A decisão da seguradora foi revelada em comunicado e para já ainda não está definido qual vai ser o futuro de Cândido Barbosa na nova equipa profissional, ficando uma decisão do “foguete da Rebordosa” dependente da sua “disponibilidade profissional e pessoal”, revela a Liberty no documento assinado por Rodrigo Esteves, da direcção de marketing.
No documento a que o JN teve acesso, e enviado a todas as equipas e entidades que apresentaram projectos de patrocínio, a justificado que a decisão tomada “materializa” um projecto que visa dignificar o ciclismo lusitano, “criando o Clube Liberty Seguros Portugal”, que terá um âmbito de actuação muito mais abrangente.
Ouvido pelo JN, José António Sousa, presidente da Liberty Seguros, afirmou que toda a estratégia de apoios e patrocínios passam por “minimizar os riscos de envolvimento” da marca em situações relacionadas com “o uso de substâncias ilícitas”, ou o recurso “a práticas desonestas” para a obtenção de resultados fraudulentos, rematou.
Instado a pronunciar-se sobre a decisão da Liberty ter "promovido" a equipa de Sub 23 a profissional, com o escalão de Continental, Cândido Barbosa afirmou: enquanto continuar a correr esta temporada "não vou decidir nada sobre o meu futuro". Apesar do convite para integrar a nova equipa "em qualquer função", o "foguete da Rebordosa" garantiu ao JN: "não vou dar qualquer resposta à Liberty".
Recorde-se que a época termina a 5 de Outubro com a realização do Festival de Pista de Tavira, que marcará a despedida de David Blanco da equipa algarvia e do ciclismo português, uma vez que assinou pelo Geox, a nova equipa, que terá como líder o espanhol Carlos Sastre.