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Livro elege os 21 portugueses do milénio

17

Dezembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:34
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 Sérgio Almeida

 

"O génio, o engenho e a arte” dos portugueses que ajudaram a construir a identidade de Portugal ao longo de quase mil anos de História são o enfoque do novo livro da Modo de Ler.


A obra 21 personalidades dos séculos XX-XXI escolhem as 21 personalidades portuguesas do milénio é “uma amostra emérita da sociedade portuguesa atual”. A definição pertence a António Ramalho Eanes, autor do prefácio.

“Neles, na história dos nossos maiores, se pode e deve colher ensinamentos de competência e eficácia, procurar inspiração de ousar, para a nossa ação”, escreve o antigo presidente da República.

A ideia original partiu do editor José da Cruz Santos; Valdemar Cruz, jornalista e escritor, concretizou-a, instando 21 figuras do presente, pertencentes a várias áreas, a elegerem o português mais marcante de todos os tempos, no que constituiu, segundo confessa o autor da obra, uma “viagem feita de espanto”.

Cruz Santos salienta o “papel cívico” da obra”, que pretende “chamar a atenção para figuras do milénio, algumas esquecidas” e contribuir ainda para que “os mais jovens fiquem a conhecer as figuras e a História do país”.

O painel de jurados integra escritores (Vasco Graça Moura e Mário Cláudio, entre outros), cineastas (Manoel de Oliveira), arquitetos (Eduardo Souto de Moura), artistas plásticos (Nikias Skapinakis) ou músicos (Carlos do Carmo). Mas há ainda figuras ligadas à Ciência (Sobrinho Simões), política (Freitas do Amaral, Carlos Carvalhas), religião (D. Januário Torgal Ferreira) ou ensaio (Eduardo Lourenço).

A diversidade da lista reflete-se nas escolhas finais. Não faltam figuras ligadas à fundação do país como Afonso Henriques (escolhido por José Mattoso) ou da sua expansão marítima (Infante D. Henrique, eleito por Eduardo Lourenço), entre muitos outros exemplos.

Para lá da representação de diferentes artes e épocas, sobressai, como nota de curiosidade, a ausência de personalidades do meio musical. Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz são outros dos vultos ausentes das escolhas.


As escolhas dos jurados


José Mattoso:
D. Afonso Henriques

Maria Helena Rocha Pereira:
Pedro Hispano

Eduardo Lourenço:
Infante D. Henrique

Nikias Skapinakis:
Nuno Gonçalves

Mário Soares:
D. João II

Maria de Sousa:

Garcia de Orta

António Borges Coelho:
Fernão Mendes Pinto

Vasco Graça Moura:
Luís Vaz de Camões

Urbano Tavares Rodrigues:

Prior do Crato

Marcelo Rebelo de Sousa:
Padre António Vieira

Sobrinho Simões:

Ribeiro Sanches

Freitas do Amaral:
Mouzinho da Silveira

Miguel Veiga:
Almeida Garrett

Guilherme Oliveira Martins
Alexandre Herculano

Manoel de Oliveira:

Teixeira de Pascoaes

Rui Vieira Nery:

Aristides de Sousa Mendes

Eduardo Souto de Moura:

Fernando Pessoa

D. Januário Torgal Ferreira:

D. António Ferreira Gomes

Carlos Carvalhas:
Álvaro Cunhal

Mário Cláudio:
Agustina Bessa-Luís

Carlos do Carmo:
José Saramago

Álvaro Magalhães protagoniza tertúlia no sábado

10

Dezembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:00
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A Casa das Artes recebe, já neste sábado, às 18 horas, a presença de Álvaro Magalhães, protagonista da 31ª edição do ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro.

Com três décadas de atividade literária, Álvaro Magalhães é um dos mais destacados escritores portugueses para a infância e juventude.

Nas largas dezenas de livros já publicados, fazem parte colecções como Triângulo Jota, Picasso & Van Gogh ou o Vampiro Valentim, seguidas por muitos milhares de leitores.

O estranhão é o mais recente livro do escritor e conta as desventuras de Fred, um pré-adolescente com uma inteligência acima da média que procura sobreviver num meio escolar que lhe é hostil, mesmo que para tal tenha que se fingir de estúpido.

