Projecto ajuda 140 mil crianças a estudar em casa frente ao computador
01 Abril de 2012 - 12:53

Na Escola de Negócios e Administração (ENA) de Vila Nova de Gaia trabalha-se há cerca de três anos num projeto de "e-learning" que é já utilizado por mais de 140 mil crianças em todo o país.

Chama-se Escola Mágica e consiste num sítio de Internet em que professores e crianças podem organizar as próprias aulas de acordo com as suas competências e capacidades, num projeto que nasceu a partir da vontade de "tornar o ensino da matemática mais atrativo aos alunos portugueses" e que se encontra já em pleno processo de internacionalização, disse à Lusa Aguiar Falcão, diretor da ENA e mentor da iniciativa.

"Trabalho numa empresa, na qual fazemos estudos na área da estatística e pôs-se o problema de que as crianças portuguesas não gostam de matemática", explicou Aguiar Falcão, para concluir que se "as crianças portuguesas gostam de tecnologia", então nada o impedia de "inverter o silogismo" e pô-las a gostar da disciplina através do computador.

Foi assim dado o mote para o início do projeto que começou por ser criado apenas para "os alunos do primeiro e segundo anos do primeiro ciclo", tendo sido ensaiado em 40 escolas de dez concelhos que não foram escolhidos ao acaso.

Segundo Aguiar Falcão, a "reação foi boa" e, com a ajuda das autarquias, o projeto ganhou dimensão tal que foi lançado a nível nacional em setembro de 2011.

A Escola Mágica começou por ser implementada em escolas de Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Gaia, Vila Verde, Famalicão, Lamego e Coimbra, escolhidas pelas condições que reuniam para fazer parte do projeto que já atraiu as atenções de profissionais da educação em países como o Brasil, Angola, Holanda, Índia ou Nigéria.

O antigo professor universitário reclama ainda a necessidade de evolução do projeto, na medida em que deverá "alargar-se a outros públicos, como pais, professores e mais tarde instituições", para que façam também "parte do processo educativo".

Daí à internacionalização foi um passo, até porque a vontade de dar a conhecer a Escola Mágica ao mundo era grande e com a "recessão dos mercados, a ideia ganhou ainda mais força".

"Sentimos a necessidade de ir para fora até por duas razões muito simples: primeiro, porque o mercado português é muito limitado e segundo porque tem problemas financeiros", lamentou Aguiar Falcão, para concluir que a solução teria que passar pela "procura dos grande mercados da língua portuguesa como Angola ou o Brasil", declarou.

O projeto impressionou não só o Ministério da Educação português como o de países que, segundo o diretor da ENA, "sendo de terceiro mundo, dão cartas ao nível educativo", como a Índia, mas também os que "são considerados o topo das tecnologias de ensino, como a Holanda".

Com a atribuição do prémio ZON Multimédia, a Escola Mágica conseguiu dar mais um passo rumo ao reconhecimento nacional, dado que até "as grandes instituições começam a acreditar no projeto e agora querem contribuir para criar conteúdos de uma forma cívica", disse o diretor da ENA, para quem o principal objetivo da página educativa será "levar as crianças a ser cada vez mais competentes e a ter melhor formação cívica e pedagógica".

Ainda que precise de ser rentável para que possa manter-se em funcionamento, a "Escola Mágica não quer cingir-se pura e simplesmente a essa vertente comercial", mas sobretudo permitir "que os próprios professores e os alunos alimentem a ideia", confessa o coordenador do projeto.

O projeto Escola Mágica prepara agora uma versão atualizada ao nível da forma e dos conteúdos, com lançamento marcado para 10 de abril, mais um passo rumo à evolução do programa educativo que Aguiar Falcão espera ver aplicado ao ensino secundário e ao ensino de adultos.

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Manual de boas práticas para ajudar alunos com insucesso escolar
20 Janeiro de 2012 - 16:49

 

 

"Jovens de Futuro” é o título de novo manual destinado a divulgar as boas práticas que podem ajudar crianças e adolescentes com problemas de insucesso escolar associados ao contexto socioeconómico em que vivem.

O livro espelha o trabalho desenvolvido, desde 2008, em 10 concelhos pelos Empresários pela Inclusão Social (EPIS), que têm apoiado milhares de crianças e adolescentes no percurso escolar.

Agora, a EPIS defende a criação de uma plataforma electrónica nacional que sinalize os casos de risco e as taxas de resolução.

Ao fim de três anos no terreno, os empresários constataram que o sistema existente funciona "muito em roda livre", com falta de articulação entre as diferentes entidades envolvidas, e manifestam-se disponíveis para colaborar com o Governo na criação de uma rede de reencaminhamento de jovens com problemas de insucesso escolar, associados ao contexto socioeconómico em que vivem.

