Para miúdos e graúdos,

porque crescer também é difícil para os pais.

" livros "

Livro explica crise às crianças e aos pais de esquerda e de direita

sexta-feira, 11 de Maio de 2012 10:10

Um urso, abelhas e muitos potes de mel serviram ao jornalista João Miguel Tavares e ao ilustrador Nuno Saraiva para explicar aos mais novos - e aos pais - o que é crise, na estreia dos autores na literatura infanto-juvenil. O livro é apresentado, sábado, em Lisboa, numa sessão que contará com o ministro das Finanças.


"A crise explicada às crianças", com o selo da Esfera dos Livros, é um livro com duas faces. De um lado, a crise é apresentada para miúdos de esquerda e, do outro, para miúdos de direita. Os protagonistas são os mesmos, mas a história é contada com interpretações ideológicas distintas.


"Eu queria experimentar esta coisa de escrever para os mais novos, tenho ideias para vários livros, mas esta foi a primeira a surgir, e calha bem com o tempo que estamos a viver", explicou o autor, João Miguel Tavares, à Lusa.


O jornalista, que assume ser de direita, convidou o autor de banda desenhada Nuno Saraiva, assumidamente de esquerda, para avançar com o livro ilustrado com dois pontos de vista distintos, sendo que não é verdadeiramente só para crianças.


O urso e as abelhas são elementos "com uma grande força no imaginário infantil", por isso o urso teria que ser o défice, as abelhas personificam os mercados financeiros, o mel o dinheiro e os outros animais da floresta são os países da Europa, descreveu o autor.


De um lado - o da esquerda - a culpa da crise é de um enxame de abelhas furiosas (os mercados financeiros) que só pensam em fazer mel (dinheiro) para engordar os ursos (o défice), empurrando-os para "um beco sem saída".


Do outro lado - o da direita - a culpa da crise é do urso (o défice), gordo e guloso, que só pensa em mel (dinheiro) e está rodeado de abelhas (os mercados financeiros) prestáveis e trabalhadoras.


"Basicamente queria desmontar uma ideia de infantilização da vida política, desmontar os discursos políticos e o facto de existir uma leitura primária do que nos rodeia", afirmou João Miguel Tavares.


O jornalista não sabe bem para que tipo de idades é que o livro é recomendável, mas inclui um subtexto "que só os adultos vão perceber".


Pai de três filhos, e com o quarto a caminho, João Miguel Tavares reconhece que este livro não pretende dar respostas metafísicas aos mais novos sobre o que é a crise.


"Os meus filhos não me perguntam muito sobre a crise. Possivelmente os mais novos acharão mais graça ao formato do livro, que se pode ler das duas maneiras", disse.


Nuno Saraiva, autor de banda desenhada, de ilustração e cartoon político, explicou à Lusa que foi fácil retratar a direita. Mais difícil foi desenhar a esquerda, porque as abelhas são elementos simpáticos na ilustração para a infância, basta pensar na Abelha Maia, disse.


João Miguel Tavares e Nuno Saraiva têm-se desdobrado em entrevistas por causa do livro, mas também pelo facto de a apresentação, no sábado, em Lisboa, contar com a presença do ministro das Finanças, Vítor Gaspar.


"Convidámo-lo. Ao que sei, ele leu o livro, achou-lhe graça e aceitou fazer a apresentação", disse João Miguel Tavares.


A apresentação decorrerá na livraria Bertrand Picoas Plaza, em Lisboa, no sábado, às 16.30 horas.

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Aprenda a viver com as birras, elas são saudáveis

segunda-feira, 3 de Outubro de 2011 9:29

 As birras nas crianças são comuns, necessárias e até salutares. Muito mais do que um constante medir de forças com os pais, a birra é uma necessidade fisiológica, explica Mário Cordeiro no “Grande Livro dos Medos e das Birras”, da Esfera dos Livros.

“A birra é o que nos faz humanos”, sintetiza Mário Cordeiro, médico pediatra autor de vários livros sobre o desenvolvimento das crianças. São o resultado da frustração das crianças por verem goradas vontades férreas e só possíveis num Mundo que, na cabeça dos mais pequenos, tem ainda de mágico.