Nas livrarias já se encontra também O clube dos imortais, uma aventura inédita pertencente à popular coleção juvenil Triângulo Jota. Neste episódio, o Joel, o Jorge e a Joana investigam um estranho caso que envolve aparições de pessoas que morreram há pouco tempo mas teimam em continuar vivas.

A sessão de sábado vai contar ainda com a participação de Inês Fonseca Santos e do Bando dos Gambozinos, sob direcção de Suzana Ralha.

O Porto de Encontro é um evento promovido pela Porto Editora com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Norte, Sociedade Portuguesa de Autores, Jornal de Notícias, Antena 1, Porto Canal, Porto Barros, Arcádia e Livrarias Bertrand.


 

Maria Alberta Menéres homenageada no Porto

07

Novembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 19:46
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A cantora e compositora Eugénia Melo e Castro, o escritor António Torrado, o comissário do Plano Nacional de Leitura Fernando Pinto do Amaral e a ilustradora Mariana Melo são os participantes da edição deste mês do ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro, durante a qual vai ser homenageada a escritora Maria Alberta Menéres. A sessão está marcada para o dia 16 (domingo), às 17 horas, na Casa das Artes, no Porto.


No final do debate, Eugénia Melo e Castro, filha da escritora em foco, vai interpretar ao vivo alguns temas do álbum Conversas com versos, uma adaptação do livro homónimo da autoria de Maria Alberta Menéres, agora publicado pela Porto Editora.


Nascida em 1930, em Vila Nova de Gaia, Maria Alberta Menéres é autora de uma obra poética vasta que se encontra representada em várias antologias literárias nacionais e estrangeiras.


Desde 1952, ano da estreia, escreveu perto de sete dezenas de livros para crianças em géneros como os contos, a poesia, a banda desenhada, o teatro e novela. Como reconhecimento dessa atividade contínua de promoção da leitura junto dos mais novos, recebeu, em 1986, o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças "pelo conjunto da sua obra literária e pela manutenção de um alto nível de qualidade".


Apesar do prestígio alcançado nos livros infantis, não se limitou a este género. Prova disso foi a Antologia da novíssima poesia portuguesa, que organizou em conjunto com o seu marido, E. M. de Melo e Castro.


Além das dezenas de livros publicadas, foi professora dos ensinos básico e secundário nas disciplinas de Língua Portuguesa e História, tendo apresentado inúmeros programas televisivos para crianças. De 1974 a 1986, foi diretora do Departamento de Programas Infan tis e Juvenis da RTP.

Livros para os mais novos atraem consagrados

05

Novembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:44
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Sérgio Almeida


Ganharam prestígio nos romances, mas não abdicam de incursões regulares na escrita para os mais jovens.

Richard Zimler e Valter Hugo Mãe são apenas dois exemplos de uma longa lista que não para de crescer.
Seja pela dimensão encantatória  do imaginário infantil ou até pela vontade em começar a garantir um público desde os bancos da escola, há cada vez mais escritores popularizados na ficção que abraçam a literatura para os mais novos.

O fenómeno não é recente, embora tenha ganho maior expressão nos últimos anos. Ao longo dos tempos, têm sido imensos os autores que se deixaram tentar pela escrita para  infância. Apenas em Portugal, é possível citar nomes tão fundamentais como Antero de Quental,  Fernando Pessoa, Guerra Junqueiro, Gomes Leal, Afonso Lopes Vieira ou Fernando Pessoa, sem esquecer os mais recentes Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Hélia Correia, Manuel Alegre ou Francisco Duarte Mangas.

Com quatro livros para crianças, Valter Hugo Mãe (VHM) não é, seguramente, um debutante nas lides. Mas, ao cabo de tantos livros, diz continuar a sentir-se “policiado”.  “Sou desconfiado de cada ideia. Temo veicular algo que seja abusivo e que não me compita levar às crianças”, defende o escritor, para quem “é fundamental que os textos para miúdos sejam indutores muito claros de valores fundamentais da humanidade”.

VHM não se limita a escrever as histórias. A ida às escolas faz sempre parte do processo, o que ao longo dos tempos lhe trouxe “muitas recordações e alguns amigos”. A alegria e o entusiasmo com que costuma ser recebido ocultam por vezes sentimentos como a tristeza. O escritor relembra as crianças “que vivem magoadas, pobres, com fome, descriminadas por algum motivo”. O modo como o país não conseguiu “redimir essas infâncias” magoa-o. “Não conseguimos, com tanta cultura e ciência, tanto político e governo, tirar a fome aos miúdos”, diz.

