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Hoje, 23 de Julho

Opinião

Margarida Fonseca

#pokachu

Há 20 anos vivi noites de insónia por causa de um pikachu. Eram dois quilos de peluche comprados no "chinês" que encantavam o meu filho - bastava um simples toque e o boneco desatava a berrar música enquanto as bochechas reluziam à conta de luzes vermelhas. Imaginem o que é ter "um monstro" assim junto a uma criança com sono irrequieto. Melhor: não imaginem porque eu garanto que é deitar sono fora em troca de um saco de nervos. Andei eu uma noite em desespero a tentar desligar "a coisa", mas quanto mais tentava mais o bicho berrava. Revirado para lá de 50 vezes, verificámos que, por defeito, não havia forma de chegar ao dispositivo que acionava o boneco. Voltamos ao "chinês" e trocámos o peluche. Recomendação recebida: "tilale a pila" (traduza-se para retirar a pilha) mal a criança adormecesse. Remédio santo. Há dias, esta história deixou de estar a 20 anos de distância. A pokémania tomou conta dos dias de muitos e é vê-los, a olhar para telemóveis, em tudo o que é canto. Um deles é o meu filho, o menino do peluche. Caçar pokémons é moda sem idade. E, embora me arrepie ouvir dizer que estou rodeada de pokémons, mesmo sabendo que é tudo virtual, um dia destes digo "go". E vou ver se ajusto contas com o pikachu.

Miguel Conde Coutinho

#aosamigos

Lamento muito por quem não tem amigos, ainda mais por quem os perdeu. Penso bastante nisso, nesse eventual trágico dia em que poderei perder um amigo, certo do quão penoso será que ele desapareça, e penso ainda mais na angústia, tristemente pior, de saber que se esse dia não chegar é porque chegou para mim. São porém esses amigos, os que significam a privação futura, quem mais facilmente nos faz esquecer essa inquietude permanente de viver com o risco de os perder. Não visceralmente, como com um filho ou um amor já rijo, antes serenamente, com a força das coisas mansas e constantes.

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