Miguel Cadilhe preocupado por país não ter aproveitado "momento troikiano"

28.01.2014 - 23:00
O antigo ministro das Finanças Miguel Cadilhe mostrou-se preocupado por Portugal ter desaproveitado aquilo que considerou como uma grande oportunidade para realizar uma reforma estrutural do Estado, durante a presença da troika.
 
Lisa Soares / Global Imagens
Vítor Bento e Miguel Cadilhe no Palácio da Bolsa

Num debate no Palácio da Bolsa, no Porto, esta terça-feira à noite, com o conselheiro de Estado e também economista Vítor Bento, o antigo ministro Miguel Cadilhe lamentou que as alterações às funções do Estado não tenham sido realizadas.

"Temos as reformas estruturais do Estado que não foram feitas e continuam não sendo feitas. A reforma estrutural das funções e dos regimes públicos está por fazer. Apareceu um guião que é uma pobreza de política, é de política pequenina, fica-se pelos preliminares, nesta fase do campeonato ficar-se pelos preliminares é de facto muito pouco", declarou.

Miguel Cadilhe manifestou-se "muito preocupado" por Portugal ter "deixado perder a grande oportunidade que foi o momento troikiano".

"A troika está cá, estava o país todo recetivo a grandes mudanças, mudanças estruturais. A mudança estrutural é aquela que é irreversível", afirmou.

Para Cadilhe, Portugal continua "com as mesmas funções do Estado, antes da troika. Depois da 'troika', o Estado tem o mesmo papel a desempenhar e tem os mesmos regimes públicos estruturais".

Por seu lado, em relação à temática do processo de ajustamento realizado por Portugal no âmbito da troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), Vítor Bento afirmou-se "um pouco mais cético do que o entusiasmo todo" que vê à volta.

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