Com O paraíso são os outros, Valter Hugo Mãe inicia agora uma coleção dedicada aos mais novos que deverá ter continuidade nos próximos meses.

Recuar no tempo


Diferente é o caso de Richard Zimler. A ideia de escrever para crianças começou a germinar a partir do momento em que se apercebeu, enquanto professor do ensino superior, que “os alunos portugueses são muito mais passivos do que os americanos”.”Para dar a volta a esta situação lamentável, temos que começar com as crianças, quando ainda têm muito curiosidade e espírito dinámico”, sublinha o autor do recente Se eu fosse.

 

 

 

A “aventura” que representa para Zimler dedicar um título aos mais novos tem também outra vertente mais pessoal de que não abdica, ao permitir que recue mentalmente no tempo e regresse de forma momentânea à sua própria infância.

O grau de encantamento destes leitores fascina-o, porque se afasta das resistências que o público adulto cria. “Para as crianças, ouvir uma história bem contada é uma espécie de magia.  Ficam quase em transe”, recorda.
Se vai voltar a escrever para crianças, confessa ainda não saber:  “Não vejo a necessidade – ou a vantagem – de impor limites à minha criatividade.  Seria contraproducente”.    

Encantamento juvenil

Rui Couceiro, da Porto Editora, reconhece que a popularidade destes escritores (além dos novos títulos de VHM e Zimler, o grupo reeditou ainda A maior flor do Mundo, de José Saramago) faz com que os livros tenham  “um público potencial mais alargado”. Mas a participação não se cingiu ao ato da escrita. Rui Couceiro destaca “o entusiasmo com que viveram todo o processo de escrita e ilustração” das obras, o que “demonstra o quanto valorizam a literatura para a infância”.

Especialista em literatura para a infância, José António Gomes (JAG) não vê nada de surpreendente na apetência que os escritores demonstram pelos livros para a infância. “O universo mítico da infância foi, desde sempre, um grande veio literário; por outro lado, existem afinidades entre o olhar do poeta  e o modo inaugural de ver o mundo por parte da criança. Isto explica que poucos escritores renunciem a este imaginário e, por isso, ele é o húmus de que se nutrem muitas obras”, defende.

Nem só autores profissionais têm escrito obras para os jovens. Figuras do mundo do entretenimento e da televisão têm publicado amiúde neste segmento, valendo-se do mediatismo de que desfrutam. JAG tem dificuldade, no entanto, em apelidar de literatura estes livros, optando por falar em “subprodutos”.

A maior perversidade associada a esta massificação, segundo o professor universitário, é o de poder afastar os jovens de obras literárias mais válidas e recomendáveis. “A confusão e o ruído” gerados por estes livros estendem-se  também aos mediadores da leitura, como bibliotecários e técnicos de biblioteca, professores, animadores, livreiros, “que são muitas vezes responsáveis pela difusão de subprodutos de péssima qualidade, devido a uma muito deficiente educação literária e às próprias pressões do mercado. Isto tem implicações muito negativas nos jovens, na formação de leitores literários”.

Assírio & Alvim reedita mais dois livros de Eugénio

22

Outubro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 19:04
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Sérgio Almeida

 

Limiar dos pássaros e Memória doutro rio são os dois mais recentes títulos publicados pela Assírio & Alvim, no âmbito da reedição da obra completa de Eugénio de Andrade, iniciada em 2012.

 


“Livro áspero, de paraísos perdidos”, é como o ensaísta Pedro Eiras define o título que Eugénio publicou em 1976. No prefácio que acompanha a edição, o autor do recente Bach defende que o livro “explora a violência erótica em clave obscena”.


Bem distante da luminosidade e da clareza associadas à escrita do poeta natural da Póvoa da Atalaia, No limiar dos pássaros revela-nos, pelo contrário, “um denso trabalho da negatividade, da ruína, do incompleto”, considera o investigador do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Apesar de dividido em três partes, o livro não abdica de uma estrutura de continuidade, em tudo semelhante aos andamentos musicais.

A melancolia que percorre os textos, tanto os de prosa como os poéticos, assegura-lhe um lugar especial no contexto da obra de Eugénio.

