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Opinião

Inês Cardoso

A heresia do perdão

Depois de um braço de ferro silencioso, dezenas de teólogos e padres conservadores entregaram este fim de semana à Associated Press uma carta de 25 páginas em que emitem uma "correção filial" ao Papa Francisco. O documento foi assinado por 62 pessoas de 20 países, mas está aberto a mais subscritores que concordem com a repreensão ao Papa por "propagação de heresias". A principal? Ter manifestado, na exortação apostólica "Amoris Laetitia", abertura aos católicos divorciados que voltaram a casar.

João Gonçalves

Domingo e a partir de domingo

No domingo vão a votos milhares de pessoas candidatas em listas autárquicas. Gabo-lhes o frete. Disputam a presidência e a vereação das câmaras municipais, os deputados municipais e as assembleias de freguesia de onde resultam as juntas. Que me recorde, só duas vezes as eleições autárquicas tiveram repercussão política nacional. No princípio dos anos 80, quando Freitas do Amaral declarou "poucochinho" o resultado da então AD, com Balsemão em S. Bento e no PSD. Começou aí a longa queda do Governo de coligação. E em Dezembro de 2001, quando uma inesperada "onda laranja" varreu o mapa das autarquias, obrigando Guterres a pedir a demissão. Nas últimas, em 2013, a coligação PSD-CDS não só não estremeceu com a pesada derrota que o PS de Seguro lhe infligiu, como ganhou as legislativas seguintes embora perdendo o poder por circunstâncias conhecidas. Cavaco também não tinha estremecido em 1989. Pelo contrário, reforçou a maioria absoluta nacional em 1991. E Sócrates também não, em 2005. Guterres podia perfeitamente ter ficado mas estava exaurido. Não saiu por causa da derrota autárquica, mas apesar dela. Estavam todos no Governo. Não eram Oposição como é agora a chamada Direita. Ora a Direita tem vindo a perder fôlego autárquico neste século, muito por culpa própria. Ou melhor, o que "cresce" em pequenos e médios concelhos não compensa o que perde nas maiores concentrações urbanas. Dos mesmos concelhos, e dos outros, os grandes. Miguel Relvas chamou-lhe, numa entrevista recente, a ruralização do PSD uma vez que, nesta matéria, quando falamos da Direita falamos essencialmente do PSD. Ser-lhe-á muito difícil reverter os resultados de 2013, tanto quanto ao PS não será muito difícil manter os resultados de Seguro. Juntaram-se duas infelicidades no PSD. A mais "estrutural", e que terá de ser alterada radicalmente a partir de domingo, tem a ver com a persistência "estratégica" no lastro de 2015. Passos não pode chegar a 2019 com a cabeça em 2015. Depois, algumas das escolhas para chefiar e ornamentar as listas foram pura e simplesmente desastrosas. Pense-se num extravagante Macário Correia que veio, aí pelos anos 90, em recurso do Algarve para se bater pela Câmara de Lisboa. Ainda arrecadou uns 26%. O PSD parece que desistiu das "grandes câmaras". Oxalá o eleitorado - que se tem revelado sempre melhor do que os partidos em que vota - não acompanhe o PSD nessa "desistência".

Carvalho da Silva

Feridas por sarar

O Observatório sobre Crises e Alternativas, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, empreendeu um estudo coletivo e interdisciplinar sobre trabalho e políticas de emprego que procura cobrir os variados ângulos das políticas públicas nestes domínios em Portugal. Este trabalho, publicado em livro, inscreve-se numa tradição de economia política que tem sido uma das marcas do Observatório. Procura-se nesta obra, não só proceder a uma detalhada análise dos processos socioeconómicos que têm atravessado o nosso país, mas também oferecer propostas e pistas de ação alternativas que sirvam de contraponto ao discurso dominante. Trata-se de uma análise sobre os antecedentes da crise, sobre os impactos concretos no seu período crítico com a imposição das políticas do (e para além do) "Memorando", e sobre os danos causados que se projetam no tempo.

A sua Opinião

A campanha eleitoral no seu concelho tem sido esclarecedora?

Evasões

Evasoes

O Festival Silêncio chega a Lisboa esta quinta-feira com arte para todos

Arranca esta quinta-feira o Festival Silêncio, que celebra a palavra como veículo de conhecimento e ato de criação, e o faz com cinema, conversas, exposições, música, oficinas, performances, residências artísticas e vários ciclos, entre eles, o Autor, que dá a conhecer a obra de Maria Gabriela Llansol. As atividades prolongam-se até domingo, 1 de outubro, data de encerramento do festival. A iniciativa decorre no espaço público do Cais do Sodré, portanto quem por lá passar pode deparar-se com diversas atividades a acontecer na rua. A abrir o festival, pelas 17h30 de quinta, terá lugar a Maratona de Poesia, no palco […]

Evasoes

Constança Cordeiro: «O cocktail ainda assusta o português»

Como surge o convite para abrir um dos jantares da Rota das Estrelas? É um regresso às origens, foi no Penha Longa Resort que comecei, depois de tirar hotelaria no Estoril e de passar pelo Ritz-Carlton em Tenerife. Eles acompanharam o meu trabalho em Londres e convidaram-me para fazer os cocktails antes do jantar preparado por vários chefes, no dia 27. As bebidas que vou criar nesse dia são com desperdícios do hotel. Uma delas vai ser um bellini com licor de croissant que sobrar do pequeno-almoço do hotel, por exemplo. De onde vem este gosto pela coquetelaria? Venho de […]

Evasoes

Uma loja onde pode levar a Arrábida para casa

A voz de Hugo Santos revela a paixão que sente pela Arrábida e que o levou a fixar-se em Palmela. «Desde miúdo que vinha andar de bicicleta para a serra e sempre disse que havia de morar aqui. Casei-me com a Marta, que já tinha cá uma casa. A vila já me adotou e eu já adotei a vila há 12 anos», conta o empresário que trabalhou durante quase duas décadas na banca, mas decidiu trocar o conforto do ordenado pelas atividades que já praticava na natureza. Criou a The Selector, uma empresa de experiências de natureza - caminhadas, passeios […]

Evasoes

Uma mesa bem portuguesa para descobrir em Lisboa

Abriu em agosto, num espaço que já existia para os lados do Largo do Rato. Manteve o nome e herdou boa parte da clientela, sobretudo a quem vem à hora do almoço. Sem grandes pressas, Ilda Vinagre, que ainda está a afinar uma série de coisas - da decoração das três salas ao horário e às próprias ementas -, veio para ficar. Depois de uma larga temporada em São Paulo, onde ajudou a consolidar a fama dos restaurantes Bela Sintra e Chiado (duas grandes referências da cozinha portuguesa além-mar), ela, que foi feliz em Terra Brasilis, achou ser a hora […]

Evasoes

A revolução do histórico Café Progresso

Foi fundado em 1899, arroga o título de «mais antigo da cidade» e sofreu, nos últimos meses, uma revolução. «Respeitando o passando, queremos construir um novo futuro. E o Progresso precisava de um novo impulso, que acompanhasse as novas tendências, oferecendo produto de qualidade», explica um dos rostos da nova gestão, Pedro Sá Pereira. Do histórico café ficaram os funcionários (e com eles ficaram garantidos os queques da D. Odete), o revestimento do chão, as mesas e cadeiras e a ideia fundadora de «potenciar e valorizar o produto café». O enfoque é agora o café de especialidade, mas a oferta […]