Em causa estavam movimentações de contas bancárias de que Rosalina era co-titular com Thomé Feteira em vários países e a abertura de cofres pertencentes ao magnata que morreu no ano 2000. Os cerca de seis milhões de euros movimentados através de contas de Duarte Lima, em 2001, a partir de uma conta na Suíça, encontram-se entre estes movimentos.
A principal herdeira, Olímpia Feteira de Menezes, filha de Lúcio Thomé, e os restantes herdeiros directos subscreveram a queixa que deu origem ao inquérito, por considerarem que as contas e o conteúdo dos cofres faziam parte da herança a distribuir pelos familiares, pelo que Rosalina não tinha legitimidade para os utilizar.
Rosalina Cardoso foi constituída arguida neste processo em Março de 2003, prestando termo de identidade e residência. Em Maio de 2005, a sua residência, na Rua de Luciano Cordeiro, em Lisboa, chegou mesmo a ser alvo de buscas por parte das autoridades.
O processo foi arquivado a 31 de Dezembro de 2008, mas sujeito à possibilidade de ser reaberto em função do surgimento de novas provas, designadamente resultantes da resposta a cartas rogatórias enviadas às autoridades de Inglaterra, Estados Unidos da América, Suíça e Brasil, locais onde estavam domiciliadas várias das contas bancárias em causa.
O processo acabou por ser reaberto a 5 de Março de 2009, mas foi de novo encerrado no início de Janeiro passado, cerca de um mês depois da morte de Rosalina Ribeiro, executada com tiros no peito e na cabeça, no Rio de Janeiro, em circunstâncias que ainda estão a ser investigadas.