 


Nas livrarias já se encontra igualmente uma nova edição de Memória doutro rio, cuja publicação original remonta a 1978.


Composto por 51 poemas em prosa, o livro é prefaciado pelo poeta e ensaísta Fernando Guimarães, que salienta “o sentido e ritmo na procura de um melhor equilíbrio”.


Desde 2012, a editora pertencente ao Grupo Porto Editora já publicou Primeiros poemas, As mãos e os frutos, Os amantes sem dinheiro, As palavras interditas. Até amanhã, Coração do dia, Mar de setembro, Ostinato rigore, Afluentes do silêncio, Obscuro domínio, Véspera da água e Escrita da Terra – Homenagens e outros epitáfios.

Fenómeno de Donna Tartt já chegou a Portugal

09

Outubro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 19:26
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Sérgio Almeida

 

Um dos livros-sensação do ano, O pintassilgo já tem uma edição portuguesa. O romance com que Donna Tartt venceu o Prémio Pulitzer e o Andrew Carnegie Medal for Excellence in Fiction foi publicado há poucos dias pela Editorial Presença e promete repetir em Portugal o enorme êxito que tem obtido em praticamente todos os países onde se encontra.

Só nos Estados Unidos permaneceu 30 semanas na liderança da tabela do New York Times, com vendas superiores a um milhão e meio de exemplares.

Aos prémios e reconhecimento do público junta-se ainda a aclamação crítica consensual. Em artigo publicado no New York Times Book Review, Stephen King apelidou o livro de “extraordinária obra de ficção”, “capaz de tocar tanto o coração como a mente”. Idênticos encómios foram feitos em jornais como o Guardian, elevando Donna Tartt ao estatuto de estrela literária do momento.

Onde reside, afinal, o fascínio deste monumental romance de 700 páginas que ocupou uma década da vida da romancista? Parte do caráter viciante do romance reside na figura do protagonista-narrador, Theo Decker, uma personagem ambivalente que empreende uma longa jornada de dissolução moral e pessoal que o leitor vai acompanhando sofregamente.

 

Tudo começa com a morte brutal da mãe do (anti)herói, vítimada por um atentado durante uma visita ao Metropolitan Museum de Nova Iorque. Com apenas 13 anos na altura, Theo escapa como que por milagre ao acidente. Na fuga, acaba por levar consigo uma tela de Carel Fabritius intitulada O pintassilgo, obra predileta da sua progenitora, o que o leva a construir uma relação obsessiva com o quadro.

 

Estão, assim, lançadas as bases para uma narrativa em que os avanços e os recuos, assim como as reviravoltas dramáticas, transformam o leitor em cúmplice dessas desventuras, que acabarão por levar o então inocente Theo a tornar-se, dezena e meia de anos depois, num dos  indivíduos mais procurados pela actualidade...

Uma cidade chamada Lídia Jorge

01

Outubro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:41
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Sérgio Almeida

 

Percorrer as ruas de Penafiel entre hoje e domingo equivale a ser surpreendido quase pela certa, tantas são as atividades ao ar livre (im)previstas. Festival literário que não se confina às quatro paredes de um auditório, o Escritaria mantém a premissa de sempre: homenagear autores vivos de língua portuguesa através de artes tão variadas como o teatro, as artes plásticas ou o cinema.


Foi o que aconteceu, desde 2008, com Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes e Mário de Carvalho. E acontecerá uma vez mais, entre hoje e domingo, dias em que no centro de todas as atividades estarão os livros de Lídia Jorge.


A obra da romancista natural de Boliqueime será esmiuçada em colóquios, apresentações e sessões de cinemas. Mas saltará também para as artérias da cidade de múltiplas formas. Atores da companhia O Andaime vão recriar personagens célebres dos seus livros, frases da romancista vão emoldurar fachadas de edifícios e montras de várias lojas vão estar ornamentadas com alusões aos livros da escritora. Não faltarão sequer peças de arte de rua (como os já icónicos cubos) que qualquer transeunte poderá levar para casa.


Além de Lídia Jorge, presente nos cinco dias do festival, o público que acorrer às iniciativas poderá deparar-se com outros convidados. Eunice Muñoz, José Fanha, Pilar del Rio, Mário de Carvalho, Mónica Baldaque, Inês Pedrosa ou Patrícia Reis são apenas alguns exemplos.
 

