Na sua segunda edição, este índice compara a qualidade de vida em 36 países com base em 11 critérios que vão desde os rendimentos, o emprego, a habitação, a saúde, a educação ou o ambiente. O objetivo, escreve a organização, é avaliar a qualidade de vida através de medidas que vão para além do Produto Interno Bruto.
No capítulo dedicado ao Brasil, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) escreve que o país "fez progressos nos últimos anos na melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos, como demonstra o facto de a satisfação geral dos brasileiros com as suas vidas ser superior à média.
Com efeito, a taxa de satisfação dos brasileiros com a sua vida é de 6,8%, contra 6,7% de média e 77% dos brasileiros dizem ter mais experiências positivas do que negativas num dia típico (sentimentos de descanso, orgulho, prazer, etc...) enquanto a média da OCDE é de 72%.
Em contraste, o rendimento líquido disponível (quantidade de dinheiro com que as famílias ficam por ano após impostos) fica abaixo da média da OCDE (22.387 dólares). Segundo o relatório da OCDE, as famílias brasileiras têm apenas 8.007 dólares por ano para gastar em produtos e serviços, o que as coloca no fim da lista dos 36 países estudados.
Entre os restantes critérios, o Brasil fica acima da média em áreas como a taxa de emprego (68% da população dos 15 aos 64 tem emprego, contra a média de 66%) e a segurança de emprego (14,03% contra a média de 11,07), assim como na participação cívica (83% dos eleitores participaram nas últimas eleições, contra 73% na OCDE).