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Agostinho da Silva morreu há 20 anos

03

Abril

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:22
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Vinte anos depois do seu falecimento, Agostinho da Silva continua a ser uma referência obrigatória no pensamento filosófico português do século XX.

 

No entanto, a escassa divulgação recente em torno da sua obra ameaça lançar no esquecimento uma figura que, pela verve e originalidade, cativou milhares de portugueses durante décadas.

 

Na ausência de grandes esforços por parte das entidades oficiais , tem sido a Associação Agostinho da Silva (AAS) a grande promotora da obra do pensador. Além de um portal na Internet, a associação de cariz privado, fundada em 1995, organiza com regularidade iniciativas que pretendem reunir os devotos de Agostinho da Silva, ao mesmo tempo que procura atrair novos interessados.

 

A venda de livros, a edição de um boletim informativo ou a organização de tertúlias são as atividades mais emblemáticas da AAS.  A próxima  decorre dia 12, às  16 horas, na Casa Bocage, em Setúbal.O céu strela o azul e tem grandeza. António Vieira e Agostinho da Silva: nexos e extrapolações é o mote da intervenção de Ricardo Ventura.

 

Em 2000, foi aventada a hipótese de transformar a casa onde nasceu o filósofo, na Travessa da Nova Sintra, no Porto, num centro de estudos. O projeto, do Círculo de Amigos de Agostinho da Silva, não saiu do papel devido a constrangimentos financeiros.

 

Editora de literatura gay exporta para 50 países

26

Março

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 20:14


Sérgio Almeida

 

Em apenas dois anos, a Index Books, editora especializada em ebooks de literatura gay, alcançou mais de 50 mil downloads.

As vendas acumuladas dos 11 títulos que já publicaram superam os objetivos iniciais traçados pelos responsáveis. Os números, já respeitáveis, ganham ainda maior significado se se disser que o Brasil representa mais de 80% das vendas. Ou ainda que os downloads foram feitos em mais de 50 países.

 

Portugal, com três mil ebooks vendidos, aparece logo a seguir. Estados Unidos, Alemanha e França são outros mercados de relevo.

O êxito, segundo o editor João Máximo, não é alheio à “reduzida oferta“ da literatura LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgénera) de qualidade, tanto em Portugal como no Brasil. “Os leitores estão ansiosos por este tipo de obras e, quando surgem, se são de qualidade e a preços sensatos, compram”, frisa. Apesar da boa aceitação do formato eletrónico, a Index afirma não desprezar o papel.

 

“Se alguma editora tradicional se mostrar interessada no nosso catálogo para imprimir em papel e distribuir pelos circuitos normais, teremos todo o gosto em nos sentarmos para conversar sobre o assunto”, garante o editor.


Entretanto, já está à venda (download gratuito do ebook) o livro de Paulo Azevedo Chaves e Raimundo de Moraes, Poemas Homoeróticos Escolhidos, uma coletânea de poesia que reúne poesia dos autores e oito traduções de grandes poetas como Cassiano Nunes, António Botto, Walt Whitman, Abu Nuwas, Federico Garcia-Lorca, Luís Cernuda, Jean Genet, Constantino Cavafy ou Paul Verlaine.

Teolinda Gersão apresenta novo romance no Porto

17

Março

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:46
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A 25ª sessão do Porto de Encontro, ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, acontece já no próximo domingo, dia 23, às 17 horas.

 

Na Biblioteca Almeida Garrett, Teolinda Gersão vai falar sobre o seu mais recente livro, Passagens.

 

Traduzidos para 11 idiomas, os livros de Teolinda Gersão já foram distinguidos com importantes prémios literários como o Camilo Castelo Branco, Inês de Castro ou Fernando Namora.

 

A sessão vai contar com a presença de José Carlos Tinoco, que irá ler excertos da obra da autora em foco, e de  Nuno Carinhas, diretor do Teatro Nacional S. João.

 

Desde 2011, o Porto de Encontro”já recebeu mais de duas dezenas de escritores, entre os quais Luis Sepúlveda, Mário de Carvalho, Dulce Maria Cardoso, Miguel Miranda e Gonçalo M. Tavares.

