"O que o Governo vem fazer é criar mais uma mobilidade dentro do regime da mobilidade, isto é, promove uma alteração à mobilidade especial, nomeadamente, para as autarquias, e promovendo a colocação de trabalhadores em mobilidade por um ano com base numa escolha a efetuar pelos dirigentes dos serviços", disse à Lusa o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço.
A reação do STE surge um dia depois de o Governo ter enviado aos sindicatos da Função Pública um documento que servirá de base para a reunião da próxima quinta-feira e que inclui alterações significativas para os funcionários públicos.
Além da possibilidade de avançar com rescisões amigáveis na Função Pública, o Executivo apresenta no documento um novo regime de mobilidade, "a mobilidade interna temporária".
Um trabalhador poderá assim ser deslocado, se os serviços o entenderem, recebendo como incentivo o correspondente à ajuda de custo na sua totalidade durante o primeiro mês. Ou seja, "os trabalhadores são deslocados durante um ano e durante o primeiro mês têm uma ajuda de custo por inteiro no primeiro mês que é hoje de 50 euros, valor que será de 50% nos restantes 11 meses", explicou Picanço.
De acordo com a proposta do Executivo, o novo modelo de mobilidade geográfica permitirá que, durante um ano, um funcionário possa ser colocado num outro serviço num qualquer ponto do país, "desde que se tratem de unidades orgânicas desconcentradas, de um mesmo serviço".