| foto Hakon Mosvold Larsen/REUTERS |
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| Breivik fez saudação de extrema-direita na sala de audiência |
Anders Breivik Behring começou a ser julgado, esta segunda-feira, às 08.00 horas, num tribunal em Oslo.
Assim que foi libertado das algemas, o jovem norueguês bateu no coração com a mão direita e ergueu em seguida o punho fechado dirigindo-se para a assistência, onde estão sobreviventes do ataque, familiares das vítimas e jornalistas. Uma salvação que, segundo o acusado, representa "a força, a honra, e o desafio aos tiranos marxistas na Europa".
"Não reconheço [legitimidade] ao tribunal norueguês porque receberam o mandato dos partidos políticos que apoiam o multiculturalismo", afirmou Breivik, de 33 anos, que se apresentou como "escritor", aos juízes.
Acrescentou ainda que a juiz principal, Wenche Elizabeth Arntzen, não está habilitada para o julgar porque "se sabe que é amiga" de Hanne Harlem, irmã da ex-primeira-ministra trabalhista Gro Harlem Brundtland, que era um dos objetivos de Breivik, apesar de não ter apresentado queixa formal contra a magistrada.
"Reconheço os factos mas não reconheço a minha culpa. Atuei em autodefesa", declarou o arguido após a leitura da acusação por "atos de terrorismo", alegando que é um "comandante militar" e que "não deveria estar perante um tribunal penal".