 

Romances eróticos deixaram de estar na sombra

11

Março

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 18:04
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(direitos reservados)

 

Sérgio Almeida


O êxito da trilogia As cinquenta sombras de Grey (375 mil exemplares vendidos em Portugal) catapultou a literatura erótica para a linha da frente das prioridades editoriais. Um filão que parece longe de esgotado.

 

Encontrar, até há um par de anos, um romance erótico nas livrarias portuguesas não era tarefa impossível... mas quase. Além da oferta residual, os títulos disponíveis eram remetidos para estantes inacessíveis, como se pudessem ferir o olhar dos leitores puritanos.


O que mudou entretanto para que o´género erótico passasse a estar em “toda” a parte? Cláudia Gomes, responsável pela chancela 5 Sentidos, não duvida da importância do fenómeno Cinquenta sombras de Grey”, de E. L. James, responsável por “ter tirado este género da ‘sombra’”. Os 375 mil livros vendidos em Portugal pela popular trilogia não só vieram provar que os livros eróticos também podem ser “best sellers”, como desmistificaram a ideia de que apenas as mulheres os consomem. Movidos pela curiosidade, muitos homens também se renderam à história protagonizada por Anastasia Steele e pelo experiente Christian Grey.

 

Ao ultrapassar o universo de leitoras habituais do género – que José Prata, editor da Lua de Papel, estima em apenas 20 mil –, os romances de E. L. James abriram uma verdadeira “caixa de Pandora”.

De súbito, apareceram chancelas especificamente voltadas para o erotismo, interessadas em explorar o filão. As coleções já existentes, por seu turno, reforçaram a aposta, beneficiando também da maior visibilidade dada pelas livrarias.

 

O fenómeno extravasa em muito a componente literária, defende Cláudia Gomes, para quem “muitos dos tabus à volta dos temas têm perdido expressão”. “Fala-se mais abertamente”, resume.

Se a popularidade de que goza este género é hoje irrefutável, prever que a moda se prolongue no tempo talvez seja otimismo a mais. É o próprio responsável pela Lua de Papel quem o admite: “Imaginemos uma pedra a ser atirada a um lago; provoca uma série de ondas, mas, passado algum tempo, volta à ondulação normal. Vai acontecer aqui a mesma coisa: Cinquenta sombras foi a pedra que provocou a primeira e maior das ondas, vários livros publicados a seguir foram as réplicas e em breve voltará tudo ao mesmo”.

Clubes do livro das TV são alavanca para o êxito

27

Fevereiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 17:34
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Sérgio Almeida

 

O regresso da Coleção RTP é o exemplo mais recente de uma tendência que tem ganho força: as parcerias entre editoras e canais de TV para potenciar o êxito dos livros. Uma estratégia que tem dado bons resultados.

 

O primeiro lugar do top de vendas de livros da semana passada pertencia a Flávio Capuleto, escritor de 71 anos que acaba de publicar O inferno no Vaticano.

 

A surpresa por vermos um autor (ainda) desconhecido do grande público ocupar um lugar habitualmente reservado a figuras públicas é atenuada se dissermos que o romance tem sido amplamente publicitado na televisão, devido a um acordo de parceria estabelecido entre a editora Guerra & Paz e a SIC.


 

Nem todos os títulos do Clube do Livro SIC – assim se intitula a coleção – se convertem em imediatos “best sellers”, mas é convicção do editor da Guerra & Paz, Manuel S. Fonseca, que o “empurrão” televisivo acaba por ser uma ajuda preciosa.

 

“Em dois anos, o Clube do Livro SIC converteu-se numa coleção considerada e desejada pelos principais agentes do mercado livreiro. Cada um dos dez livros que lançamos por ano desperta um enorme interesse dos livreiros”, reforça o editor, que já desempenhou o cargo de diretor de programas da SIC.

Generalistas aderem

 

Coincidência ou não, a RTP resolveu, há um par de meses, reativar a mítica coleção de bolso que, no início da década de 1970, ajudou a difundir junto de um público alargado obras de autores universais como Tolstoi, Tchekhov, Camus, Unamuno ou Stendhal, a par de escritores contemporâneos.

