Consórcio luso-canadiano ganha concessão para prospeção de ouro em Jales/Gralheira

05/07/2012
A Direção-Geral de Energia e Geologia atribuiu, esta quarta-feira, concessões de exploração e prospeção de ouro em Jales/Gralheira (no concelho transmontano de Vila Pouca de Aguiar) à firma canadiana Almada Mining, em consórcio com a portuguesa EDM.
 
Arquivo/JN
Minas de Jales foram as últimas de onde se extraiu ouro em Portugal (imagem de 1983)

Segundo um comunicado da DGEG, a Almada Mining e a EDM ganharam um concurso para uma área de exploração experimental pelo período de três anos em Jales/Gralheira, e os direitos de prospeção e pesquisa numa outra área adjacente.

A DGEG estima que "o investimento associado a este processo poderá atingir os 66 milhões de euros, prevendo-se na fase de exploração a criação de 100 postos de trabalho diretos e 250 indiretos".

O vice-diretor-geral da DGEG, Carlos Caxaria, dissera à Lusa que sete empresas tinham manifestado a intenção de apresentar esta quarta-feira propostas pelas concessões de Jales/Gralheira.

A DGEG assinou também outros quatro contratos de concessões de recursos minerais. A Almada Mining recebeu duas concessões para a exploração experimental e prospeção de ouro, prata e outros metais em Banjas (Aljustrel); a EDM obteve uma concessão para a prospeção em Monte das Mesas (Aljustrel); e a MAEPA ganhou uma concessão para prospeção de tungsténio, ouro e outros metais em Arcas (Valpaços/Chaves).

As minas de Jales, que fecharam em 1992, foram as últimas de onde se extraiu ouro em Portugal.

Com o fim da exploração muitos trabalhadores ficaram sem os seus empregos e as escombreiras, deixadas a céu aberto, revelaram ser prejudiciais à saúde pública. No entanto, o aumento do preço do ouro nos mercados internacionais poderá tornar novamente rentável a exploração.

 
 
 
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