Angola: príncipe do Congo candidato ao parlamento

03/09/2008
Makuta Nkondo é um dos "príncipes" pretendentes ao trono do Reino do Congo,  mas integra a lista republicana de candidatos a deputados da UNITA, em lugar elegível, nas eleições legislativas de sexta-feira em Angola.
 

Descende do clã "Ne Miala" um dos mais importantes na arquitectura de poder do antigo Reino do Congo, que abrange as províncias do norte de Angola até aos Camarões, envolvendo a República Democrática do Congo, Congo-Brazzaville e o Gabão.

A sua condição de pretendente ao trono(Ntotela, na língua Kikongo), cujas cortes se situam na cidade de Mbanza-Congo, capital da actual província angolana do Zaire, não choca, garante Makuta Nkondo, com a condição de candidato a deputado pelas listas do maior partido da oposição angolana.

Jornalista de profissão e observador "na mata" de toda a luta de libertação nacional nas hostes da Frente Nacional de Libertação de Angola(FNLA),  Makuta obteve autorização, "como a tradição e os costumes impõem", dos mais velhos para assumir agora a candidatura a deputado pela UNITA.

Mas sob a condição de jamais envolver o Reino nas questões politico-partidárias. "Sem a autorização da Corte constituída por todos os guardiães do Wene Wa  Kongo(Reino ou Império em Kikongo) este passo seria insensato". 

"É algo muito complexo e quem não obedece morre", diz sem titubear Makuta Nkondo, que é candidato independente a deputado. Não na condição de "pretendente a Ntotela".

Os "mais velhos" permitiram que integrasse as listas da UNITA" sob a condição de não envolver o reino. E quando chegar o dia da escolha do Ntotela, se for eleito deputado, tem que "abandonar imediatamente o Parlamento".

Ler Artigo Completo
 
 
 
subscreva já
newsletter diária jn
Receba diariamente no seu e-mail a Newsletter do JN e alertas de última hora
subscrever

 
 
Mais Mundo
03.07.15
Os EUA estão a reforçar a segurança em todo o país e a incitar as pessoas a estarem alerta durante o feriado do dia da Independência, que se celebra...
03.07.15
Mais de 1300 estrangeiros em situação ilegal foram expulsos de Angola na última semana de junho, um aumento de quase 400 casos numa semana.
Comentar
Caracteres Disponíveis: 750
Enviar Comentário
Obrigado! O seu comentário ficará visível dentro de momentos.
Ocorreu um erro. Tente novamente mais tarde.

Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.
Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O JN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados.
Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.

 

Mais Lidas
02.07.15
A mãe que deixou o filho de três anos morrer num baloiço, nos EUA, esteve no funeral da criança e levou uma carta com uma dedicatória. Os pais, que...


Global Notícias - Media Group S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster This website is ACAP-enabled