O conceito da renovada coleção é agora outro, segundo João Gonçalves, editor da Marcador, chancela escolhida pela estação pública para dar continuidade à iniciativa: “Queremos dar visibilidade a novos autores nacionais em várias áreas e, por outro lado, ajudar autores já publicados a promover da melhor forma os seus livros”.

 

Difundir os produtos “num meio de comunicação que normalmente não está ao alcance dos reduzidos orçamentos das editoras”, como salienta João Gonçalves, é a principal vantagem extraída pelas casas editoriais. As estações, por seu turno, não só adquirem um capital de prestígio adicional, como conseguem potenciar alguns dos seus produtos (de Alta definição a Dancin’days são vários os programas convertidos em livros).

 

Ao contrário das outras generalistas, a TVI não tem uma parceria fixa com uma editora. Por um motivo concreto: do universo empresarial da Prisa, grupo espanhol que detém a estação de Queluz, faz parte a Objectiva, editora que já publicou um livro biográfico de Judite Sousa sobre Álvaro Cunhal.

Livros de História no top

A editora Clube do Autor seguiu uma via alternativa à adotada pela Marcador e Guerra & Paz. Em vez de uma parceria que envolve a exibição de anúncios, contactou o Canal História para adaptar os conteúdos daquela estação para o formato livro.

 

O resultado é uma coleção sobre grandes temas históricos que tem conquistado milhares de leitores. Os grandes mistérios da História, um dos cinco títulos publicados, já vai na sétima edição.

Ainda assim, a editora não rejeita outras colaborações ou parcerias “que possam trazer maior diversidade de conteúdos e aumentar o número de leitores”.

 

TÍTULOS

 

SIC/Guerra & Paz


Acreditar, rezar, amar
Maria Helena

O meu médico de família
Pedro Lopes

O inferno no Vaticano
Flávio Capuleto

Diário de um gajo divorciado em tempo de crise
António Costa Santos

Corações re-partidos
Ana Paula Almeida

Ainda sonho contigo
Fannie Flagg

Cartas da Maya: o dilema

A menina dos ossos de cristal
Ana Simão

A dona de casa perfeita
Mónica Duarte

A vida de Jesus
Raul Correia/Carlos Alberto Santos

Alta definição: a verdade do olhar
Daniel Oliveira

 

Viagem ao medo em 80 dias

José Jorge Letria

 

RTP/Marcador

 

A filha do barão
Célia Correia Loureiro

Dieta das princesas
Catarina Beato

 

TVI/Objectiva

 

Álvaro, Eugénia e Ana
Judite Sousa

 

História/Clube do Autor

A História da grande guerra: os anos do conflito, as suas causas e consequências

 

Os grandes mistérios da História

 

As grandes profecias da História

 

Livros de Calvin & Hobbes vão ser reeditados

12

Fevereiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 19:09
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Todos os álbuns da série Calvin & Hobbes, de Bill Waterson, começam a ser reeditados pela Gradiva já este  mês. O Essencial de Calvin & Hobbes é o primeiro volume.

 

Esgotados há vários anos, os álbuns conhecem agora novas edições, com o propósito de chegar a novas gerações.

 

Foi em 1992 que a Gradiva iniciou a publicação da série Calvin & Hobbes, com  um álbum homónimo. O enorme sucesso ditou na altura a reedição consecutiva de todos os volumes da obra.  

 

“A obra de Bill Watterson é absolutamente única, um clássico, e, por isso, decidimos relançar todos os álbuns investindo significativamente na promoção desse lançamento, porque achamos que a série merece absolutamente ser lida pelas novas gerações”, explicou Guilherme Valente, editor da Gradiva, que descobriu a série logo nos seus primórdios no South China Morning Post,  de Hong Kong.

 

Traduzidas em mais de 40 línguas, as tiras de Watterson já venderam 30 milhões de exemplares em todo o mundo.

 

Recentemente, o autor foi galardoado com o Grande Prémio de Banda Desenhada do Festival de Angoulême 2014.

Mário Zambujal conversa com leitores no Porto

10

Fevereiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:14
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A edição deste mês do Porto de Encontro, um ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, realiza-se já neste sábado, dia 15, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.


