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Opinião

Carvalho da Silva

Há tempo para esperar?

Muitos olhos e ouvidos do Mundo estiveram, na passada quinta-feira, concentrados na conferência de imprensa em que o presidente do Banco Central Europeu (BCE) anunciou a orientação da sua política para o futuro próximo. Compreende-se que assim tenha sido. O destino do euro e potencialmente o da União Europeia (UE) dependem hoje, como nunca no passado, de decisões entregues ao Banco Central Europeu. Isso significa que as decisões políticas fundamentais na UE são tomadas por um organismo supostamente técnico e independente dos poderes democraticamente legitimados. O neoliberalismo quis retirar os bancos centrais da alçada do poder político para que a política monetária não ficasse refém de "decisões oportunistas" de governos com maiorias parlamentares de circunstância. Conseguiu com isso colocar os povos e os países reféns de decisões não menos políticas e oportunistas de banqueiros centrais, sendo que estes estão isentos do escrutínio público democrático e orientam-se sobretudo pelos interesses dos mercados.

Domingos de Andrade

O elogio do milagre

"Quer que lhe explique o milagre?" A pergunta cai nas páginas do diário espanhol "El País", que quis perceber como é que um país afogado em dívidas, intervencionado pela "troika", com relatos diários nos jornais de crianças a passar fome, de cantinas abertas nas férias para socorrer os mais carenciados, do alastrar da pobreza num território já de si pobre, onde uns poucos enriqueceram sentados em dívida, como é que esse país mergulhado nas trevas conseguia tão bons resultados na Educação.

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