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Três razões para apoiar Pedro Passos Coelho

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Pedro não tem pressa, sabe esperar. É sereno, mas firme, dois traços essenciais à garantia de estabilidade que o PSD precisa.

O Único candidato que fala do concreto quando se refere a empresas e a trabalhadores ou a empresários e não tem o ridículo complexo do sector público e privado

Eu apoio Pedro Passos Coelho nas eleições que decorrem no PSD. Sem hesitar, defini o meu voto por diversas razões, das quais enuncio três. Duas questões políticas e uma pessoal.

Começo pelas políticas.

O PSD precisa de estabilidade, e só a encontrará num líder seguro, preparado, que goste do partido e dos militantes, que se sinta bem no país, que se identifique com o PSD. Nada poderá continuar a trazer mais instabilidade ao partido do que ser dirigido por um presidente que não sinta o seu pulsar, e olhe sobranceiramente para os militantes que fazem a base de militância do PSD ou das suas estruturas nacionais ou locais - não direi do alto de um pedestal, mas pelo menos à distância de alguns degraus.

A estabilidade é a única garantia de que o PSD delineia uma estratégia que não se reduza a meros tacticismos definidos a cada momento, tendo como limite temporal a semana que passa. Pedro Passos Coelho demonstrou isso mesmo. Não tem pressa, sabe esperar, não se precipita, não corre atrás de foguetes e de holofotes em pequenas correrias a golpes de passo curto - o que tem vindo a marcar o PSD. É sereno, mas firme, dois traços essenciais à garantia de estabilidade na liderança de que o PSD precisa.

Em segundo lugar, o PSD precisa, em minha opinião, de um presidente capaz de definir uma estratégia para o século XXI, que tenha ideias claras sobre a saída da crise que de momento ainda não se resolveu internacionalmente e que vai levar mais tempo a resolver no país. Não precisamos de slogans políticos, de sound bites, de achados de retórica ditos serenamente ou gritados, e gritados no Parlamento ou na rua ou nos comícios ou nos congressos. Eu pessoalmente - e creio que comigo muito boa gente - acho que o país precisa de soluções políticas e económicas serenas, de bom senso e urgentes. Muitos dos nomes marcantes que fizeram a história do PSD e vivem na memória dos seus militantes foram os que serena e firmemente souberam equacionar soluções políticas e económicas para a gravíssima crise por que o país passou nos anos 70. Agora, como tem dito Pedro Passos Coelho, as soluções são outras, pressupõem olhar para o futuro com todas as novidades de um Mundo globalizado que nenhuma outra crise anterior conheceu.

Para poder fazê-lo precisamos de quem tenha a experiência e a vida de empresa, e não a teoria dos telejornais. Um dos erros do PSD nas últimas soluções de direcção foi mesmo esse. Pedro Passos Coelho foi da "Jota" para o trabalho na empresa e não conhece o mundo laboral da teoria de o ver nas manifestações do telejornal. Por isso, é o único candidato que fala do concreto quando se refere a empresas e a trabalhadores ou a empresários, e não tem o ridículo complexo do sector público e do privado ou das pequenas e médias empresas contra o papão das grandes. O PSD não precisa de um líder que faça ataques radicais ao eng.º Sócrates, precisa (como recentemente ouvi a Passos Coelho) de quem desenhe uma alternativa política e económica credível à política do Partido Socialista de Sócrates.

Por último, eu apoio Pedro Passos Coelho porque um dia, por acaso, um daqueles acasos que não esperamos, conheci a sua família. Fui apresentar um livro editado pela Fronteira do Caos, e escrito pelo seu pai, o dr. António Passos Coelho, médico muito conhecido em Vila Real, um livro com histórias de mulheres, daquelas histórias que o Namora escreveu e que só um médico é capaz de pôr no papel. Caí de repente no meio da família e sobre eles lancei o olhar. Conheci a mãe que dedicou toda a vida ao filho com paralisia cerebral, a irmã médica, a Laura, sua mulher, e vi a forma como todos se ajudam no drama da doença profunda que marca uma família - e só com muita entreajuda se consegue ter a alegria que encontrei. Uns pais que recomeçaram a vida quando vieram de uma ex-colónia e regressaram à casa que já não existia. Numa noite fria, gelada de Dezembro, encheu-se uma sala para apresentar um livro, o que só acontece quando muitos gostam de nós (mais, provavelmente, do que do que escrevemos).

Ficou-me na memória esse fim-de-semana em Vila Real, e aconteceu-me muitas vezes na vida que quando caímos assim no meio de uma família vemos com outros olhos os que conhecíamos dos discursos da política. Também por isso, e desde esse dia, Pedro Passos Coelho tem o meu apoio.

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