Governo antecipa queda do consumo, investimento e emprego em 2013

14.09.2012 - 19:35
O Executivo prevê que o consumo privado recue 2,2%, o consumo público desça 3,5% e o investimento regrida 4,2% em 2013, com a taxa de desemprego a subir para 16%, segundo as 'Grandes Opções do Plano'.
 
Governo antecipa queda do consumo, investimento e emprego em 2013
foto Global Imagens/Arquivo
Desemprego aumenta para 16%

De acordo com o documento, que foi aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros e a que a agência Lusa teve acesso esta sexta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá cair 1% no próximo ano, enquanto a evolução no mercado de trabalho deverá levar a um recuo de 1,2% do emprego e a um agravamento da taxa de desemprego para os 16%.

Já as exportações de bens e serviços deverão avançar 3,6%, enquanto as importações deverão baixar 1,4%.

"Em 2013, o PIB deverá sofrer uma contração de 1% em média anual, associado a uma redução da procura interna. Esta será atenuada pelo contributo positivo esperado da procura externa líquida. No entanto, prevê-se também para 2013 o início da recuperação da atividade económica. De facto, em termos trimestrais, o PIB deverá começar a crescer já a partir do segundo trimestre de 2013", lê-se nas previsões do Governo.

O Executivo explica que "a previsão de uma quebra do produto em 2013, face ao apresentado no Documento de Estratégia Orçamental, resulta de fatores externos e internos. A par do contexto internacional menos favorável, espera-se uma redução mais acentuada da procura interna decorrente do ajustamento mais rápido do que o antecipado, quer do processo de desalavancagem do setor privado, quer dos desenvolvimentos associados ao mercado de trabalho".

Estes mecanismos de ajustamento, assim como as medidas de consolidação orçamental tomadas para cumprir as metas acordadas no quinto exame regular do Programa de Ajustamento Económico, "explicam a revisão em baixa da previsão do produto em 2013", sublinhou o Governo.

No que toca à taxa de desemprego, esta deverá situar-se em 16 por cento. "Apesar da deterioração da atividade económica, os seus efeitos desfavoráveis sobre o emprego e desemprego serão contidos - em 2013 - em particular pelos efeitos positivos da desvalorização fiscal prevista", ressalva o Executivo.

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