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"Era um músico superior", diz Sérgio Godinho

"Era um músico superior", diz Sérgio Godinho

O pianista Bernardo Sassetti, encontrado morto na quinta-feira, aos 41 anos, foi "um músico superior", "absolutamente cativante", disse o músico Sérgio Godinho.

Sobre o pianista, que convidou para participar no álbum "Mútuo Consentimento", editado no final do ano passado, Sérgio Godinho recordou "um entusiasmo infantil - infantil no sentido mais nobre da ingenuidade, de pureza", na forma como encarava a música.

"Tínhamos uma grande admiração musical e era uma pessoa que, em termos humanos, era absolutamente cativante. É tão triste que uma pessoa com aquela energia de viver morra", disse.

Para Sérgio Godinho, Bernardo Sassetti era "um músico superior", que estava "completamente desperto para a vida e para as artes", "que queria fazer muitas outras coisas e crescer sempre".

Bernardo Sassetti, que completaria 42 anos em junho, estava ligado ao universo do jazz português, mas colaborou sempre com músicos de outras latitudes artísticas, como Carlos do Carmo e Da Weasel.

A par da música, manteve sempre uma ligação estreita com a fotografia e a imagem, que dizia serem vitais para a composição.

Escreveu música para cinema, para filmes como "Alice", de Marco Martins, "O talentoso Mr. Ripley", de Anthony Minghella, "A costa dos murmúrios", de Margarida Cardoso, e "98 octanas", de Fernando Lopes.

Mário Laginha, Carlos Martins, Perico Sambeat, Alexandre Frazão, Carlos Barretto, Guy Barker e Paquito D'Rivera são alguns dos músicos com quem trabalhou.

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