Menos 2,3 mil milhões gastos na compra de carros novos em dois anos

13/12/2012
A compra de carros em Portugal caiu mais de 2,3 mil milhões de euros em dois anos, fruto de uma queda abrupta no consumo interno e devido à austeridade imposta pela assistência da troika ao país. As vendas de automóveis este ano deverão ser as piores dos últimos 27 anos.
 
Menos 2,3 mil milhões gastos na compra de carros novos em dois anos
foto pedro correia / global imagens
Vendas de carros novos em queda

Segundo dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), em 2011 e 2012 o mercado automóvel "perdeu" vendas de 128 mil automóveis novos, provocando o encerramento de centenas de concessionários e vários despedimentos ainda não contabilizados.

No início deste ano, a ACAP alertava que, perante a crise instalada, 2012 seria o ano em que se previa o despedimento de 21 mil pessoas no setor e o encerramento de 2600 empresas, uma perda direta de receita fiscal de cerca de 190 milhões de euros, "para além de todos os custos a nível social", o que configura uma "situação dramática para as empresas do setor" e isto quando se previa uma queda 18,5% do mercado automóvel face a 2011.

Chegados a novembro deste ano, a quebra nas vendas está nos 40,1%, muito superior ao previsto em fevereiro, e com danos que os próprios intervenientes no setor ainda não conseguem contabilizar.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de importação de carros e seus componentes vão de encontro à situação do setor, com uma quebra de 1,2 mil milhões de euros de janeiro a setembro relativamente ao mesmo período do ano passado, menos 27,6%, um desempenho que tenderá a agravar-se até ao final do ano.

O INE refere que, no período em análise, as importações de automóveis passaram de 4331 milhões de euros em 2011 para 3139 milhões de euros até setembro deste ano. Por exemplo, a compra de carros à Alemanha e França, os dois principais mercados (Volkswagen, Audi, Opel, Mercedes, BMW, Renault, Peugeot, Citroën), caíram 28,3% entre janeiro e setembro para os 1.541 milhões de euros, menos 607 milhões do que em 2011.

A Alemanha foi a mais penalizada com as importações a diminuírem 422 milhões de euros e a França registou uma queda de 185 milhões de euros.

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