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Confrontos em Maputo causaram graves prejuízos

Capital regressou a uma aparente normalidade, com o comércio a abrir portas

Publicado

Cláudia Luís
 

"A cidade está a funcionar a 90%", disse, ontem, sexta-feira, um português residente em Maputo. Apesar de se manterem  pontos de confronto na periferia, a normalidade terá voltado à capital moçambicana. É preciso recuperar um prejuízo de cerca de 2,5 milhões de euros.

O Governo reuniu de emergência e apresentou um novo balanço das consequências dos protestos da população contra a subida dos preços dos bens essenciais, permanecendo irredutível na sua decisão. Segundo o Executivo, o número de mortos subiu para oito, após o falecimento de uma vítima internada no Hospital Central de Maputo.

Enquanto o centro da capital retomava a sua actividade habitual, nos subúrbios, nos bairros de Benfica e Hulene, a polícia disparou balas de borracha e gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes que tentavam novos saques. Também há registo de protestos em Chimoio, a 760 quilómetros de Maputo, de onde resultaram pelo menos seis feridos. “Dois estão em estado grave”, afirmou, à Lusa, Teresa Inácio, uma enfermeira no hospital provincial de Chimoio.

Entretanto, Governo sublinhou os danos económicos: “As perdas representam um retrocesso nos esforços que têm estado a ser empreendidos, no âmbito da luta contra a pobreza”, disse o porta-voz do Governo e vice-ministro da Justiça, Alberto Nkutumula. Os cerca de 2,5 milhões de euros perdidos “equivalem à criação de 3200 empregos”, acrescentou, segundo o jornal moçambicano “O País”.

Ontem, a Caixa Geral de Depósitos, que detém 51% do moçambicano Banco de Comércio e Investimento, garantiu que confia no potencial do país. Ontem, abriu todas as suas sucursais de Maputo, tal como o Milenium bim retomou a actividade em algumas das suas 40 agências. Devido à fraca afluência registada na Feira Internacional de Maputo, a organização decidiu prolongar  o certame até à próxima terça-feira, na tentativa de recuperar os negócios perdidos.

“As lojas, os cafés, os centro comerciais reabriram, porque um autocarro conseguiu trazer trabalhadores para o centro da cidade. Tudo depende disso”, contou o português César Correia.

 
 

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