Um total de 2,4 milhões de euros poderão sair dos cofres europeus, aos quais ainda se vai somar uma fatia menor do Estado português. O pacote ascende no total a 3,7 milhões de euros que serão encaminhados para financiamento a formação e a reintegração profissional das pessoas que ficaram sem emprego.
Contactado pelo JN, Bruno Maia, ex-presidente da extinta comissão de trabalhadores da "falecida" Qimonda (agora chamada Nanium), esclareceu que a decisão da Comissão Europeia (CE) é o resultado de uma candidatura apresentada pelo Estado português em Dezembro de 2009. "Embora peque pela morosidade, não deixa de ser uma boa notícia", afirmou Bruno Maia, actualmente a trabalhar na Nanium.
"A decisão tomada ajudará os ex-trabalhadores da Quimonda a encontrar novos empregos, através de formação e apoios destinados a dotá-los de novas competências", afirmou László Andor, Comissário Europeu do Emprego, Assuntos Sociais.
Em concreto, o pacote de assistência do FEG destinado aos ex-funcionários da Qimonda deve ser empregue no reconhecimento de competências, na formação profissional e de apoios com vista à criação de empresas, ajudas à auto-colocação e incentivos ao recrutamento e prática profissional adquirida no local de trabalho
Embora a CE, afirmasse ontem que o FEG chegará a 839 dos 914 despedidos, Bruno Maia recorda que só cerca de 500 dos 914 trabalhadores da ex-Qimonda, despedidos em Maio de 2009, é que serão beneficiados, uma vez que só estes estão agora desempregados. "Os restantes trabalhadores viram-se obrigados a aceitar empregos precários com baixos salários, uma vez que o tempo-limite dos respectivos subsídios de desemprego terminaram entretanto".
O PCP lamentou, por seu lado, que a Comissão Europeia não tenha procurado impedir o despedimento dos trabalhadores da Qimonda, considerando que a verba agora disponibilizada para a sua formação profissional chega "tarde e más horas".