Cultura

Jovem de Esposende é craque na arte de pintar o corpo

Jovem de Esposende é craque na arte de pintar o corpo

Joana Bastos dedica-se ao "body painting" (pintura do corpo) há cerca de cinco anos, o que já lhe valeu vários prémios em Portugal e no estrangeiro. A ideia final é que o público utilize a pintura como roupa.

Foi a vencedora do primeiro Festival Nacional de Body Painting, que se realizou em 2010, na praia de Canide, em Gaia, e obteve uma menção honrosa na categoria de efeitos especiais no festival mundial da Áustria, neste ano.

Pintar o corpo, o seu e o de outros, é um gosto que lhe vem de menina, pois, segundo diz Joana Bastos, "desde criança que gosto de transformar o corpo. Pintava-me e aos outros".

Apesar de academicamente enveredar por Gestão e Marketing, área na qual se licenciou, acabou por se dedicar a tempo inteiro ao "bodypainting", que inclui maquilhagem, vertente na qual obteve várias formações, nomeadamente em Barcelona, Espanha.

Não tem preferência especial por modelos masculinos ou femininos, a única exigência que coloca é que o corpo esteja nu, porque, justifica, "é como uma tela. Para se começar um quadro, a tela tem de estar branca. Aqui, o corpo tem de estar completamente despido, pois permite uma maior liberdade na criação".

Confessa que tem tido alguma dificuldade em conseguir modelos, uma vez que, acrescenta, "ainda existe alguma inibição". O mais difícil são as mulheres. No entanto, Joana Bastos quer "dar a volta" e, por isso, insiste em convidar mulheres.

Sem tabus e intimidações

"O objetivo é que as pessoas compreendam a minha arte e a entendam como uma outra arte qualquer, onde não existam tabus, nem intimidações. Pintar o corpo é uma coisa absolutamente normal", diz.

O plano é conseguir que o público português, a exemplo do que já vai acontecendo no estrangeiro, utilize de vez em quando o "body painting" como roupa.

Assim sendo, Joana Bastos já "vestiu" mais de 100 pessoas, dos quatro aos 50 anos.

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