"O que se passou é uma vergonha para o desporto, para o país e para as instituições desportivas. Só não é uma vergonha para quem não tem, nem nunca teve vergonha na cara", afirmou Luís Filipe Vieira, num discurso proferido no camarote presidencial do Estádio da Luz, onde o dirigente recebeu a equipa de basquetebol, que quarta-feira se sagrou campeão nacional.
| foto Pedro Rocha/Global Imagens |
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A formação "encarnada" conquistou o 23.º título da sua história, ao vencer no pavilhão do F.C. Porto por 53-56, no quinto e último jogo dos "play-offs" da Liga portuguesa. No final do jogo, o arremesso de objetos, incluindo cadeiras, no pavilhão Dragão Caixa impediu a entrega do troféu de campeão nacional e obrigou o Benfica a sair de campo sob proteção policial.
"Ainda têm a lata de falar em apagões quando a sua história foi marcada por fruta, corrupção e compadrio. O seu sucesso é e foi construído com base na maior mentira do desporto português", frisou Vieira.
Sem nunca identificar diretamente os alvos das suas criticas, o presidente do Benfica considerou que o "sistema ainda não acabou" e que continuado baseado "na intimidação, na violência e nos favores".
"Na vida, como nos livros, um ladrão não deixa de ser ladrão por declamar poesia, ou por ir ao Papa. Um fugitivo da justiça não o deixa de ser apenas porque alguns juízes decidiram assobiar para o lado", referiu.