"O nosso grande objectivo é que essa experiência possa ser transformada num sistema ou numa base de dados ou site, a nível nacional, porque existe muita falta de informação centralizada destes casos e destes factores de risco", declarou.

"Sobretudo, não há um sistema que permita formas de acompanhamento e controlo, de avaliação destes casos, que são graves, a nível nacional, sustentou o coautor do livro.

Para Diogo Simões Pereira, existe uma entidade - a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens - que "poderia ter eventualmente um sistema informático que ajudasse, por um lado, a comunicação da sinalização a ser mais rápida", mas depois haver controlo das taxas de resolução.

"Gostaríamos muito de poder participar num projecto dessa natureza e a EPIS estaria também disponível para investir e para apoiar o Estado", avançou.

Rede de mediadores para o sucesso escolar

A EPIS tem já a experiência de uma rede de mediadores para o sucesso escolar, constituída por 40 elementos, que trabalham a tempo inteiro nas escolas com alunos de risco previamente identificados, sobretudo no 3.º Ciclo, quando se verifica o maior perigo de retenção e abandono escolar.

"Trabalhamos com os jovens para melhorarem e medimos as notas todos os períodos", explicou, acrescentando que são envolvidos neste processo os parceiros locais.

No livro, com prefácio do ex-ministro da Educação David Justino, são incluídos dados estatísticos sobre a escolaridade em Portugal e casos reais de alunos abrangidos pelo projecto.

Entre 2007 e 2010, o projecto passou por 88 escolas e cerca de 30.000 alunos.

De acordo com David Justino, a criação da EPIS foi, em 2006, "uma das mais marcantes respostas ao desafio lançado pelo presidente da República visando um compromisso dos portugueses para a inclusão social".

Além de Diogo Pereira, assinam o livro Paulo Nossa, José Manuel Canavarro, Rita Vaz Pinto e Luísa Mantas.

Os autores consideram que, perante a detecção de cenários de elevado absentismo escolar, os mecanismos colocados ao dispor da escola são "morosos e de reduzida eficácia".

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Música tradicional da Madeira é um projecto com sucesso nas escolas da região
05 Dezembro de 2011 - 15:41

Na Escola Básica 2,3 Bartolomeu Perestrelo, no Funchal, a disciplina de Educação Musical faz-se também com a braguinha, o rajão ou a viola de arame, instrumentos típicos da Madeira com que os alunos aprendem música tradicional da região.

O exemplo replica-se em praticamente todas as escolas do arquipélago, mobilizando milhares de alunos num projecto que começou a ganhar forma em 2002, quando, no decurso de um congresso de professores de Educação Musical, foi proposta a inclusão de uma componente regional no currículo da disciplina.

Elaborados os manuais que, com as devidas adaptações, já tinham entrado nas salas de aula do 1.º ciclo do ensino básico, foi a vez de o projecto se alargar ao 2.º e 3.º ciclos, no ano lectivo 2006/2007, para que a música levasse mais alunos a regressar ao passado da Madeira.

"O grande objectivo é que as nossas crianças e jovens tenham conhecimento e defendam, divulgando, aquilo que é a nossa música de raiz tradicional", explicou à agência Lusa o director de serviços do Gabinete Coordenador de Educação Artística, organismo tutelado pela Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos.

Carlos Gonçalves afirmou que o projecto engloba os "vários géneros musicais que foram e são desenvolvidos ao longo dos séculos" na região, desde a música popular à sacra, da música coral à das bandas.

Convicto de que esta iniciativa é também uma forma de a região preservar as suas tradições, Carlos Gonçalves sustentou: "Os nossos jovens não podem, de maneira nenhuma, conhecer a música do mundo e não conhecer a música da sua terra e daqueles que nos antecederam".

Na sala de aula, onde alunos do 7.º ano fazem ecoar pelos corredores da escola a 'Cantiga do anel', relativa a um jogo de roda, um cartaz mostra instrumentos musicais populares da Madeira, entre os quais se destacam o brinquinho, o búzio, as pinhas ou o reque-reque.

Mas é sobretudo dos cordofones tradicionais da região, assim como da viola, que saem as sonoridades, mesmo que de músicas do mundo.

"É uma forma de motivar os alunos", justificou o responsável, para quem, no momento de crise actual, os alunos "têm que, na escola, além daquela educação do aprender a ler, escrever e contar, desenvolver competências num maior número de actividades possíveis".

Maria João Caires, do mesmo gabinete, acrescentou: "Fazia todo o sentido que os nossos alunos percebessem a grande vastidão de património musical que temos aqui, que é extremamente rico".