O convidado central da sessão é Mário Zambujal, autor de obras marcantes como Crónica dos bons malandros e À noite logo se vê. No final do ano passado publicou O diário oculto de Nora Rute, livro narrado por uma personagem de romance que, ao anotar a sua vida num diário, vai escrevendo, no desconhecimento do que virá a seguir, o seu próprio romance.

 

Com um longo passado como jornalista, que incluiu passagens por órgãos de comunicação como RTP, Diário de Notícias, Record ou O Século, foi ainda guionista. Em 1984, foi-lhe atribuída a Ordem do Infante D. Henrique.

 

O jornalista Germano Silva e a diseuse  Manuela Leitão são os outros convidados desta edição, com entrada livre.


 

Ao longo das anteriores 23 edições, que atraíram perto de sete mil espectadores, passaram pelo ciclo autores como Luis Sepúlveda, Valter Hugo Mãe, Mário de Carvalho, Richard Zimler e José Tolentino Mendonça, entre muitos outros. 
 

"A arma secreta" é o novo livro de Robert Muchamore

30

Janeiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 17:48
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Chega às livrarias no final da próxima semana A arma secreta, terceiro livro da série Henderson's Boy, iniciada com A evasão e O dia da águia.

Na nova série, Robert Muchamore explora as origens da Cherub, organização secreta que constitui o braço juvenil do MI5 britânico.

A ação do livro decorre em 1941, ano em que o Governo prepara um exército formado por agentes ultrasscretos. O objetivo consiste em fazer dos agentes de Henderson uma arma secreta capaz de surpreender e desorientar os adversários. Lançados de paraquedas em território inimigo, têm como missão atravessar o país, recorrendo a estratégias várias para serem bem sucedidos.

Para criar Cherub, Muchamore, nascido em Inglaterra há 42 annos, inspirou-se na própria experiência profissional. Durante 13 anos foi detetive privado, tendo resolvido abandonar essa atividade para dedicar-se a tempo inteiro à escrita.

Os 18 volumes da série já publicado em Portugal venderam um total de 370 mil exemplares, número que a colocam no topo das coleções juvenis mais populares.

Ciclo "Porto de Encontro" recebe Tolentino Mendonça

15

Janeiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:58
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A primeira edição de 2014 do ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro, marcada para este domingo, às 17 horas, tem como convidado central José Tolentino Mendonça, poeta que publicou recentemente pela Assírio & Alvim A papoila e o monge.

 

O autor de livros como O viajante sem sono e A que distância deixaste o coração vai estar à conversa com os seus leitores na Casa das Artes, espaço nobre da cidade do Porto que reabriu há um par de meses depois de ter estado fechado ao público durante quase uma década.

 

Poeta, sacerdote e professor, Tolentino Mendonça ocupa já um lugar de destaque na poesia portuguesa contemporânea. Editou o seu primeiro livro de poesia Os Dias Contados em 1990 e, desde então, tem diversificado a sua obra como poeta, ensaísta e tradutor. É autor de duas dezenas de obras.

 

Desde a primeira edição, em novembro de 2011, o ciclo promovido pela Porto Editora já recebeu a presença de mais de duas dezenas de autores, incluindo Mário de Carvalho, Francisco José Viegas, Miguel Miranda, Dulce Maria Cardoso e António Mega Ferreira.

Obra de Edward St Aubyn já disponível em Portugal

08

Janeiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 17:40
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Com a publicação de Deixa lá e Más novas, dois livros reunidos no mesmo volume, a Sextante iniciou a publicação da obra de Edward St Aubyn, prestigiado escritor inglês até agora inédito em Portugal.

 

O brilhantismo da escrita de St Aubyn tem sido destacado por vários dos seus pares, rendidos à sua verve e imaginação. Em Portugal, Miguel Esteves Cardoso é um dos seus mais conhecidos seguidores, apelidando-o de “classicista moderno”: “É capaz da maior frieza e da maior empatia. Tem um sentido de humor monumental, no verdadeiro sentido da palavra. É um gozão e gozador; um tarado e um observador”.

 

Os dois livros agora publicados integram o quinteto A família Melrose, que a editora liderada por João Rodrigues vai lançar em três volumes. Fortemente autobiográfica, a série narra o quotidiano de uma família da classe alta britânico a braços com problemas de dependência de álcool e de drogas dos seus membros.

