Assassinato de Nino Vieira tem contornos de vingança

02.03.2009 - 16:53
A morte de Nino Vieira começa a ganhar contornos de vingança, agora que se sabe que um grupo de militares  libertou os soldados detidos pela alegada participação no ataque de Novembro contra o presidente guineense. Na foto, aspecto da destruição do quartel onde o chefe das Forças Armadas foi assassinado.  
 
ANTÓNIO AMARAL/LUSA

O Conselho de Ministros, reunido de emergência, criou uma comissão de inquérito para investigar os assassínios do chefe de Estado e do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié.

"O Conselho de Ministros deliberou instar o procurador-geral da República a criar uma comissão de inquérito integrada pelo Ministério Público, elementos da Polícia Judiciária e da promotoria Pública do Tribunal Superior Militar, de modo a identificar os autores destes actos e relegá-los posteriormente à Justiça", anunciou o Governo em comunicado a que a Agência Lusa teve acesso.

O Presidente "Nino" Vieira foi assassinado por militares depois de, no domingo, um atentado à bomba ter provocado a morte do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié. Ataques a que se junta o assalto às antigas instalações da Polícia Judiciária. "Um grupo de miltiares entrou nas instalações, arrombou as portas das celas e libertou os militares que estavam detidos desde Novembro”, por alegado envolvimento no ataque contra o Presidente guineense.

Os prisioneiros agora libertados haviam sido detidos a 23 de Novembro, quando um grupo de militares atacou a casa do presidente guineense. Esta segunda-feira, em novo ataque, que terá sido iniciado com o lançamento de um rocket contra o portão da residência oficial, um grupo de desconhecidos assassinou Nino Vieira.

"Não obstante as medidas tomadas para evitar possíveis dissabores, um grupo de cidadãos por identificar assaltou a residência do Presidente da República da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, tendo-o baleado até à morte", pode ler-se no comunicado dos militares.

No documento, assinado pelo capitão de Mar Zamora Induta, os militares apelam à calma e comprometem-se com a manutenção da paz . O Estado-Maior reafirma “o compromisso e a firmeza em obedecer ao poder político e às instituições da República" e garante que "vai manter-se intransigente com a sua missão constitucional".

Ler Artigo Completo
 
 
Empresas na Caixa 300x100 JN
Fazemos Bem JN 300x100
BT Edições Multimédia
 
subscreva já
newsletter diária jn
Receba diariamente no seu e-mail a Newsletter do JN e alertas de última hora

 
 
VER VÍDEO
Atualidade

Médica portuguesa vai para a Serra Leoa combater o ébola

AtualidadePassageiros surpreendidos no Porto com greve na TAP
Close-upTartarugas Ninja voltam a invadir salas de cinema
Mais Mundo
31.10.14
Uma pessoa morreu e três outras ficaram feridas no centro de Angola, no município do Cuito, província do Bié, ao manusearem uma granada de mão...

Comentários
Reacções no Twitter
Comentar

Caracteres disponíveis: 750

Receber alerta de resposta Aparecer como Anónimo
Lembrar dados Pessoais

Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O JN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados. Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.

Se tem conta, faça Login

Email

Password

Legenda

Utilizador RegistadoUtilizador Registado    Utilizador Não RegistadoUtilizador Não Registado






Controlinveste Conteúdos, S.A. Todos os direitos reservados
Termos de Uso e Política de Privacidade |  Ficha Técnica |  Quem Somos |  Contactos |  Webmaster This website is ACAP-enabled