Sara Freitas, aluna de 13 anos, percebeu que, devido aos "dedos pequenos", teve de escolher o rajão, dando continuidade ao percurso musical que iniciara numa associação.

Este projecto continua no secundário, sob a forma de actividade extra-curricular, permitindo até aos alunos formar bandas rock em que os cordofones tradicionais madeirenses têm lugar ao lado das baterias, guitarras ou instrumentos de sopro.

Veja aqui um aluno a tocar braguinha:

 

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Uma escola onde tudo se aprende... na horta!
28 Outubro de 2011 - 16:11

Oito turmas do pré-escolar e do primeiro ciclo do concelho de Óbidos estão a participar num projecto pioneiro que inclui no currículo a plantação de várias hortas com vista a ensinar as crianças a "partir da prática para a teoria".

Intitulado "Espantalho - A Escola na horta", o projecto é desenvolvido por uma equipa do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos que acredita ser "possível melhorar as aprendizagens mudando o paradigma de ensino através da aposta no conceito de 'hands on' [mãos na massa]", disse a professora Matilde Ferreira.

Neste caso, as quatro turmas do pré-escolar e as outras quatro do primeiro ao quarto ano do ensino básico desenvolvem actividades aplicadas às várias disciplinas do currículo.

O espaço, com 4.800 metro quadrados, incluirá uma zona de pomar, floresta e bosque e vai ser dividido em oito hortas de 12 metros quadrados, plantadas e geridas por cada uma das turmas. A escolha do nome de cada uma foi o mote "para aprenderem os métodos de votação, secreta ou de braço no ar", exemplificou a professora.

Munida também de uma estação meteorológica e de um laboratório, a horta será o espaço "para aprendizagens sobre a constituição do solo ou para aplicar a matemática a realidades muito práticas".

Além do "entusiasmo" com que o alunos "apreendem o programa curricular fora da sala de aula", o projecto "incentiva a cultura do vizinho, permitindo-nos trabalhar a solidariedade, a cidadania e as cumplicidades" nas crianças que, através do método tradicional, "apresentam grandes défices enquanto pessoas, sem saberem pensar ou resolver os seus problemas, apesar de terem acesso a muita informação", defendeu a professora.

Além das actividades agrícolas, levadas a cabo em regime de agricultura biológica (incluindo a reciclagem de resíduos orgânicos e a autossuficiência energética), o projecto irá permitir aos alunos "adquirirem noções de gestão", estando prevista a comercialização dos produtos cultivados.

O projecto conta com a parceria da ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), através de uma técnica que ensina normas de segurança e de uma empresa que irá patrocinar equipamentos como aventais e galochas. A escola de Arte e Design das Caldas da Rainha, onde uma aluna prepara um mestrado com base na criação de utensílios adaptados às crianças, está também envolvida.

O projecto "irá ser estudado pela Universidade de Lisboa, para comparar as vantagens deste método de ensino com o método tradicional".

Pioneira em Portugal, a "Escola na Horta" tem como parceiros internacionais a Califórnia Foundation for Agriculture in the Classroom (Estados Unidos da América) e a Royal Horticultural Society (Inglaterra), que fornecem às escolas de Óbidos documentação sobre as experiências realizadas nestes países.

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Espaço interactivo ajuda a aprender como se faz o mel
28 Outubro de 2011 - 15:41

A cooperativa Lousãmel anunciou a construção de um Centro Interpretativo do Mel da Serra da Lousã, em que se poderá assistir a todo o processo de produção, que estará em funcionamento no início de 2012.

Ana Paula Sançana, da Lousãmel, disse que o centro vai funcionar nas instalações da central meleira da cooperativa, na zona industrial dos Matinhos, na Lousã, sendo direccionado para as crianças e para as escolas.

"Neste espaço interactivo, as crianças vão poder tocar no pólen, cheirar todos os tipos de mel, conhecer o processo de produção e como funciona a biologia do sistema da abelha", explicou a directora técnica.

Segundo Ana Paula Sançana, "a cooperativa Lousãmel era sistematicamente procurada por escolas para efectuar visitas à central meleira, o que não é permitido por ser uma unidade alimentar, pelo que decidimos avançar com este projecto que, em termos financeiros, não é muito dispendioso".

As obras, segundo informou, vão arrancar em Novembro e deverão estar concluídas em Janeiro, representando um investimento de 25 mil euros, suportados pela Lousãmel, que é responsável pela gestão da Denominação de Origem Protegida (DOP) do Mel da Serra da Lousã.

A área geográfica da DOP da Serra da Lousã, criada em 1994, está circunscrita aos concelhos de Lousã, Miranda do Corvo, Vila Nova de Poiares, Penela, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande, Góis, Pampilhosa da Serra e Arganil.

