E se choverem meteoros?

 | 16.11.2009 - 00:30
É a atmosfera da Terra que embate neles e os faz traçar riscos brilhantes no céu. Este mês,até ao próximo dia 20, com pico provável amanhã, terça-feira, podemos assistir a maior intensidade nas chuvas de meteoros que a toda a hora vêm ter com o nosso planeta.
 

Nada de nuvens e um céu também nada poluído por iluminações urbanas. Estas as condições para observar a próxima chuva de meteoros, cujas trajectórias vão cruzar-se num ponto chamado radiante, lá onde se avista a constelação de Leão. Daí o seu nome, Leónidas, como noutras épocas do ano há as Aquáridas, as Perseidas ou as Oriónidas.

Quase todos os meses a Terra tem destes encontros com os "enxames" de meteoróides. Já em Dezembro há a passagem pelas Gemínidas e em Janeiro pelas Quadrânticas. Estas duas ocasiões são das mais expressivas, estando feita uma estimativa de 120 meteoros por hora, em média, a colidir com a atmosfera terrestre.

As previsões meteorológicas para os próximos dias, em Portugal, não facilitarão a hipótese de uma boa visibilidade do fenómeno que, além do mais, oferecerá melhor espectáculo aos habitantes da Ásia. Caso o céu estivesse límpido, a melhor hora para ver a chuva de estrelas seria antes do alvorecer de quarta-feira próxima. Como sempre na observação das candentes que cruzam o firmamento, a melhor forma não está em assestar telescópios, mas em ficar na posição de deitado ao ar livre. A Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores vai fazer o registo automático de meteoros, recorrendo a câmaras de vídeo ligadas a computadores.

Ainda assim, estas Leónidas que vão cair sobre as nossas cabeças prevêem-se como das mais intensas no ano (em Dezembro, as Gemínidas talvez as suplantem). Mas, como disse ao JN o director do Observatório Astronómico de Lisboa, a intensidade apenas pode ser estimada, não assegurada. Segundo explicou este astrónomo, os enxames de meteoróides não têm localização garantida no espaço por onde viajam; por isso, não se pode ter a certeza de que a Terra vá, na sua translação, embater em cheio na poeira lançada pelo cometa que ali passou. Rui Agostinho refere que "o efeito de jacto com que o cometa liberta matéria faz com que este rodopie, tornando incerta a sua trajectória".

Nesta chuva de estrelas mais intensa está implicado o cometa Tempel-Tuttle e foi calculada uma média de 100 meteoros por hora. O período de maior visibilidade (claro, se o céu estiver limpo) decorre de hoje a dia 20, com actividade máxima a 18 ou 17.

O fenómeno das estrelas cadentes deve-se ao embate, na atmosfera da Terra, de pequenos corpos oriundos dos cometas. Pequenos, na ordem dos poucos centímetros e na sua grande maioria à escala mesmo dos milímetros. Eles são "travados" quando entram na nossa atmosfera. Com esta última grandeza dificilmente poderão ser vistos.

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