"Nos termos em que é feita esta proposta, obviamente não merece o nosso acordo. E carece de muitas alterações para o ter", afirmou, ontem, ao JN, o presidente da Fenprof - que representa 70% dos professores sindicalizados.
"Há um conjunto de alterações profundas que terão de ser feitas", adiantou Mário Nogueira, referindo que ainda hoje será enviado ao Ministério da Educação (ME) "o que propomos em alternativa". Amanhã de manhã realiza-se uma reunião do secretariado-geral da Fenprof e à tarde é o encontro na 5 de Outubro, entre organizações sindicais e ME.
"A garantia dada verbalmente pelo Ministério da Educação em reuniões anteriores de todos os docentes com 'Bom' terem a expectativa de, em tempo útil, acederem ao topo da carreira tem de ficar bem clarificada no texto e este ainda não é suficientemente claro quanto a isso", diz, por sua vez, João Dias da Silva, da FNE.
"As propostas carecem de correcção e de serem melhoradas", disse Dias da Silva ao JN. "Este documento ainda não corresponde às nossas expectativas, mas esperamos chegar quarta-feira a um que nos satisfaça", concluiu.
Na mesma linha, o presidente da Fenei/Sindep diz que "a proposta é extremamente ambígua e não responde aos objectivos discutidos verbalmente com a ministra e o secretário de Estado", sobre o mesmo ponto.