Mural dinâmico


Uma das grandes novidades deste ano é a inauguração de um roteiro turístico-literário que contém frases dos autores homenageados pelo festival ao longo dos anos. Espalhadas por diferentes locais, as inscrições permitem que o  turista conheça melhor não apenas a cidade em que se encontra mas também pensamentos soltos de figuras como José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto ou Mário de Carvalho.


“Criar uma relação ainda mais intensa e de maior afetividade de Penafiel com aqueles que vão sendo homenageados” é, no entender do edil local, Antonino Sousa, o propósito da iniciativa”.


É precisamente com a inauguração deste mural dinâmico – que todos os anos aumenta a sua extensão, sempre que se realizar um novo festival – que o festival se inicia. Um momento que, como sublinhou à Lusa Antonino Sousa, “mantém viva a presença e a passagem pela cidade de cada um dos escritores”

 

Destaques do programa

Teatro de rua


Presença assídua no Escritaria, a companhia O Andaime percorre as ruas do centro penafidelense, recriando passagens dos mais significativos romances de Lídia Jorge. As sessões acontecem amanhã e no domingo.

Arte pública


Amanhã, às 17.30 horas, é inaugurada a arte pública que integra esta edição.

Exposição retrospetiva


Nem só de palavras se faz um festival literário. A prová-lo, a exposição Viagem pelo Escritaria, ao encontro de Lídia Jorge, patente no museu local a partir de sexta, às 18.30 horas.

O organista lançado


Um dos pontos altos do Escritaria acontece na noite de sábado. O organista, novo livro da romancista, vai ser lançado às 21.30 horas no Museu Municipal de Penafiel, com apresentação do Padre Anselmo Borges.

 

Conferências


Os dois derradeiros dias do festival literário acolhem conferências que reúnem amigos e especialistas na obra da autora.

"Porto de Encontro" marcado com Manuel Jorge Marmelo

22

Setembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 20:43
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O escritor Manuel Jorge Marmelo tem encontro marcada com os seus leitores no próximo domingo, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, numa sessão que marca o arranque da quarta temporada do Porto de Encontro.


O tempo morto é um bom lugar é o novo livro do autor, cuja obra, iniciada em 1996 e já com mais de duas dezenas de títulos, inclui romances, contos, livros para a infância e crónicas.


No início do ano, Manuel Jorge Marmelo foi galardoado com o Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes D’Escritas pelo romance Uma mentira mil vezes repetida.


Participam ainda na sessão Manuela Ribeiro, da organização do festival literário Correntes D’Escritas, e o ator Flávio Hamilton, que irá ler excertos dos livros do autor em foco na sessão.


Até Dezembro, o Porto de Encontro vai destacar, respectivamente, as obras de Lídia Jorge, Maria Alberta Menéres e Álvaro Magalhães. Nomes que se juntam a uma lista já longa de escritores que passaram por este evento: Luis Sepúlveda, Manuel António Pina, Gonçalo M. Tavares, Mário de Carvalho ou Valter Hugo Mãe, entre muitos outros.

Ken Follett encerra trilogia que revisita o século XX

18

Setembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 18:53
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Já se encontra nas livrarias portuguesas o terceiro e último livro da trilogia O Século, ambicioso projeto literário com o qual Ken Follett revisita a história do século XX.

 

No limiar da eternidade, assim se intitula o livro, inicia-se em 1961 e narra o percurso cruzado de diferentes personagens que testemunham importantes acontecimentos ou transformações ocorridos nesse período.

 

Na então Alemanha de Leste, o escritor britânico conta a história de uma professora primária que, após descobrir que é seguida de perto pela Polícia secreta, conclui que a sua vida é uma mentira.

 

Ainda no continente europeu, mas na Rússia, o romance dá a conhecer dois irmãos com trajetos distintos: enquanto Tania é uma ativista que pugna pelos direitos civis, Dimka torna-se uma figura em ascensão no Partido Comunista.

 

Por fim, nos Estados Unidos, seguimos de perto a vida de um jovem advogado da administração Kennedy que, após conhecer Martin Luther King, se torna um defensor acérrimo dos direitos humanos, lutando ativamente contra a discriminação racial.

 

O livro agora publicado pela Editorial Presença sucede a Queda de gigantes e Inverno do Mundo, romances que venderam 12.5 milhões de exemplares em todo o Mundo.

