O AC Milan não fecha as portas ao defesa Aly Cissokho, mas a via para o portista entrar nos "rossoneri" mudou radicalmente. Fracassada a primeira negociação, com os italianos a alegarem problemas dentários, o jogador continua a ter à sua espera um contrato de cinco épocas, à razão de um milhão de euros por ano. Porém, os termos da transferência entre os clubes, nomeadamente a forma de pagamento, sofreram uma grande volta.
O arquitecto desta nova engenharia financeira parece ser o administrador-delegado Adriano Galliani, que esteve no Porto para fechar o negócio, regressou a Milão para tratar das formalidades e, no fim de contas, acabou por vetar a aquisição, alegadamente seguindo as indicações do Departamento Médico. O mesmo staff que, agora, dá o entrave da dentição de Cissokho como "resolúvel pelo Laboratório do AC Milan e num curto prazo", conforme se pôde ler, ontem, na edição da Gazetta Dello Sport.
Quanto à nova proposta, a mesma começa por um empréstimo, recebendo o F. C. Porto três milhões de euros, nesta primeira fase. Depois, se Cissokho realizar 50% dos jogos dos "rossoneri", na próxima época, os portistas encaixam, então, os restantes 12 milhões de euros do bolo anteriormente acordado.
"Os clubes continuam a negociar. O Cissokho é muito jovem e tem um radioso futuro à sua frente. Ele está de férias no Senegal, mas volta a Milão, se for caso disso. Pessoalmente, estou optimista quanto à concretização da transferência", afirmou, confiante, o empresário Roger Boli.
No Marselha, o aclarar da situação directiva, com a substituição do presidente Pape Diouf por Jean-Claude Dassier, ex- director do canal privado TF1, pode propiciar os avanços por Lucho González, um nome tido em muito boa conta pelo técnico Didier Deschamps. "Para o Lucho, é sempre prestigiante ser falado como estando nas cogitações do Real Madrid. Porém, não vanos esperar. Damos prioridade ao Marselha", referiu o empresário do médio argentino, Federico Simonian, louvando o forte interesse de Deschamps.