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Hoje, 26 de Maio

Opinião

David Pontes

Eu vi o futuro

Eu vi o futuro e foi anteontem. Em Vagos. Eu vi o futuro a berrar contra o passado e gostei. O futuro nem sempre está certo e o futuro nem sempre é bom, mas anteontem esteve certo e foi bom. Foi, porque esteve em sintonia com a humanidade e a tolerância, porque se ergueu em respeito da Constituição portuguesa que no seu artigo 13.º, o do princípio da igualdade, diz no seu ponto 1 que "todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei". E precisa no ponto 2: ".Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual".

Francisco Seixas da Costa

Realismo e juízo

Haverá alguém, no seu perfeito juízo, que acredite que o qualificativo dado por Wolfgang Schäuble a Mário Centeno - "o Ronaldo do Eurogrupo" - é algo mais do que uma arrogante "boutade"? Só alguma saloiice lusitana é que acha que a "teoria económica" da "geringonça" é vista com admiração nos círculos preponderantes no Eurogrupo. É claro que eles podem achar curiosos os resultados obtidos, mas ninguém os convence minimamente de que tudo não decorre de um acaso pontual. Para eles, trata-se apenas de um "desenrascanço" conjuntural, fruto de alguma acalmia dos mercados, do efeito das políticas temporalmente limitadas do BCE, do salto das exportações (que entendem nada ter a ver com a ação do Governo), do surto do turismo (por azares alheios e sorte nossa, como o "milagre do sol"), bem como do "pânico" da Oposição em poder ver Passos & Cia de volta, desta forma "engolindo sapos" e permitindo ao PS surpreender Bruxelas com o seu seguidismo dos ditames dos tratados. Ah! Eles também constatam que a política de estímulo do consumo acabou por não ser o "driver" anunciado do crescimento. E que tudo o que foi feito está muito longe das imensas reformas que eles consideram indispensável, nomeadamente no regime laboral e nas políticas públicas mais onerosas para o OGE (Saúde, Educação, Segurança Social, Fiscalidade), por forma a promover uma redução, significativa e sustentada, da dívida. É assim uma grande e indesculpável ingenuidade estar a dar importância à "boca" do cavalheiro alemão!

alexandre parafita

A cultura do efémero

Convidado há alguns dias por um agrupamento de escolas da região do Douro para falar com jovens sobre a literatura e os escritores durienses, fiquei estupefacto com o desconhecimento generalizado sobre os nomes e a obra dos grandes autores que desenharam em palavras e cantaram em versos a paisagem humana e física deste território, projetando-a para lá das fronteiras regionais e nacionais. Miguel Torga, João de Araújo Correia, João de Lemos, Guerra Junqueiro, Domingos Monteiro, Trindade Coelho, Guedes de Amorim, António Cabral, Luísa Dacosta, todos eles figuras emblemáticas e grandes embaixadores literários do Douro, são nomes (tirando o primeiro e o segundo nas escolas de que são patronos) completamente desconhecidos dos jovens de hoje.

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