Dorival Caymmi estava doente há um ano, padecendo de insuficiência renal e de uma situação cardíaca pouco favorável. A doença acabou por vencê-lo ontem de madrugada. O artista faleceu em sua casa, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Caymmi é referência obrigatória da música popular brasileira, onde assinou êxitos imortais, que têm acompanhado gerações, como são os casos de "Marina", "Modinha para Gabriela", "Maracangalha", "Saudade de Itapuã", "O Dengo que a Nega Tem" ou "Rosa Morena", entre muitos outros.
A sua música foi gravada pelos mais reputados músicos brasileiros e teve em Vinicius de Moraes um dos seus maiores admiradores. Aliás, nos seus concertos, que se prolongavam à medida que bebia a garrafa do seu inseperável whisky, Vinicius não se cansava de falar no nome de Caymmi ( e também de João Gilberto), como um dos compositores de maior talento do seu país.
Também António Carlos Jobim elogiou as qualidades de Caymmi:"O Dorival é um génio. Se eu pensar em música brasileira, eu vou sempre pensar em Dorival Caymmi. Ele é uma pessoa incrivelmente sensível, uma criação incrível. Isso sem falar no pintor, porque o Dorival também é um grande pintor".
Dorival Caimmi era descendente de italianos e desde cedo despertou para a música, uma vez que convivia com parentes que gostavam de tocar piano e o próprio pai era músico amador.