“A realidade nunca é o que se espera e muitas vezes fica aquém daquilo que se deseja”, explicou o pediatra ao JN. “As crianças chegam aos nove meses num crescendo de desenvolvimento, acham-se únicos e acima do céu. Estão na fase narcísica”, ilustra Mário Cordeiro, para explicar que é a partir desta fase que os pais devem começar a impor limites, ensinando-os a valorizar o que têm e a relativizar o que não podem ter. “É preciso dizer que não”, sublinha o médico.


Em “O Grande Livro dos Medos e das Birras”, Mário Cordeiro aconselha, num registo prático e directo, estratégias para dirimirem os “não”, os “agora não” e os “tem de ser” na origem da maioria das perrices. “O 'não' não tem de ser dito de um modo seco e humilhante, pode e deve ser explicado”, assegura Mário Cordeiro, que nas páginas do novo livro antecipa visitas da Dona Birra na hora de vestir, de dormir, de comer, nos transportes, em férias ou na escola.


Dicas para fazer frente à birra:

- Mantenha-se calmo;

- Leve a criança para um local onde possa dar-lhe apoio e conversar sem outras pessoas a comentar ou a dar palpites sobre o que fazer;

- Diga à criança que gosta dela e ela é querida, embora o comportamento esteja a ser duvidoso;

- Explique calmamente que aguarda que ela se acalme, se necessário conte até um determinado número e espere que até lá tudo esteja resolvido.
 

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José Jorge Letria explica os colectivos de animais

terça-feira, 20 de Setembro de 2011 11:54

 “Colectivos de animais e outros animais” , de José Jorge Letria, diz ao que vem e explica às  crianças o que é uma alcateia, uma matilha, um cardume, um rebanho, uma cáfila, entre outros. As Em 40 páginas ilustradas por Afonso Cruz explicam-se e acrescentam-se características aos animais que os mais novos, de certeza, gostarão de ficar a saber.


O livro é da Texto e custa 12.90 euros.

 

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A Flor de Abril - Uma história da revolução dos cravos

sábado, 23 de Abril de 2011 10:30

 

A "Flor de Abril" conta a história de um quadro pintado numa oficina iluminada por 37 anos de liberdade. Numa linguagem simples e escorreita, Pedro Olavo Simões explica aos mais novos como um cravo vermelho no cano de uma espingarda se fez símbolo da alvorada de um novo Portugal.


As belíssimas ilustrações de Abigail Ascenso e o relato, no qual se nota a formação jornalísitca do autor do texto, remetem-nos para o Portugal do início de 1974, pequenino país encolhido a um canto do mundo, como se estivesse de castigo. "O país vivia voltado de costas para fora".


No livro que é apresentado este sábado, 23 de Abril, às 16 horas, na FNAC de Santa Catarina, no Porto, Pedro Olavao Simões conta como um país pequeno, às  ordens de um homem que, mais do que reinar no mando, queria mandar no pensamento, se libertou do jugo sem disparar um tiro.


"A Flor de Abril" é "uma história da revolução dos cravos", em volta de Abril, que fala da Guerra do Ultramar, do homem que queria mandar sozinho, Salazar, e o que lhe seguiu e se rendeu, no Carmo, sem que um tiro fosse disparado, Marcelo Caetano.


Salgueiro Maia, Otelo e os Capitães de Abril, conta "A Flor de Abril", derrubaram a ditadura, mas foi o povo que saiu à rua e quem fez a revolução.


Sem o povo, que mais ordena, como se lê no livro e se ouve na Grandola Vila Morena recordada e explicada aos mais novos, a queda de Marcelo poderia não ter passado de um golpe de Estado, mas toda aquela gente que "não cabia em mil fotografias", consumou a revolução na rua assim que caiu o regime.


Saiu do povo a florista que cravou no cano de uma espingarda cinzenta um cravo vermelho, cor do sangue, contido durante a revolução, e apenas derramado na pidesca vingança de um punhado de agentes desesperados, que dispararam sobre o povo - quatro pessoas morreram e 45 ficaram feridas.


