Como sempre, a coberto da santimonisidade que nem todos lhe reconhecem, o presidente desta república inverosimelmente laica, fez um apelo aos Portugueses descontentes com a desgovernança dos políticos de incubadora, para votarem no passado dia 5 de Junho. Responsabilizou todos os que decidiram não dar o seu voto aos partidos que sempre os defraudou, dizendo que quem não vota, não tem o direito de criticar as políticas a as acções dos que governam.
Da minha parte, não considerei as palavras do presidente um apelo. Vi naquele discurso uma intromissão à minha liberdade e aos meus direitos mais elementares, e por isso sinto o dever, tal como uma obrigação, de dizer que o bom senso não lhe teria ficado nada mal.
Se de um pretenso fármaco prescrito para uma determinada maleita do foro oncológico resultam efeitos secundários que a cada toma reduzem o tempo de vida de quem o toma; pergunto, se seria razoável continuar com a medicação.
O mais sensato é parar imediatamente e aprender a viver um dia de cada vez criticando a entidade farmacêutica que o lançou no mercado . De nada nos serve evitar a morte pela doença, sabendo que vamos sucumbir na tentativa da cura.
Do mesmo modo, sabendo que venha quem vier, vindo todos da mesma fornada, e sabendo eu que é mais do mesmo, como quer o presidente que tanto eu como +- 43% dos portugueses tivessem votado?
Haja bom senso!
Se não for pedir muito: - Senhor presidente respeite quem não votou.
Continuação...
O homem político de incubadora, por conta própria, não vai descobrir a fórmula para uma economia social nem o “caminho para a paz duradoura ”.
A América [país] tem a liberdade como o principal instrumento de acção; outros têm a servidão. Seus caminhos [são] diferentes; não obstante, cada um parece ter sido chamado por algum projecto secreto da Providência para algum dia ter nas mãos os destinos do mundo.
Como um carro atolado na lama, a economia mundial está atolada. Existe até mesmo o aviso de que, como um automóvel encalhado com o motor acelerado e as rodas patinando, os sistemas económicos mostram sinal de colapso sob a pressão. E todos nós sentimos os efeitos.
Sendo a economia um sistema de produção e distribuição de bens e de serviços a economia é basicamente um sistema de troca cooperativo. O dinheiro deve ser usado para compensar os participantes por seus bens e serviços.
Mas a “inflação galopante” gera uma espiral viciosa de aumento de preços. A produção é menor do que a demanda, o desemprego aumenta e os preços continuam a subir. Em vez de uma equitativa troca de riqueza, o abismo entre as nações ricas e as pobres aumenta.
Os países em desenvolvimento, não-produtores de petróleo, mergulham desesperançadamente cada vez mais fundo na dívida à medida que importam os bens necessários e a energia a preços sempre crescentes. Provocando estrago adicional, o instrumento do comércio — o dinheiro — valoriza e desvaloriza erraticamente a moeda de uma nação com relação a de outra. Claramente, a economia “virou fera”.
Os políticos do século ‘académicos prematuros’, reúnem-se em colóquios e reuniões mundiais de economia. Mas a recuperação tarda em chegar. Em termos simples, a economia ainda está atolada. E ninguém tem certeza de como conseguir movimentá-la. A inflação persiste teimosamente.
Nos anos recentes, adicionou-se uma nova complicação no emaranhado de problemas que atola a economia — altos recordes nas taxas de juros, especialmente nos E.U.A.
Assim como uma pedra atirada num lago, as ondulações das taxas americanas invadiu a economia de todas as nações ocidentais industrializadas, restringindo o fluxo de dinheiro nos investimentos comerciais, grandemente necessários para manter em movimento a estagnada economia.