 

Com 65 anos, Ken Follett publica desde 1976. Em quase 40 anos de atividade, escreveu 30 romances, traduzidos para mais de 30 idiomas, que atingiram vendas globais de 150 milhões de cópias. 

 

A saga Os Pilares da Terra, adaptada para televisão, é a mais bem sucedida da sua carreira, tendo vendido 34 milhões de exemplares.

 

Encontra-se em curso uma adaptação televisiva de O Século.

 

 

Roteiro portuense de Sophia de Mello Breyner Andresen

07

Julho

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:15
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Sérgio Almeida

 

“Os poemas nascem dos lugares”, dizia, amiúde, Sophia de Mello Breyner Andresen, reiterando, deste modo, a importância que teve o Porto, onde viveu até aos 26 anos, na imensa obra que criou. A cidade “firme e inexpugnável”, “mas habitada por súbitos clarões de profecia”, como escreveu, era, para Sophia, sinónimo da extasiante Quinta do Campo Alegre, onde nasceu. Mas outros lugares compuseram a sua memória, poética e não só.  

 

Quinta do Campo Alegre
“Território fabuloso” que inspirou imaginário


 
Em 1895, a Quinta do Campo Alegre passou a ser propriedade da família de Sophia de Mello Breyner Andresen. João Henrique Andresen Júnior, filho de um industrial e comerciante de vinho do Porto, e a mulher, Joana, concluíram o processo de renovação da casa e dos jardins, iniciado por João Silva Monteiro, “brasileiro de torna-viagem”, duas décadas antes. Quando Sophia nasceu, em 1919, a dimensão da quinta era bem superior à atual: para construção dos acessos à Ponte da Arrábida, parte dos terrenos foram anexados.
A quinta tinha uma área tal, como escreveu Fernando Assis Pacheco num trabalho sobre a escritora, “que o filho primogénito, João Henrique, não precisava de galgar os muros para atirar à caça de arribação”.
O “território fabuloso”, como Sophia se referia ao espaço, teve um impacto profundo na sua infância.
A beleza da quinta, hoje pertença do Jardim Botânico do Porto, não contribuiu apenas para povoar o imaginário onírico da autora. Também as festas natalícias, durante as quais as crianças da família (incluindo o primo, Ruben A.) apresentavam espetáculos, serviram de base ao conto “Noite de Natal”.
A decadência que a casa chegou a conhecer foi travada com as obras de reabilitação levadas a cabo em 2011.

 


Colégio do Sagrado Coração de Maria
O espaço onde decifrou o mistério das letras
 


Hoje, chama-se Colégio do Rosário, mas era Colégio do Sagrado Coração de Maria quando Sophia de Mello Breyner ali iniciou os estudos. Permaneceu na mesma escola uma década, antes de estudar Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, e desenvolveu uma relação de grande proximidade com as educadoras, sobretudo a professora de Português, D. Carolina.
 


Praça Carlos Alberto
Descobrir a pé os encantos da cidade
Andar a pé pela cidade do Porto era um prazer de que Sophia de Mello Breyner Andresen não abdicava na juventude. A Praça de Carlos Alberto era um dos espaços preferidos, para o que contribuía a existência, nos quarteirões limítrofes, de várias livrarias e salas de chá, onde se detinha por longas horas.


 
Paço do Bispo
Visitas ao Bispo que fez frente a Salazar
 
Educada de acordo com os preceitos católicos, a poetisa visitava com frequência o Paço do Bispo durante o “consulado” de D. António Ferreira Gomes. Num poema dedicado ao “bispo sem medo” – que escreveu uma carta crítica a Salazar, tendo pago essa ousadia com um exílio de uma década –, a autora de “O cavaleiro da Dinamarca recordou “a sabedoria, compaixão e justiça” da figura.


Livraria Figueirinhas
De visitante assídua a autora do catálogo


 

O gosto pela leitura surgiu bem cedo. Das várias livrarias que visitava, a Figueirinhas, então situada na Rua do Almada, era uma das preferidas. Anos mais tarde, começou a publicar na mesma editora a maioria dos seus títulos para a infância.
 