É essa flor, no cano dessa cinzenta espingarda que o pai de João imortaliza num quadro que pinta, carinhosamente, entre tantos outros.


É no descarnar desse símbolo, que o João, miúdo que terá ente os 8 a 12 anos, público preferencial mas não exclusivo da "Flor de Abril", fica a saber o que foi o 25 de Abril, como foi difícil aos portugueses aprenderem a caminhar com luz, após 48 anos na penumbra.


E também nessa flor da liberdade que o João fica a saber quanto vale um voto, que um dia o próprio terá a responsabilidade de levar a uma mesa eleitoral.


Augusto Correia

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A primeira lição básica de Finanças para crianças

domingo, 20 de Março de 2011 16:10

A Margarida, de nove anos é a filha mais nova de João César das Neves e a personagem do novo livro que o economista escreveu para crianças, “O meu livro de Finanças”. É à Margarida que o autor explica “as cinco magias e as três maldições” das Finanças. A saber: a Moeda, o Entesouramento, o Crédito, o Capital e o Seguro, as magias; e a Usura, o Capitalismo e a Instabilidade, as maldições.


“Hoje em dia, não há como fugir ao tema”, constata o João César das Neves, consciente de que as questões das Finanças, se mais não fizerem, pelo menos suscitarão a curiosidade dos mais jovens. “O meu livro de Finanças”, que chega às livrarias na próxima quarta-feira, demonstra como todas estas questões de Economia e Finanças são, afinal, “muito simples”, segundo o autor.

“Saber só o que este livro ensina já é muito importante até para os adultos. Fica-se com as ideias elementares”, explicou, ainda, João César das Neves.

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Leia livros aos seus filhos... desde o berço

sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010 12:01

“De pequenino se torce o pepino”! A expressão popular aplica-se a muitas situações, nomeadamente à leitura, que deve ser estimulada desde o nascimento do bebé.

Dizer que é importante ler para um bebé pode parecer estranho, mas a verdade é que o recém- nascido aprende a “ler” desde muito cedo, ora escutando as vozes, ora observando os rostos e a linguagem corporal dos que com eles lidam no dia-a-dia.

Desde o nascimento, o cérebro da criança desperta para tudo o que o rodeia e os seus neurónios estão à espera de todos os estímulos possíveis para estabelecerem ligações numa rede elaborada que lhe permitirá, mais tarde, um excelente desenvolvimento cognitivo e emocional.

Leia para os seus filhos, e, se na época que atravessamos tem dúvidas em relação aos presentes a dar aos mais pequenos, pode sempre optar por livros coloridos, impermeáveis para resistir mesmo debaixo de água, grossos para resistir às investidas dos seus pequenos e desajeitados dedos e com animações para captar o seu interesse.

Acima de tudo, saberá que este é um instrumento que está a contribuir para o desenvolvimento salutar do seu filho.

Sabemos hoje que a leitura é muito importante para as crianças, em termos de saúde e de bem-estar. A criança que não consegue ler correctamente pode desenvolver problemas emocionais e comportamentais. Esta é uma capacidade importante, que a vai acompanhar ao longo da sua vida.

Consulte a tabela para perceber as aquisições que a criança vai fazendo à medida que vai crescendo e as contribuições que os pais podem dar para tornar esse crescimento numa partilha, no fundo, numa história sobre o crescimento do seu filho.



 

 


Zélia Parijs, psicóloga
info@zeliaparijs.com

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Há muito para espreitar

sexta-feira, 15 de Outubro de 2010 12:14

A Colecção "Espreita", da Porto Editora, foi desenvolvida para crianças com mais de cinco anos para que, através dos livros possam descobrir e encantar-se com a Ciência, o Espaço, o Cérebro, o Corpo Humana, o fundo do mar, como funcionam as coisas ou a Matemática ou o Atlas.

As páginas são ilustradas de forma divertida e tem mais de 500 abas que chamam a atenção para pequenos detalhes dos assuntos abordados.

