelando, tal como os seus professores, uma grande resiliência. Sobretudo se nos lembrarmos que a maioria das famílias desses alunos empobreceu nesses anos. Que muitos pais e professores ficaram desempregados. E que os professores sofreram, todos eles, cortes nos salários. Tendo tudo isso em conta, é até razoável dizer-se que a educação melhorou, apesar do Governo.

Pedro Bacelar de Vasconcelos

Pobre Europa!

Aconfirmação da vitória de Alexander van der Bellen nas eleições presidenciais austríacas constitui um sinal de esperança e convida a uma reflexão séria sobre os caminhos que possam travar a desagregação da Europa e evitar a ruína que ameaça o projeto europeu. O Presidente, agora eleito por uma ampla maioria, já tinha vencido as eleições em maio de 2016. Contudo a margem da vitória foi tão modesta que permitiu ao candidato derrotado, da extrema-direita, impugnar o escrutínio e conseguir a repetição da segunda volta, a 4 de dezembro. O novo Presidente é um antigo socialista e dirigente dos "verdes", apresentou--se às eleições como candidato independente e venceu na segunda volta com o apoio dos eleitores socialistas e democrata-cristãos - os dois maiores partidos - cujos candidatos sofreram derrotas humilhantes que os afastaram da corrida eleitoral. Alexander van der Bellen é um adepto do projeto europeu, é um ecologista, fez campanha em defesa do acolhimento dos imigrantes e apresentou-se aos eleitores como um descendente de refugiados. A lição é clara! Para merecer a confiança dos cidadãos, a Esquerda tem de assumir com frontalidade os seus valores e as suas causas, tem de compreender os problemas que afligem as pessoas, interpretar os seus receios e formular propostas que respondam às suas inquietações.

A sua Opinião

Quem vence o dérbi na Luz?