Polémica

Outros casos de plágio: Nem os Beatles e Michael Jackson escaparam

Outros casos de plágio: Nem os Beatles e Michael Jackson escaparam

O Ministério Público acusou esta quarta-feira Tony Carreira de plágio de 11 dos seus temas. O popular cantor junta-se a outros artistas e grupos que acabaram por ser condenados por copiar canções de outros autores.

Em Portugal não é comum, mas recorrer aos tribunais para reclamar a autoria de temas musicais tornou-se uma prática vulgar nos Estados Unidos. Já aconteceu com canções que se tornaram êxitos em todo o mundo e o resultado foi, a maioria das vezes, a partilha de direitos de autor.

Aconteceu com "Creep" (1993), dos Radiohead, que não é mais do que uma versão de "The Air That I Breathe" (1974) dos The Hollies. A música ficou conhecida através da banda britânica, que depois da queixa do grupo formado na década de 1960 se viu obrigada a dividir a incluir os nomes de Albert Hammond e Mike Hazlewood como coautores.

O mesmo aconteceu com "Bitter Sweet Symphony" (1997), dos The Verve, alvo de uma batalha judicial pouco simpática. O tema foi plagiado da versão de orquestra de "The Last Time" (1965) dos Rolling Stones, interpretada pela Andrew Loog Oldham Orchestra. Atualmente, o grupo liderado por Mick Jagger detém 100% dos direitos de autor.

Também Rod Stewart com "Do Ya Think I'm Sexy" (1978) inclui a lista de músicas plagiadas. O cantor acabou por resolver o caso fora da justiça ao admitir um "plágio inconsciente" de "Taj Mahal" (1972), de Jorge Ben.

Michael Jackson foi condenado a pagar cerca de 150 euros por ter plagiado o tema "Soul Makossa" (1972), de Manu Dibango, com o seu "Wanna be Starting Something" (1982). Esta canção era abertura de "Thriller", um dos álbuns do Rei da Pop mais vendidos de sempre.

E quem viveu o início da década de 1980 lembrar-se-á certamente de "Surfin' USA" (1977), dos Beach Boys. O hit, ainda hoje ouvido nas rádios de todo o mundo, foi plagiado de "Sweet Little Sixteen" (1958), de Chuck Berry. Este guitarrista conseguiu ter o seu nome nos créditos da canção.

Nem os Beatles se escaparam a acusações de plágio. Aconteceu com "Come Together" (1969), dos Beatles, uma cópia de "You Can't Catch Me" (1956), de Chuck Berry. Na altura, acabaram por chegar a acordo extrajudicial, nunca tendo sido revelado o que ficou decidido.

No Brasil, ficou provado que "O Careta" (1987) de Roberto Carlos, era uma cópia de "Loucuras de Amor" (1983) de Sebastião Braga. A disputa na barra dos tribunais demorou quase 15 anos.

O Ministério Público acusou o cantor Tony Carreira de plagiar 11 músicas de autores estrangeiros, com a colaboração do compositor Ricardo Landum, também arguido, considerando que se "arrogaram autores de obras alheias" após modificarem os temas originais. São elas "Depois de ti mais nada", "Sonhos de menino", "Se acordo e tu não estás eu morro", "Adeus até um dia", "Esta falta de ti", "Já que te vais", "Leva-me ao céu", "Nas horas da dor", "O anjo que era eu", "Por ti" e "Porque é que vens".

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