Granja
“O sítio do Mundo de que mais gosto”

 

A ligação da escritora à Granja, pequena localidade costeira pertencente ao concelho de Vila Nova de Gaia, é por de mais conhecida. As longas férias de verão eram invariavelmente passadas na casa familiar situada a poucos metros da praia. Depois da morte do pai, as visitas ao Porto tornaram-se menos frequentes, mas nem assim deixou de frequentar a moradia. Numa carta dirigida a Miguel Torga, confessou mesmo que “a Granja é o sítio do Mundo de que mais gosto. Há aqui qualquer alimento secreto”. 
 

O mundo secreto de Sophia de Mello Breyner

02

Julho

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 18:29
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Sérgio Almeida 


Mesmo vivendo “imersa no mundo dos poemas”, Sophia de Mello Breyner Andresen não era indiferente à realidade circundante. Retrato da autora no dia em que se assinala o 10º aniversário da sua morte, dominado pela cerimónia de trasladação para o Panteão Nacional.

 

Em 1963, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís e o marido, Alberto Luís, viajaram de carro até à Grécia, território pelo qual ambas as escritoras nutriam um fascínio muito especial. Mais de meio século decorrido, Alberto Luís ainda conserva, com espantosa nitidez, todos os detalhes de uma viagem em que as visitas aos túmulos sagrados e as boleias aos turistas de ocasião foram uma constante.

 

Com “filosofias de vida distintas”, como recorda o médico, os desentendimentos ocasionais só vieram dar razão a Agustina, que, mal foi apresentada a Sophia, terá confidenciado que estavam condenadas a admirarem-se, mas não necessariamente a serem amigas.

“Ao contrário de Sophia, a Maria Agustina achava que cada viagem que fazia não era a última”, recorda Alberto Luís, que, como exemplo, cita um episódio em que ambas se zangaram porque a romancista, já cansada, não quis acompanhar a poetisa até ao cume de um monte para visitar um túmulo. “No ano seguinte, viajou de novo à Grécia e fez questão de tirar uma fotografia no mesmo local e enviá-lo a Sophia”, afirma.

 

Os atritos entre duas personalidades tão fortes não beliscou uma relação que, além das viagens conjuntas, foi fortalecida através de uma intensa correspondência. A possibilidade de tornar públicas essas cartas num futuro próximo é rejeitada por Alberto Luís, devido ao teor confessional das mesmas e ao facto de alguns dos protagonistas ainda serem vivos. “Talvez daqui a 50 anos possam ser publicadas”, sugere.

 

“Grande inteireza”


 

Gastão Cruz era um jovem poeta no final dos anos 50 quando conheceu Sophia, de cuja obra já era admirador. A quebra de fascínio que tantas vezes acontece quando se priva com um ídolo não se aplicou no seu caso: “Ela irradiava um fascínio muito próprio, magnético mesmo. Nada era falso, não havia posse. Tinha a grandeza das pessoas simples”.


Com os anos, o autor de Observação do verão passou a fazer parte do círculo próximo de amigos da poetisa. Nas idas frequentes à sua casa, recorda “as conversas sobre tudo, da poesia à política”, em que o chá era a bebida obrigatória.

E embora “vivesse imersa no mundo dos poemas”, não era desligada das questões mais terrenas. “Estava alheada das pequenas coisas finitas, mas concentrava-se nas que realmente importam”.

 

Uma opinião perfilhada pelo também poeta e ensaísta Fernando Pinto do Amaral, que, mesmo não tendo convivido em muitas ocasiões com a autora, recorda “uma pessoa com grande inteireza”.

Dos encontros que manteve com a primeira mulher a ser galardoada com o Prémio Camões, a poetisa Marta Cristina de Araújo retém, sobretudo, “a voz belíssima e o mistério da profundidade”, lamentando apenas a de não ter tido a possibilidade de “privar mais” com Sophia.

 

“Demasiado próxima para poder falar com distanciamento”, Isabel Andresen, uma das quatro filhas da escritora, recorda “uma mãe única e insubstituível” que conciliava os deveres filiais com uma obra eterna.

Tributo a Sophia de Mello Breyner na Casa da Música

18

Junho

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:57
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A Casa da Mùsica, no Porto, vai receber, já no próximo dia 25, às 21.30 horas, uma grande homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen, a propósito do décimo aniversário do seu falecimento.

 

Inserida no Porto de Encontro, ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, a sessão ocorre a poucos dias da trasladação para o Panteão Nacional, uma honra reservada às maiores figuras da nação.

