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Hoje, 03 de Dezembro

Opinião

Margarida Fonseca

#nataleiro

Cá está ela, a época da boa vontade. Há luzes por todos os cantos, música no meio de montras com brilhos, filas nos supermercados. Os restaurantes enchem-se com jantares de grupo, fazem--se ementas com o dobro do preço e metade da comida, cortam-se bacalhaus a rodos, cuidam-se das couves que valem uns bons euros. Gasta-se energia em decorações coloridas, perdem-se horas a pensar nas prendas, enganam-se as crianças com fantasias, falando-se numa figura que uma gasosa criou e tentando--se explicar que o Jesus do presépio nada tem a ver com o senhor, com madeixas no cabelo, que aparece no televisor a falar de "futeboli". Há de chegar o dia do cheiro a canela em doces, das panelas fumegantes, das garrafeiras especiais, da troca de mensagens copiadas, das casas cheias de vozes ou com lugares vazios à mesa. Diz-se que é tempo da família, dos amigos, dos companheiros para a vida. Há boa vontade por vontade da época. E a época abre vontade de abrir os braços ao faz-de-conta sem fazer contas. Porque quando se fazem contas o espírito deixa de ser natalício, passa a ser nataleiro. Ficamos de má vontade com o fim do mês ainda longe e nós já sem dinheiro.

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