 

 

Colecção Espreita
Porto Editora
13,02 euros

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Dicas para escolher livros para crianças

sexta-feira, 3 de Setembro de 2010 16:06

A neve, os animais selvagens ou os animais e as plantas das quintas são motivos recorrentes nos livros que pais compram, entusiasmados, para ler aos filhos. Uma ideia que subjaz à vontade de alargar os horizontes do filhos. Um pensamento bonito, mas errado, especialmente quando se trata de escolher livros para bebés, afiança a psicolinguista Sylviane Rigolet.



“O conteúdo, a temática, tem de corresponder às vivências das crianças”, explica Sylviane Rigolet, psicolinguista licenciada em psicopatologia da comunicação e da linguagem e logopedia pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Genève , na Suíça.  “Uma criança portuguesa não se cruza com elefantes ou camelos todos os dias”, acrescenta, apontando o caminho para as temáticas do dia-a-dia, quando se trata de escolher um livro para ler a um bebé. “O peixinho no aquário, o gato ou cão. Isso são temáticas que a criança conhece, que lhe dizem algo”, explica, ao abrir o leque das dicas para escolher livros para bebés e crianças. “O primeiro livro a comprar deve retratar o meio ambiente da criança”, explica. Ou seja, uma obra literária que relata pessoas, rotinas e acontecimentos que a criança conhece e possa experimentar. “Assim, o livro vai ter significado para a criança”, explica Sylviane Rigolet.
 
Os desenhos dos livros vão além do simples desfile de animais, mais comuns e menos exóticos, deseja-se, carros, motas ou bicicletas. “As acções têm de ser acções que o bebé faça, que retratem as suas experiências comuns”, acrescenta Sylvina Rigolet. Directo, comum e prático. “Quanto mais bebé for a criança, aconselho livros com fotografias, porque é o mais autêntico e simples de ver”, acrescenta.
 
A tentação de comprar livros feitos a partir de séries ou filmes de animação deve ser evitada. A cedência ao comercialismo em nada beneficia a carteira dos pais e a cartilha das crianças. “Passar um desenho animado para livro não faz o mesmo efeito, porque não é uma obra concebida para literatura”, esclarece a psicóloga.
 
Num mundo global, em que a força do marketing cruza fronteiras, é fácil ceder a essa tentação e completar a colecção: juntar o livro ao vídeo, ao cd e ao peluche. Sem fundamentalismos, porque há imagens em movimento para lá dos livros, Sylviane Rigolet aconselha, então, a escolher um bom filme e um bom livro, obras distintas, criadas, cada uma, com um objectivo específico e de acordo com as normas e as exigências de qualidade de um e outro meio, sem que qualquer uma se limite a ser um sucedâneo de um produto comercial maior.
 
 “O nosso papel é fundamental na selecção da diversidade, porque a diversidade representa vida”, argumenta Sylviane Rigolet, levantando o véu sobre outros aspectos importantes na escolha de uma obra. “Quanto mais nos abrirmos sobre a diversidade das obras, em termos de estilos de texto, de ilustração, de tamanho de livro, de temáticas, favorecemos na criança o crescimento da tolerância, da tolerância à diferença”, acrescenta.
 
A vontade dos pais em partilhar uma história ou duas, em ler um livro para um filho não pode ser de sentido único.  “É importante, para garantir um certo sucesso na leitura, que a criança participe na escolha do livro”, diz Sylviane Rigolet. Não é uma cedência, mais uma, à noite, depois de um dia de caprichos dos mais novos, é uma questão de inteligência. “Hoje, a criança pode estar predisposta a ler um livro e não outro. Os pais têm de aceitar isso”, sob pena de transformar um momento de partilha, de carinho e amor em família numa guerrilha pela obra literária a escolher.
 
Esta partilha começa antes de chegar a casa, na livraria ou na página da net onde pesquisa, selecciona e escolhe o livro ou os livros que quer comprar e ler aos filhos. “É essencial, como mediador adulto, gostar do livro. Nunca poderemos ser um bom mediador, entre a história e a criança, se não gostarmos da obra”, assegura Sylviane Rigolet.
 