De acordo com Ana Paula Sançana, a produção deste ano caiu cerca de 30% devido às adversas condições climáticas, baixando para as 25 toneladas de mel certificado, embora a sua qualidade seja "muito boa".

A técnica da Lousãmel lamenta, no entanto, que a certificação passe um período "complicado", face aos elevados custos e às cada vez maiores exigências.

A Lousãmel - Cooperativa Agrícola de Apicultores da Lousã e Concelhos Limítrofes exporta 5% do produto para a Alemanha, o que poderia ser facilmente aumentado se houvesse "mais produção", esclareceu Ana Paula Sançana.

"Se tivéssemos mais produção, poderíamos com facilidade exportar mais", enfatizou a responsável.

Para Novembro, acrescentou, será inaugurada a nova central meleira da cooperativa, que vai permitir melhores "condições de extracção e processamento do mel".

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"Quer potenciar a inteligência do seu filho? Averigue o que o apaixona"
27 Outubro de 2011 - 16:03

Howard Gardner, psicólogo e neurologista norte-americano, tornou-se muito conhecido mundialmente na área das Ciências da Educação com a sua teoria sobre as inteligências múltiplas. Segundo ele, existem várias aptidões para além do raciocínio lógico-matemático.

É doutor honoris causa em várias universidades de todo o mundo e recebeu alguns dos prémios de maior renome nas disciplinas de Psicologia e Educação. O investigador foi galardoado, este ano, com o Prémio Príncipe das Astúrias das Ciências Sociais. Muito recentemente, foi mais uma vez nomeado doutor honoris causa pela Universidade Camilo José Cela, de Madrid.

Na sua passagem pela capital espanhola, deu uma entrevista ao jornal ABC, do qual destacamos o seguinte excerto:

Como podemos identificar o nosso potencial?

Creio que o melhor modo de o fazer é tentar ensinar algo novo a alguém e ver quanto tempo demora a aprender. Por exemplo, ensinamos a um grupo de estudantes a jogar xadrez. Depois de 20 minutos, alguns ganharão quase sempre. Claramente, esses são os que têm maior potencial.

Há pessoas competentes em todos os tipos de inteligência?

Todos temos todas as inteligências, mas a vida não é justa... Há pessoas que brilham em todos os tipos, como Leonardo da Vinci e outros... bom, não as desenvolvem por igual. Contudo, o importante desta teoria é que existe uma série de perfis: alguns têm picos altos em algumas tarefas e outros em outras, mas podemos sempre melhorar as mais baixas.

O que aconselharia aos pais para potenciar a inteligência dos seus filhos?

Prestem-lhes muita atenção e averiguem o que lhes interessa e os apaixona sem projectar neles as suas próprias prioridades, paixões ou debilidades.

Qual a sua opinião sobre os testes que medem o coeficiente de inteligência?

Não servem, é como pôr um selo na testa de alguém: tu és inteligente, tu não. Isso é muito negativo. É muito melhor descobrir em que campo alguém se destaca, o que deve aprender e proporcionar-lhe ajuda para isso. E se não é esse campo, pode-se, então, experimentar outro.

Se tivesse nas suas mãos a educação de um país, qual era a primeira mudança que faria?

A educação não deve centrar-se unicamente na escola: também depende da família, dos meios de comunicação, do meio envolvente e tudo o mais... Além disso, os professores devem ser profissionais.

Explique-se.

Têm de ter vocação e demonstrá-lo. Aceitar uma responsabilidade, ter status e serem respeitados.

O sistema educativo actual desperdiça o talento?

As nossas comunidades desperdiçam o talento porque apenas os privilegiados têm opções. Uma das coisas mais interessantes dos sistemas educativos da Finlândia e Singapura, os melhores do mundo neste momento, é que são totalmente planos e justos. Quer dizer, não há modo de saber quanto dinheiro tem a família de cada estudante num colégio. Num sistema realmente justo, os alunos com desvantagens teriam os melhores professores e as melhores escolas.

Espanha tem uma alta taxa de fracasso escolar. O que nos recomenda?

Melhorar a educação deveria ser uma das prioridades principais de um governo. Já agora, um conselho: aproveitar os meios digitais é muito importante. Não serve de nada fazer com que os estudantes memorizem as coisas se tudo está aqui (tira um smartphone do bolso). Vamos ensinar-lhes como utilizar as fontes de informação e também o saber questioná-las. Quanto aos jovens, se não há oportunidades de emprego, a motivação é muito mais difícil, mas não podem ficar em casa. Podem continuar a melhorar as suas competências e a ajudar outras pessoas. No futuro, cuidar dos nossos velhos vai ser a maior fonte de trabalho.



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