Cultura

Tarantino exaltado com entrevista sobre a violência em "Django Libertado"

Tarantino exaltado com entrevista sobre a violência em "Django Libertado"

O realizador Quentin Tarantino recusou - em estado de fúria - discutir qualquer tipo de relação entre a violência no cinema e a violência na vida real durante uma entrevista "acesa" ao canal televisivo britânico Channel 4 sobre o seu novo filme, "Django Libertado". A sua última obra estreia em Portugal a 24 de janeiro.Veja o vídeo.

As perguntas colocadas pelo apresentador do Channel 4 Krishnan Guru-Murthy mostraram um Quentin Tarantino completamente alterado, que não se coibiu de utilizar uma linguagem ofensiva perante as questões aparemente incómodas.

A verdadeira "explosão" do realizador ocorreu quando o apresentador perguntou-lhe sobre a existência de uma ligação entre o prazer de ver um filme violento e o prazer pela violência real.

"Não me coloque questões como essa, eu não mordo o isco", respondeu com rispidez. "Recuso responder a isso".

E quando Krishnan quis saber porquê, respondeu de uma forma teatral: "Porque eu recuso essa pergunta. Não sou seu escravo, nem você é o meu mestre". "Não pense que me dá música e eu danço. Não sou o seu boneco".

Depois, lançando um olhar penetrante ao apresentador, juntou: "Vim aqui vender o meu filme. Isto é uma publicidade ao meu filme, não se esqueça".

Perante a insistência do apresentador, Tarantino disse ainda: "Não quero falar sobre aquilo que você quer falar. Não quero falar sobre as implicações da violência. A razão pela qual não quero falar é porque já disse tudo o que tinha a dizer sobre isso. Se alguém quiser saber o que eu penso sobre esse assunto, pode procurar no Google".

E quando Krishnan procura, ainda, perceber a razão da recusa, Tarantino fixa-o nos olhos e diz-lhe: "Estou a mandá-lo calar esse cu", e começou a rir.

O realizador, visivelmente aborrecido e alterado, ainda afirmou: "Convido-o a explorar alguns temas mais sérios, mas não coisas de que já falei há muito".

O novo filme de Tarantino, "Django Libertado", obteve cinco nomeações para os Óscares de 2013: melhor filme, melhor fotografia, melhor argumento original, melhor ator secundário e melhor montagem sonora. Aborda a escravatura, o racismo e a tensão entre o norte e o sul dos EUA

Conta a história de um escravo - Django - libertado por um dentista austríaco, que procura a vigança do seu antigo senhor.

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado

Outros conteúdos GM