 

Nascido em 1960,  Edward St Aubyn é autor de sete livros, incluindo Mother's milk, finalista do Man Booker Prize em 2006. Entre as distinções literárias já recebidas constam o Prémio Femina Estrangeiro e o South Bank Show. Deixa lá, de 1992, foi laureado com o Prémio Betty Trask.

Dois séculos portugueses contados em cinco livros

30

Dezembro

2013

Publicado por Sergio_Almeida às 16:47
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Com direção dos historiadores e professores universitários António Costa Pinto e Nuno Gonçalo Monteiro, a colecção História Contemporânea de Portugal é um projeto conjunto da editora Objectiva e da Fundação MAPFRE que pretende assinalar a entrada do Instituto da Cultura em Portugal.


A série é composta por cinco livros que pretendem enumerar e explicar os principais acontecimentos que marcaram a história de Portugal desde o início do século XIX até ao século XXI».

Costa Pinto e Gonçalo Monteiro são os coordenadores de uma numerosa equipa de destacados especialistas em áreas diversas (economia, sociedade, relações internacionais, história política, iconografia e história cultural são algumas delas), que apresentam os fatores-chave indispensáveis para se entender os processos históricos que tiveram lugar em Portugal nos últimos dois séculos.

Nas livrarias encontram-se já os dois primeiros volumes, intitulados 1808-1834 – O Colapso do Império e a Revolução Liberal de 1834-1890 – A Construção Nacional.


Nos próximos meses chegam outros volumes: 1890-1930 – A Crise do Liberalismo, 1930-1960 – Olhando para dentro e 1960-2000 – A busca da democracia.

 

Completa a  colecção um sexto volume: 1850-2010 – A História de Portugal Através da Fotografia.


Os promotores da iniciativa destacam o pioneirismo evidenciado no campo historiográfico e documental, que a poderá tornar “numa referência para os estudos latino-americanistas em Portugal».

Carrossel de livros anima várias zonas do Porto

13

Dezembro

2013

Publicado por Sergio_Almeida às 18:54


Sérgio Almeida

 

Da Boavista aos Aliados, os livros vão estar por toda a parte a partir de hoje e até ao próximo domingo (dia 22). Sob o lema Ler é um carrossel, a terceira edição do Festival do Livro volta a animar locais emblemáticos do Porto.

 

A  venda de milhares de títulos com descontos, que chegam a ultrapassar os 50%, é apenas um dos muitos aliciantes do Festival do Livro, uma versão ampliada do já consolidado Bairro dos Livros, que decorre no primeiro sábado de cada mês na Baixa do Porto.

 

No Mercado do Bom Sucesso e no Edifício Montepio (nos Aliados), os visitantes vão poder assistir diariamente a atividades distintas que têm em comum a celebração dos livros e da leitura.

 

As declamações de poesia e a apresentação de livros vão ser uma constante, tal como os concertos (do jazz à música clássica), os workshops e até um inédito concurso de ‘poetry slam’, em que os dotes de dizer poesia vão ser postos à prova.

 

São 30 atividades gratuitas que pretendem servir de âncora à venda de livros, sobretudo numa altura que se reveste de grande importância para as livrarias e distribuidores independentes presentes no certame, cercados pelos megadescontos promovidos pelas principais cadeias.

Além dos livreiros, dezenas de entidades culturais responderam ao repto lançado pela cooperativa Cultureprint para se associarem a um programa que, segundo Inês Castanheira, da organização, “pretende capitalizar a dinâmica de dois espaços tão simbólicos do Porto“.

 

Para a responsável, uma das mais-valias desta feira natalícia é a “complementaridade” dos dois locais, que apresentam ainda a vantagem de “estarem rodeados de lojas” com ampla oferta. Como a festa decorre em espaços fechados, os visitantes ficam ainda a salvo da sempre indesejada chuva.

 

Não falta sequer um carrossel autêntico, no Bom Sucesso, com o objetivo de chamar a atenção das crianças, um dos públicos-alvo da festa. Prova disso são os ateliês de culinária e literatura, com a ‘chef’ e contadora de histórias Saphir Cristal.

