| foto Steven Governo/Global Imagens |
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"Com todas as questões em termos de austeridade que nós temos, o país, o que é certo como todos sabem, é que mesmo assim antes de começar a descer a sua dívida pública vai aumentá-la", disse Paulo Macedo na sessão de encerramento do primeiro Fórum Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que hoje decorreu durante todo o dia no Porto.
O ministro da Saúde acrescentou: "Todas estas medidas de austeridade, face ao patamar em que estamos, não vai pôr-nos no 'superavit' nem ao abrigo de novas medidas de austeridade, mas apenas ainda para chegarmos a um nível de défice aceitável".
"Na Saúde, há aqui um paralelo exacto: com todas estas medidas extremamente exigentes, que são duras, o que nós vamos obter, mesmo assim, ainda é um agravamento, obviamente menor, mas um conjunto de dívidas que vão crescer, um conjunto de situações dos hospitais empresa que vão acumular mais prejuízos", alertou.
O ministro da Saúde lançou assim uma questão: "Portugal atravessa uma enorme crise que o colocou numa situação particularmente delicada. Todos o sabemos, mas será que se terão apercebido da verdadeira gravidade da situação?".
Mais do que "chamar a atenção para os números", Paulo Macedo considerou que "vale a pena ver qual vai ser a evolução destes números que existem hoje".