| foto Reuters TV |
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| Fundador do site Megaupload foi detido |
O FBI está em vantagem na luta contra a pirataria na Internet. O fecho do Megaupload gerou uma onda de choque, primeiro, entre os internautas, que se sentiram indignados. Não tardou a reacção de empresas de alojamento e partilha de ficheiros, usados em sites de download directo. Por segurança, umas, apertadas pelo FBI, outras, começaram a limitar o acesso a ficheiros e apagar milhares de pastas com conteúdo susceptível de violar a lei dos direitos de autor.
O Rapidshare, que dividia com o Megaupload a liderança entre os sites de partilha de ficheiros, e primeiro candidato a preencher o vazio deixado após o fecho do site de Kim Dotcom, que está detido e acusado de extorsão, violação de direitos de autor e lavagem de dinheiro, não se atemoriza e diz que presta um "serviço absolutamente legal", comparável ao Dropbox, um sistema de arquivo de ficheiros.
"Não estamos preocupados ou amedrontados com este raid", disse Daniel Raimer, porta-voz do Rapidshare. "O arquivamento de ficheiros é um negócio legítimo", acrescentou, em declarações ao site "Ars techinca".
As palavras do porta-voz não condizem com os actos da empresa. O Rapidshare apagou milhares de ficheiros que poderiam ser problemáticos. Uma simples busca na Net por um filme, música ou série de televisão recentes arquivados no Rapidshare conduz à expressão "The file of the above link no longer exists" - ficheiro ou o link mencionado não existe.
Segundo o Rapidshare, isto pode acontecer por várias razões. "O uploader apagou o ficheiro; o ficheiro continha material ilegal e foi apagado dos nossos servidores pela equipa anti-abuso, o link estava incorrecto ou o servidor está demasiado ocupado e não consegue processar o pedido".