| foto Henrique da Cunha/slideshow/Global Imagens |
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| A feira foi inaugurada por Cavaco Silva |
"Em articulação com a ministra da Agricultura, assumi a defesa dos exportadores portugueses de vinhos e azeites" para "esse grande mercado que é o Brasil", disse Paulo Portas durante uma visita à Feira Nacional da Agricultura, que decorre em Santarém até 10 de junho.
Paulo Portas, que visitou o certame na qualidade de líder do CDS-PP, escusou-se a falar de outros temas da atualidade nacional, preferindo reafirmar a defesa da agricultura portuguesa, que mostra no certame de Santarém "a sua pujança económica, empresarial, a sua competitividade" e a sua "resiliência".
O líder centrista, que voltou a ouvir de muitos populares a designação que ganhou nas campanhas eleitorais, "Paulinho das Feiras", percorreu demoradamente as naves do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), não resistindo a provar os queijos, vinhos, licores, azeites, enchidos que enchem o salão "Prazer de Provar".
Portas referiu, em particular, o empenho que, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, tem colocado na tentativa de ultrapassar as dificuldades que têm sido colocadas à exportação de vinhos e azeites portugueses para o Brasil, sublinhando que o volume anual de exportação destes dois produtos atinge os 150 milhões de euros.
Referindo o seu "orgulho" em cumprir a sua visita anual ao "maior certame agrícola do país", o líder popular realçou que, apesar da "recessão, dos constrangimentos orçamentais, da seca", o setor tem tido um "comportamento extraordinário", revelando um dinamismo que se reflete tanto nas exportações como na procura para o investimento e na criação de emprego.