Paulo Portas acusa Governo de ter mentido em relação ao BPN

06/03/2011
O líder do CDS-PP acusou este domingo o Governo de ter mentido em relação ao BPN e exigiu que o Executivo tenha rapidamente um rumo para o banco porque "é dinheiro que foi para tapar um buraco sem fundo".
 
João Santos/ Global Imagens
Portas acusa o Governo de ter criado uma "ilusão" em vez de ter tido uma atitude rigorosa

Em declarações aos jornalistas, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, Paulo Portas lembrou que, no sábado, o Governo de José Sócrates, através do secretário de Estado do Tesouro e Finanças, revelou quanto é que o BPN custou aos cofres do Estado - dois mil milhões de euros - e que esse valor deve ser contabilizado no défice de 2008.

Paulo Portas defendeu que o CDS sempre teve razão em relação às desvantagens deste negócio para o Estado e acusou o Governo de ter criado uma "ilusão" em vez de ter tido uma atitude rigorosa.

O líder do CDS-PP sublinhou que numa primeira fase o Governo garantiu que "o BPN não teria custos para o contribuinte e que como não teria custos, não teria de ir ao défice", depois a versão mudou para que "o Estado apenas dava garantias e avales à Caixa Geral de Depósitos e que só em caso de incumprimento é que essas garantias seriam accionadas", para terminar dizendo que "talvez houvesse uma imputação à dívida, mas não ao défice".

"Tivemos primeiro uma mentira porque o BPN teve custos elevadíssimos, depois uma falácia porque os avales foram para um buraco sem fundo e finalmente a ideia, que é um logro, de que imputação seria apenas à dívida e não ao défice", acusou Paulo Portas, para quem "a realidade chegou agora nua e crua".

Consequentemente, o líder centrista entende que o Governo tem de se explicar e esclarecer se se vão ao défice os dois mil milhões de euros, o que é que vai acontecer com os avales dados depois de 2008.

Por outro lado, Paulo Portas quer saber "o que quer o Governo fazer com o BPN porque quanto mais tempo a indecisão se arrastar, mais o contribuinte pode ser lesado e o sistema financeiro português não sai beneficiado".

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