Uma nota interna dirigida aos funcionários do banco chegou a gerar alarmismo por dar a indicação de "substituição massiva" de cartões, quando, segundo fonte oficial do banco, o que se pretendia era a "substituição simultânea" de determinadas unidades.
Os clientes visados receberam os cartões de substituição, "como é normal neste tipo de situação", referiu a mesma fonte bancária.
Trata-se, aliás, de um procedimento comum a todos os bancos.
Segundo fonte oficial da SIBS, empresa que colabora com os bancos, nomeadamente, na monitorização da rede de cartões e de pagamentos electrónicos, "se tivesse havido necessidade de bloquear milhares de cartões, teria sido emitido um alerta público - como em 2006 -, o que não aconteceu agora".
A SIBS explica que tem uma empresa, a Paywatch, que trabalha com os bancos e com a Unicre para fazer a prevenção e detecção de fraudes nos sistemas de pagamento electrónicos e nos cartões. "Sempre que há uma tentativa de interferência, a equipa avisa os bancos e estes agem na defesa do cliente", bloqueando e substituindo os cartões sob ameaça, para prevenir eventuais perdas, explicou a fonte.
Sempre que são detectadas essas tentativas de fraude, a SIBS faz uma participação às autoridades policiais, normalmente a Polícia Judiciária, para que se detecte a origem do problema. A SIBS salientou, ainda, que "a fraude com cartões em Portugal está cinco vezes abaixo da média da Europa. Alemanha e Inglaterra estão sete vezes acima do nosso país".