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Hoje, 01 de Setembro

Opinião

Rafael Barbosa

Os ladrões de bancos

1 Quando está em causa empatar num banco mais de cinco mil milhões de euros dos contribuintes, toda a cautela é pouca, todas as dúvidas são legítimas, todas as perguntas são pertinentes. Venham elas dos especialistas, dos analistas, dos partidos ou dos cidadãos anónimos. E por maioria de razão no caso de um banco, como a CGD, que sabemos ter sido usado por sucessivos governos como coutada para favorecer clientelas e desbaratar dinheiro público, ou seja, o nosso dinheiro. No entanto, e como em todas as regras, é aconselhável prever exceções. Nenhuma pessoa decente está interessada nas cautelas, dúvidas ou perguntas de um Joe Berardo, um dos "investidores" que beneficiaram dos anos de impunidade e desgoverno que liquidaram a CGD e quase liquidaram Portugal. Da mesma forma, e no caso particular dos partidos, um pouco de memória e de vergonha seria salutar. Resulta incompreensível, por exemplo, que o PSD delegue em Maria Luís Albuquerque lições sobre a CGD, seja no púlpito da Universidade de Verão, seja à mesa do café.

Pedro Bacelar de Vasconcelos

Miséria da política!

O senso comum não é um recurso escasso. Bem pelo contrário, é a sua abundância e fácil acessibilidade que o transforma num poderoso instrumento persuasivo que dispensa o debate, evita a ponderação de outras possibilidades e apazigua a inquietação da dúvida. Claro que, frequentemente, o senso comum também evita esforços desnecessários e, então, preferimos designá-lo por bom senso. O sentido partilhado - menor denominador comum de outros sentidos possíveis - valida-se pelo próprio ato de partilha de uma evidência anónima. Galileu foi perseguido por afirmar que a Terra girava à volta do Sol e Fernão de Magalhães empreendeu a penosa viagem de circum-navegação para que a cartografia se resignasse a admitir que a Terra, afinal, era redonda!

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