Nas vidas e voltas dos livros, como nas voltas da vida real, o essencial é a honestidade. “Para sermos bons com os nossos filhos temos de ser autênticos, A experiência da autenticidade é muito boa. A veracidade é fundamental”, acrescenta Sylviena Rigolet.
 
Dicas importantes que podem fazer da leitura de um livro um momento de carinho e amor entre pais e filhos. Um momento de partilha que,  ainda que diariamente repetido, carece de alguma preparação e planeamento. “Estabelecer um sinal, criar uma rotina, seja uma música, um gesto ou a mudança para um espaço definido ajuda a criança a perceber e a concentrar-se no que vamos fazer a seguir”, explica Sylviane Rigolet. Ao estabelecer “um ritual”, o termo técnico correcto, antes da leitura, os pais preparam a criança para “antecipar a postura, a ganhar uma forma e uma atitude”, preparando-se para a hora do conto, para aquele momento.
 
“As rotinas são altamente estruturadoras da mente e do espírito das crianças”, explica Sylviane Rigolet. Mestre em linguística formal pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, cativa a atenção e a concentração dos petizes com uma musiquinha que já todos sabem o que traz: é a hora da leitura. Augusto Correia

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Ler na praia os livros que as crianças escolhem

quarta-feira, 18 de Agosto de 2010 0:30

 

 

Ler um livro em férias, na praia ou na piscina, não soa a brincadeira para a maior parte das crianças e adolescentes, que associa a actividade aos bancos de escola. O descanso das letras provoca a perda de competências ao nível da ortografia, notada no regresso às aulas, após quase dois meses de férias. As crianças perdem o hábito de pensar e de “dinamizar a actividade intelectual”, avisam os especialistas.


“É fundamental que as crianças leiam. O nosso universo psíquico constitui-se a partir da linguagem, da escrita e da leitura”, explica Silvia Yankelevich, psicóloga clínica especialista em crianças, citada pelo site do “El Mundo”.


Se ler um livro não se afigura relaxante e aprazível para as crianças, cabe aos pais incentivá-las a descobri o prazer da leitura. “Há sempre um momento de descanso, que pode ser antes da sesta ou antes de dormir. As crianças que são estimuladas para a leitura desde bebés, serão mais facilmente adolescentes leitores, com mais capacidades de expressão oral e com melhor compreensão”, acrescenta Silvia Yankelevich. “É imprescindível que leiam no Verão”, sublinha.


Uma investigação norte-americana lançou pistas quanto ao caminho a seguir na conquistar das gerações mais novos para os livros. Ao longo de três anos, investigadores da Universidade do Tennessee provaram que o interesse pela leitura surge quando são os jovens a escolher os livros que querem ler. Quando tal acontece, o aproveitamento escolar no ano seguinte melhora consideravelmente.


De acordo com os resultados da pesquisa, publicados na revista “Reading Psicology”, os 1300 alunos de escolas da Florida que tiveram acesso gratuito a livros e que puderam escolher livremente os títulos a ler, tiveram melhores notas do que os alunos que realizaram outro tipo de actividades durante as férias.


Resultado válido mesmo durante no primeiro ano da investigação, durante o qual o título mais seleccionado foi a biografia da cantora Britney Spears. O facto de serem eles a escolher motivou-os a ler, pelo que os investigadores aconselham os pais a não serem tão rígidos quanto à lista de títulos que acham que os filhos devem ler.


A leitura é uma actividade sempre associada à escola e, por isso, percepcionada negativamente por algumas crianças, pelo que os pais terão de ser astutos para mostrarem às crianças que podem desfrutar de um momento de leitura. Às vezes a selecção das crianças e dos jovens pode alarmar os pais, que criticam os filhos por preferirem livros de artistas famosos da televisão a biografias históricas. “Os professores e pais da classe média valorizam as preferências dos filhos, mas ainda assim têm de se render mais vezes”, considera Ana McGill-Franzen, directora do centro de leitura da Universidade do Tenneesse.


“Tendo em conta os grupos de idade e os interesses que estimulam a criança, podem escolher-se temáticas muito diversas: aventuras, livros de mistério, livros que proponham jogos, que estimulem o pensamento, que ajudem a memorizar... Todos eles implicam uma actividade de leitura que favorece a dinâmica do pensamento, estimula a imaginação e as ideias”, acrescenta a psicóloga espanhola Silvia Yankelevich.