 

O tributo inclui uma conversa em que vão participar Maria Andresen, Miguel Sousa Tavares, Teresa Andresen, Carlos Mendes de Sousa, Rui Moreira e Luís Miguel Cintra.

 

A intercalar o debate, estão previstas várias performances, incluindo do Balleteatro Escola Profissional e leituras de poemas por Luís Miguel Cintra, Luísa Cruz, Dora Rodrigues e João Paulo Sousa.

 

No encerramento da sessão, António Vitorino de Almeida vai interpretar ao piano alguns dos compositores favoritos de Sophia.

 

A entrada é gratuita, mas está sujeita ao levantamento prévio de bilhetes na Casa da Música (máximo dois por pessoa).


A edição dedicada a Sophia marca o final da terceira temporada deste ciclo. Desde novembro de 2011 já foram destacadas obras de quase 30 autores, entre os quais Mário de Carvalho, Valter Hugo Mãe, Manuel António Pina, Gonçalo M. Tavares, Miguel Miranda e Dulce Maria Cardoso.

Jorge Sousa Braga em foco no "Porto de Encontro"

14

Maio

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:03

 

Jorge Sousa Braga é o autor em destaque na edição deste mês do Porto de Encontro, que se realiza já neste domingo, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.


Durante a sessão vai ser apresentada a nova edição de O poeta nu, livro que recolhe a poesia integral publicada pelo autor.


O também poeta e médico João Luís Barreto Guimarães é o convidado especial de uma sessão em que participam, como diseurs, Ana Celeste Ferreira e José Carlos Tinoco.
 

O Porto de Encontro é um ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora. Já na 27ª edição, a iniciativa tem recebido, desde 2011, nomes cimeiros da literatura portuguesa e não só, como Gonçalo M. Tavares, Luis Sepúlveda, Manuel António Pina, Richard Zimler e Miguel Miranda.

 

 

Tertúlia literária assinala 25 de abril no Porto

23

Abril

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:29
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A 26ª edição do Porto de Encontro, ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, vai ser dedicada na íntegra às comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.


No sábado, às 15.30 horas, a Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, vai ser palco da apresentação dos livros Os rapazes dos tanques, de Adelino Gomes e Alfredo Cunha, e Zeca Afonso – livra-te do medo, de José A. Salvador.


Além da presença dos autores, a sessão vai contar ainda com a participação de Ilda Figueiredo, Paulo Cunha e Silva e Luís Humberto Marcos, na qualidade de diseurs.


No final, está prevista uma atuação da Associação José Afonso (Norte), através dos músicos Ana Afonso, Ana Ribeiro, Fernando Lacerda, Manuel Magalhães e Miguel Marinho.

 

Desde novembro de 2011 passaram pelo Porto de Encontro mais de duas dezenas de autores, entre os quais Manuel António Pina, Gonçalo M. Tavares, Mário de Carvalho, Miguel Miranda e Dulce Maria Cardoso.

Agostinho da Silva morreu há 20 anos

03

Abril

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:22
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Vinte anos depois do seu falecimento, Agostinho da Silva continua a ser uma referência obrigatória no pensamento filosófico português do século XX.

 

No entanto, a escassa divulgação recente em torno da sua obra ameaça lançar no esquecimento uma figura que, pela verve e originalidade, cativou milhares de portugueses durante décadas.

 

Na ausência de grandes esforços por parte das entidades oficiais , tem sido a Associação Agostinho da Silva (AAS) a grande promotora da obra do pensador. Além de um portal na Internet, a associação de cariz privado, fundada em 1995, organiza com regularidade iniciativas que pretendem reunir os devotos de Agostinho da Silva, ao mesmo tempo que procura atrair novos interessados.

 

A venda de livros, a edição de um boletim informativo ou a organização de tertúlias são as atividades mais emblemáticas da AAS.  A próxima  decorre dia 12, às  16 horas, na Casa Bocage, em Setúbal.O céu strela o azul e tem grandeza. António Vieira e Agostinho da Silva: nexos e extrapolações é o mote da intervenção de Ricardo Ventura.

 

Em 2000, foi aventada a hipótese de transformar a casa onde nasceu o filósofo, na Travessa da Nova Sintra, no Porto, num centro de estudos. O projeto, do Círculo de Amigos de Agostinho da Silva, não saiu do papel devido a constrangimentos financeiros.

 


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