Há mês e meio que Paula Matos não é oficialmente viúva, nem José Alves Barbosa está, para as autoridades portuguesas, efectivamente morto. O casal falou pela última vez três dias antes do óbito, a 15 de Dezembro, ao telefone, e José Barbosa já se queixava de má disposição.
Nos dois dias seguintes, Paula Matos não conseguiu falar com o marido e, a 18 de Dezembro, os recursos humanos da empresa do grupo SIAT, para o qual trabalhava o cidadão português, informaram-na que ele "tinha sido encontrado morto na cama", contou à Lusa a viúva.
Após "muitas peripécias" e uma declaração de óbito "muito incompleta", assinada por um médico da empresa Ghana Oil Palm Development Company Limited, que integra o grupo SIAT, procedeu-se à trasladação do corpo.
Segundo Paula Matos, a urna entrou no voo da TAP Accra-Lisboa no dia 31 de Dezembro, acompanhada por um envelope com todos os documentos de José Alves Barbosa. O voo chegou a Lisboa na madrugada de dia 1 de Janeiro, embarcando no primeiro voo Lisboa-Porto, onde aterrou pelas 8 horas.
A funerária não foi porém autorizada a levantar a urna por falta de documentos, recorda Paula Matos. Confirmando a perda, a TAP pediu o envio de cópias dos documentos, de modo a que o corpo pudesse ser levantado na Alfândega, o que aconteceu a 3 de Janeiro. O funeral realizou-se no dia 4, em Aveiro.