As crianças “por defeito” imitam os adultos, lembra a especialista, pelo que se virem os pais a ler associarão menos a leitura a uma actividade escolar. “Os pais devem transmitir aos filhos que os livros são bons companheiros”, sublinha Yankelevich.

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Bebeteca: o bebé, o biberão e um livro

domingo, 8 de Agosto de 2010 10:30

Se consegues segurar no bebé, no biberão e no livro, então está na hora de começar a ler para o bebé. Um dito mais do Norte da Europa, que começa a dizer-se em Portugal. “Dinamarqueses, suecos e ingleses aconselham a leitura a partir dos quatro meses”, diz Sylviane Rigolet. Psicolinguista, que garante não ser perda de tempo ou desgaste físico pegar no bebé, no biberão e no livro ao mesmo tempo.


“O livro é o leite da alma”, assegura Sylviane Rigolet. “É um formador da personalidade”, explica a especialista, apostada em fazer chegar a mensagem aos pais portugueses. “Através do livro, o bebé toma contacto com outra visão do Mundo, essencial para que se desfaça da simbiose com a mãe”.


É no confronto com mundos e realidades diferentes que o bebé consegue desligar-se da mãe. “Cada livro é uma oportunidade de tomar distanciamento entre o 'eu' e os outros”, diz a psicolinguista, que tem oportunidade de ensinar pais e filhos a lerem nas bebetecas que dinamiza.


Espécie de faculdade do livro e da leitura, que ajuda pais a melhor ler para os filhos, a Bebeteca é um projecto que tem duas funções principais: "a primeira, é formar pais para serem mediadores privilegiados entre o livro, a leitura e o filho”, começa por explicar a mentora do projecto da Bebeteca da Biblioteca Professor Vieira Dinis, em Paços de Ferreira. “A segunda, é para o bebé em si, tentamos implementar nele o hábito saudável de co-leitura, de leitura com o mediador”, acrescenta Sylviane Rigolet.


Conceição Teixeira começou a ler para o Simão ainda o filho, agora com três anos e meio, estava no útero. “Nas primeiras duas, três sessões, saímos daqui de rastos, a pensar que éramos péssimos pais em termos literários”, diz, ao fazer um balanço de um ano de bebeteca.


“Na bebeteca ensinamos várias coisas, que livro escolher, que critérios de selecção respeitar para adequar o melhor possível a obra ao nível de desenvolvimento do filho”, exemplifica Sylvian Rigolet. Lição aprendida. “Acho que éramos descuidados na compra de livros. Passámos a ser mais cuidadosos e selectivos”, admite Conceição Teixeira.

A formação de pais vai além dos critérios para a escolha da obra. “Aprendemos que um livro, se for minimamente bom, é uma fonte que nunca termina. Dá sempre para olhar para ele de uma forma diferente”, diz Joaquim Rocha, pai da Beatriz. “Não é só ter o livro, mas trabalhá-lo”, acrescenta Susana Barros, a mãe da “Bia”, como os pais lhe chamam.


“Às vezes comprámos um livro, e depois outro e mais outro. Não é necessário até explorarmos o livro nas suas potencialidades máximas”, explica Susana Barros. E o livro, que foi do bebé de 12 meses, pode servir à criança aos 24 ou aos 36. “Há sempre alguma coisa para explorar à medida que crescem; as cores, os números, por exemplo”, acrescenta. “Antes, líamos o que lá estava. Agora estamos mais atentos para outro tipo de actividades. Basta fotocopiar umas imagens do livro e temos outra forma de contar a história”, diz a mãe da Bia.
Ensinamentos da bebeteca. “Fazemos técnicas de animação do livro, com uma pequena bricolage que vai entrar na história fazendo com que a criança ou o bebé seja um leitor activo desde pequeno”, explica Sylvian Rigolet. “Um livro, a duas dimensões, passa a três dimensões assim explorado e envolve a mãe, o pai, o tio a avó. Toda a gente pode brincar e explorar em conjunto”, diz o pai da Beatriz.
 