 

Victorino D’Almeida, José Duarte ou Adriano Moreira são algumas das figuras que já confirmaram a presença num certame que vai estar aberto todos os dias. De segunda a quinta, o horário está compreendido entre as 13 e as 23 horas, mas às sextas o encerramento é mais tardio (24 horas). No fim de semana, a abertura é logo às 11 horas da manhã.

José Eduardo Agualusa conversa com leitores no Porto

02

Dezembro

2013

Publicado por Sergio_Almeida às 16:06
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A última edição de 2013 do ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro tem como convidado central um dos mais versáteis escritores de língua portuguesa dos nossos dias: José Eduardo Agualusa, autor angolano que já publicou mais de 20 livros, entre romances, contos, teatro, livros para a infância, poesia e crónicas.

 

A sessão está marcada para domingo, dia 8, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto. 

A vida no céu, o mais recente romance do autor, vai estar em destaque durante a sessão, em que também vai participar a escritora Patrícia Reis. 

O vendedor de passados, As mulheres de meu pai, Catálogo de sombras e Nação crioula são alguns dos títulos mais emblemáticos de Agualusa, cujos livros estão traduzidos para 25 idiomas.

Ao longo das 21 edições anteriores passaram por este ciclo promovido pela Porto Editora autores como Gonçalo M. Tavares, Luis Sepúlveda, Manuel António Pina, Valter Hugo Mãe e Richard Zimler.

Diálogo intercultural destacado em edição universitária

27

Novembro

2013

Publicado por Sergio_Almeida às 18:35
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Entre Margens e Centros: Textos e Práticas das Novas Interculturas é o novo volume da já longa colaboração entre o Centro de Estudos Interculturais do Instituto Politécnico do Porto e o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa.

 

Editada pela Afrontamento, a obra procura, segundo os seus promotores, “criar inteligibilidades recíprocas entre diferentes visões do mundo, encontrar pontos de convergência e divergência e partilhar conceitos e epistemologias alternativos, de forma a que culturas distantes – tanto no espaço como no tempo – possam compreender-se e comunicar entre si”.

 

A interculturalidade é o elemento em comum nos ensaios reunidos: da simbologia do dragão no ocidente e no oriente (de Cristina Pinto) ao Português na anedota brasileira (de Carina Oliveira Cerqueira) pretende-se "apelar a uma interação e participação na esfera comum, ao invés da coexistência paralela de culturas encerradas em identidades étnicas, nacionais e linguísticas”.

 

A coordenadora do volume é Clara Sarmento, coordenadora no Instituto Politécnico do Porto que dirige o Centro de Estudos Interculturais e o mestrado em Tradução e Interpretação Especializadas. Autora de numerosos livros, ensaios e conferências em Portugal e no estrangeiro, nas áreas da Literatura e Cultura Anglo-Americana e Portuguesa, Etnografia, Estudos Culturais e Interculturais e Estudos de Género, já foi distinguida com vários galardões académicos.

Segundo volume de "Os jogos da fome" já à venda

22

Novembro

2013

Publicado por Sergio_Almeida às 19:55
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A poucos dias da estreia da versão cinematográfica, no dia 28, a Presença acaba de relançar Em chamas – os jogos da fome – livro II, da popular autora de livros para a juventude Suzanne Collins.

 

O relançamento acontece três anos depois da primeira edição e pretende capitalizar a visibilidade extra conferida pelo filme, realizado por Francis Lawrence e com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth nos principais papéis.

 

Traduzido em 32 idiomas, Em chamas inicia-se com o inesperado feito de Katniss Everdeen e Petta Mellark, que se tornam os primeiros adversários a conseguirem sobreviver aos lendários Jogos da Fome, desencadeando um sentimento de fúria entre os habitantes de Panem que obriga à intervenção do seu líder.

 

Com Em chamas, Suzanne Collins, argumentista de vários programas televisivos para a infância, conseguiu estar 50 semanas consecutivas no top do New York Times. O êxito foi extensivo aos restantes volumes da trilogia, considerados os melhores livros de ficção juvenil do ano pela Publishers Weekly.


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