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Hoje, 26 de Julho

Opinião

Miguel Guedes

República do eucalipto

Na República, o incêndio de Pedrógão já não deveria pintar capas de jornais ou abrir noticiários. Mas a catástrofe não só pertence às letras gordas como as preenche pelo pior dos motivos: a suposta incerteza dos números finais, uma conta sem-vergonha e cascavel a querer forçar entrada no funeral, à força para impedir o luto, à procura do aproveitamento político que não aproveita a ninguém, à vontade de querer reabrir caixões para contar cadáveres. A fazer fé num relato de pouca fé será mais um. Ou mais alguns. Uma pessoa atropelada ou outra com pneumonia. Rumores que se transformam em quadros, gráficos que nasceram de boatos, números diferentes para um funeral a cores, vinde. Contagem, fontes oficiais: 64. Ninguém pára com esta tormenta que faz de todos nós um enorme dano colateral. Está nas notícias, que se dane, Nodeirinho sabe. É então que o novo líder da bancada do PSD, Hugo Soares, dá 24-horas-24 ao Governo para libertar uma lista que o Ministério Público constituiu como segredo de justiça. Separação de poderes para que te quero, arde que queima. Bem-vindos à República do eucalipto.

Manuel Serrão

Os novos 80 são os antigos 60

Estava a ver que com a sequência de desgraças que nos caiu em cima, mais as histórias rocambolescas que nos atacaram no início do verão, como por exemplo a saga dos emails para as bandas da Luz, estava a ver, repito, que nunca mais conseguia escrever uma crónica mais adequada a este tempo de férias e descontração. Claro que quando eu anuncio uma crónica típica da "silly season" e dado o muito respeito que me merecem o JN e os seus leitores (mesmo os que estão em merecido gozo de férias), o assunto pode ser tratado de uma forma mais divertida, mas nunca deixa de ser sério.

A sua Opinião

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