 
“Depois, há sempre qualquer coisa de bricolage que  vai para casa e continua a render durante a semana e assim se passa mais tempo com os nossos filhos, participamos na história com eles, em casa”, diz Conceição Teixeira, mãe do Simão. “Aprendemos a estar e a dar-nos aos nossos filhos. Aqui trabalhamos com eles, sujamo-nos com eles”, acrescenta. O pai da Beatriz sublinha por baixo. “É como diz a Sylviane, às vezes mais vale cinco minutos inteiramente concentrados neles, do que meia hora divididos entre a criança e outras actividades em casa”. A psicóloga diz o mesmo e recomenda a leitura antes mesmo da chegada do João Pestana.
“O melhor alimento é uma história antes de ir dormir”, defende Sylviane Rigolet, esclarecendo que a leitura participada que sugere não espanta os carneirinhos. “Pelo contrário, é um momento de grande afectividade, de carinho recíproco”, diz, em defesa da leitura antes de dormir. “É um óptimo hábito, é saudável e descansa os sonhos”.


Em Paços de Ferreira, a biblioteca municipal há três anos que dinamiza uma bebeteca para os pais do concelho. “Tínhamos esta faixa etária a descoberto”, explicou o vereador da Cultura, António Coelho. Percebida a importância da iniciação precoce no Mundo dos livros, a bebeteca foi integrada na “estratégia já delineado pelo concelho para aumentar o público leitor e a procura da biblioteca de Paços de Ferreira”. Augusto Correia e Maria Cláudia Monteiro

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“Se eu fosse... nacionalidades”

sexta-feira, 6 de Agosto de 2010 0:10

Livro 
 



“Se eu fosse... nacionalidades”
Francisco José Viegas
Booksmile




Didáctica e divertida, a nova colecção infantil da Booksmile marca também a estreia neste género de Francisco José Viegas, autor cuja obra até ao presente oscilava sobretudo entre o romance e na poesia. O primeiro título desta série, que vai ter continuidade em breve com “Se eu fosse... profissões”, permite um olhar desprendido sobre outras culturas, da brasileira à egípcia. A tolerância é a principal mensagem a reter nesta história imediata e cativante. Sérgio Almeida

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"Os Borlububos"

quinta-feira, 5 de Agosto de 2010 12:29

Livro 




Os Borlububos e a Dança das Letras (2010)
Os Borlububos e os Sem Abrigo (2009)
Autora: Alice Rios (
malice.rios@gmail.com)
Ilustração: Alexandra Duque
Edição: Estratégias Criativas e autores




Os Borlububos são dois fantasminhas irmãos que gostam muito um do outro e que vivem nos subterrâneos do Porto. O Borlububo mais novo faz muitas perguntas à irmã Borlububa, porque é mais velha e muito sábia.

Saem sempre à noite porque os olhos estão habituados à escuridão dos túneis e não aguentam a luz do sol. Mas são invisíveis para nós, por isso aproveitam para fazer boas acções, como tapar os sem-abrigo que se destapam durante a noite ou ir buscar letras soltas à biblioteca para satisfazer o desejo de uma menina paraplégica que quer brincar com elas.


"Os Borlububos pertencem ao universo do fantástico, mas movem-se num cenário realista: as ruas do Porto – onde a crise económica, o desemprego, a desestruturação da família, a solidão e a pobreza vão depositando um número crescente de desabrigados. E, sendo seres imaginários, os dois fantasminhas assumem sentimentos humanos e privilegiam a noite para desenvolver acção cívica e humanitária", explica a autora, Alice Rios.


Aposentada do ensino básico e do jornalismo, a autora mantém, ainda, o propósito de transmitir noções de solidariedade aos seus jovens leitores enquanto favorece o interesse pela História da cidade, transformando os seus livros em verdadeiras ferramentas pedagógicas. "Os Borlububos são os heróis invisíveis de uma história para entreter e ensinar, que pode ir ao encontro de orientações curriculares ou dos objectivos da escola", resume a escritora, que tem dedicado grande parte do seu tempo indo às escolas conversar com os seus leitores e falar sobre os subterrâneos do Porto.

