O Conselho de Ministros, reunido de emergência, criou uma comissão de inquérito para investigar os assassínios do chefe de Estado e do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié.
"O Conselho de Ministros deliberou instar o procurador-geral da República a criar uma comissão de inquérito integrada pelo Ministério Público, elementos da Polícia Judiciária e da promotoria Pública do Tribunal Superior Militar, de modo a identificar os autores destes actos e relegá-los posteriormente à Justiça", anunciou o Governo em comunicado a que a Agência Lusa teve acesso.
O Presidente "Nino" Vieira foi assassinado por militares depois de, no domingo, um atentado à bomba ter provocado a morte do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié. Ataques a que se junta o assalto às antigas instalações da Polícia Judiciária. "Um grupo de miltiares entrou nas instalações, arrombou as portas das celas e libertou os militares que estavam detidos desde Novembro”, por alegado envolvimento no ataque contra o Presidente guineense.
Os prisioneiros agora libertados haviam sido detidos a 23 de Novembro, quando um grupo de militares atacou a casa do presidente guineense. Esta segunda-feira, em novo ataque, que terá sido iniciado com o lançamento de um rocket contra o portão da residência oficial, um grupo de desconhecidos assassinou Nino Vieira.
"Não obstante as medidas tomadas para evitar possíveis dissabores, um grupo de cidadãos por identificar assaltou a residência do Presidente da República da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, tendo-o baleado até à morte", pode ler-se no comunicado dos militares.