Desemprego: Angola apontada como solução

13/03/2009
Belmiro de Azevedo e Daniel Bessa defenderam na noite de quinta-feira a importância de Angola para o combate ao desemprego em Portugal, como destino de emigração e dos produtos da exportação nacional.
 

O "patrão" da Sonae, que falava num debate sobre desemprego promovido no Porto pelo PSD, com a presença da líder do partido, referiu mesmo que aquele país africano pode ser o destino natural de parte dos engenheiros e técnicos qualificados que venham a perder o posto de trabalho caso a fábrica da Qimonda em Portugal feche as portas.

"Às vezes, o que é mais difícil em Portugal é uma certa cultura, é as pessoas quererem emprego ali ao lado. A Qimonda, por exemplo, tem dois mil engenheiros e técnicos qualificados. É impossível arranjar empregos para todos eles [caso a fábrica encerre]. As pessoas vão ter de ir trabalhar noutro sítio: noutra parte de Portugal, da Europa ou do mundo", disse.

Belmiro de Azevedo apontou o exemplo concreto de Angola, "seguramente um país que pode atrair muitas pessoas. Está no princípio do seu desenvolvimento e como tal dispõe de muitos empregos e não precisa de trabalho muito qualificado".

Daniel Bessa classificou Angola como "o país do mundo que mais contribui para resolver o problema do desemprego em Portugal", nomeadamente porque "as exportações continuam a subir, sendo actualmente o quarto mercado para os produtos portugueses, à frente do Reino Unidos, Itália ou Estados Unidos".

"Há 40 anos, os portugueses habituaram-se a vender para Angola coisas que não prestavam e que em muitos casos nem chegavam a entrar naquele país. Quem continua a pensar assim que se desengane: hoje a situação é diferente", disse.

Apesar deste crescimento das exportações para Angola, o ex-ministro de António Guterres sublinhou que é apesar de tudo "um lugar de risco", pelo que é preferível "não pôr todos os ovos" naquele país.

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