"Não faz parte do ADN dos trabalhadores dos impostos fazer greves, mas todos nós nos sentimos traídos", disse à Lusa o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), Marcelo Castro, numa alusão às medidas que têm sido adoptadas pelo Governo, como o cancelamento dos procedimentos concursais ou a paragem nas carreiras.
Razões para que o STE tenha já convocado uma greve de 20 dias, que irá decorrer entre 03 e 30 de Novembro, com os trabalhadores dos impostos a pararem no primeiro dia e a fazerem uma manifestação em Lisboa, enquanto que nos restantes, as paralisações serão por distrito, começando no sul do país.
Pelo meio, no dia 24, o STI irá aderir à greve geral marcada pela CGTP, e que conta já com o apoio de vários sindicatos, dos mais diversos sectores de actividade.
"São vários os motivos do nosso descontentamento", afirmou o sindicalista, acrescentando que a "gota de água" foi o despacho do Ministério das Finanças que cancela os procedimentos concursais, os quais "não tinham impacto na situação orçamental" do país.
"E tudo em nome de um falso argumento... a contenção salarial! Todos sabemos que parte dos procedimentos de avaliação permanente teria impacto financeiro somente em 2013. Por outro lado, com a saída por aposentação de centenas de colegas, a massa salarial irá descer, só por si, mais de 10%", lê-se num comunicado divulgado pelo sindicato.