Tyco Electronics em Évora suspende 536 trabalhadores

 | 08/01/2009
Janeiro, Fevereiro e Março serão os três meses da verdade para o sector automóvel. "Vão dar a indicação daquilo que se pode esperar. Se as coisas não reanimarem, então começaremos a ter outro tipo de problemas", com empresas a fechar e a despedir pessoal, admitiu Pedro Valente de Almeida, presidente da Associação de Fornecedores da Indústria Automóvel .
 

"Tudo irá depender do comportamento dos construtores e do mercado global, em particular do europeu, que é o grande destino das exportações portuguesas", concluiu. Depois de algumas paragens na produção, em 2008, várias marcas voltam a fazê-lo este ano: para já, estão anunciadas suspensões na Toyota, em Ovar, e na Citroën de Mangualde, no final do mês corrente. No início de Fevereiro, a eliminação de um turno levará à dispensa de 400 trabalhadores.

Estão já com o emprego suspenso mais de 500 operários da empresa norte-americana Tyco Electrics, fabricante de componentes eléctricos, instalada em Évora. O anúncio foi feito ontem, em comunicado que "apanhou os trabalhadores de surpresa", numa medida que a empresa afirma ter efeitos imediatos.

A Administração da Tyco justificou que a aplicação do regime jurídico chamado "lay-off" acontece "por motivo da redução de 35% do volume de negócios", e que implica a redução do contrato de trabalho por "um período de seis meses". A empresa é a maior empregadora da região, tendo cerca de 1500 trabalhadores. Após duas semanas de paragem, os operários tinham regressado ao trabalho na passada segunda-feira. A Autoridade para as Condições do Trabalho diz que está a acompanhar a situação.

Menos preocupados estão os 350 funcionários da Toyota Caetano Portugal, em Ovar. A empresa vai parar a produção na próxima segunda-feira, durante cinco dias, voltando a paralisar nas últimas semanas de Janeiro e em Fevereiro. O ordenado "foi garantido", e dois dias por semana vão ser aproveitados por 90 trabalhadores para concluirem o 9.º ano e outros 150 o 12.º, no âmbito das Novas Oportunidades. O Sindicato dos Metalúrgicos diz que vai seguir de perto a suspensão da produção.

 
 
 
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