"O antigo manancial de Paranhos que, pela qualidade da sua água e pela abundância do seu caudal, foi sempre considerado a “arca do tesouro” do abastecimento de água do Porto, tendo o seu encanamento sido pautado por critérios que fazem daquela uma estrutura digna de admiração pública. Cumpre requisitos de atracção turistica e merece ser visitada, sobretudo pela sua dimensão pedagógica", adianta a antiga jornalista, convidando os curiosos a conhecer um tesouro tão bem guardado no subsolo do Porto.

PS. Para visitas e mais informações sobre os subterrâneos do Porto, contacte os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) do Porto, telefone 225190800. Para ter uma ideia, veja este vídeo ou este. Erika Nunes

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Para compreender as relações entre irmãos

quinta-feira, 15 de Julho de 2010 11:13

Livro 

 



Compreender as Relações entre Irmãos - O Método Brazelton
T. Berry Brazelton - Joshua D. Sparrow
Editorial Presença
8,58 euros


 

 

A competição, ambição, pedido de atenção permanente e lutas infindáveis entre irmãos de ambos os sexos conduzem inevitavelmente ao desespero e a interrogações de pais e educadores. O que fazer quando um novo irmão nasce? Como lidar com as rivalidades na escola? E que forma de tratamento se há-de adoptar com crianças especiais? Estas e outras questões são abordadas pelos pediatras de Harvard, Dr. Brazelton e Dr. Sparrow, ao enunciarem a teoria dos pontos de desenvolvimento, adequada de acordo com cada fase etária. Com largos anos de experiência, os autores expõem o Método de Brazelton através da explicação das directivas gerais de comportamento dirigidas aos pais.

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E as crianças de todo o mundo que se sentem em caixas de cartão!

terça-feira, 29 de Junho de 2010 23:30

Livro 

 

 

 

"Não é uma caixa"

Antoinette Portis - Editorial Presença

9,90 euros 

 

 

 

Para quem entende que os livros dirigidos ao público infantil obedecem todos à mesma cartilha, recomenda-se com especial vigor este livro de Antoinette Portis, que desafia as normas do género ao apostar num tom mais livre e solto. Com uma surpreendente economia de recursos, a autora faz a apologia das coisas simples, sugerindo que, para os que nada têm - “as crianças de todo o mundo que se sentem em caixas de cartão” - até mesmo o mais simples dos objectos pode converter-se no seu maior amigo, bastando para tal fazer uso do potencial inesgotável da imaginação. A mesma autora também publicou "Não é um pau", livro ainda não publicado em Portugal que segue o mesmo conceito do anterior, mas desta feita protagonizado por um pequeno porco que explora as inúmeras potencialidades que um simples pau pode ter.

Sérgio Almeida

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Educação sexual explicada "aos bonequinhos"

quarta-feira, 23 de Junho de 2010 0:29

Livro 

O “Programa de Educação Sexual 3 – 6 anos” é uma das sugestões deixadas no “Em letra miúda” pela nossa psicóloga de serviço, Zélia Parijs. Neste livro, editado pela Caminho, Roberta Giommi e Marcello Perrotta, investigadores italianos do Instituto Internacional de Sexologia, propõe-se chegar “aos muito pequenos”.

 

“Porque a informação é útil em todos os momentos do crescimento e porque oferecer instrumentos de conhecimento adequados à idade permite criar um terreno cultural favorável e pronto a acolher mais tarde informações cada vez mais aprofundadas”, justificam os autores. “Meninos e Meninas”; “O meu corpo”;  “Eu e o Mundo” e “Como eu nasci” são os quatro capítulos do primeiro livro deste “Programa Sexual”. Tem desenhos apelativos, textos simples e jogos para que os “muitos pequenos” percebam melhor o Mundo que os rodeia.

 

Programa de Educação Sexual 3-6 anos

Roberta Giommi e Marcello Perrota – Caminho

12,5 euros

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Maria Cláudia Monteiro: claudia@jn.pt

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