O artista plástico bracarense foi o único português convidado pelo comité internacional da bienal, em Setembro de 2008.
Madonna foi-se mantendo a par do processo artístico e logístico da obra (com 260 centímetros por 180), sendo premissa do autor que a pintura que apresenta é "um apelo para a arte que intervém na vida social, na liberdade, na imaginação, na fantasia, na descoberta e no sonho".
O processo criativo é descrito por Óscar como um ovo que se transforma em larva e, depois, em borboleta e voa. O processo como criação, transformação e mudança. Tendo a capacidade para aceitar essa transformação.
Óscar já havia experimentado a recriação de divas da actualidade com a pintura de Nicole Kidman, uma obra que teve o melhor acolhimento internacional, após um rocambolesco processo de transporte até à Austrália, com desvios de itinerário até chegar à posse da actriz que, ante a obra, rendeu-se à fidelidade da recriação. Essa percepção foi transversal aos críticos de arte, com as referências ao artista a dispararem exponencialmente nos sítios da net que se dedicam a estas questões, como o "artbreak".
Madonna vestida de vermelho, para incarnar a virilidade, feminismo e dinamismo, pelo calor que a cor encerra, impondo-se na vida e na excitação. Mas essa é, também, a cor que representa a fé de Madonna na Kabbalah.