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"Porto de Encontro" marcado com Manuel Jorge Marmelo

22

Setembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 20:43
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O escritor Manuel Jorge Marmelo tem encontro marcada com os seus leitores no próximo domingo, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, numa sessão que marca o arranque da quarta temporada do Porto de Encontro.


O tempo morto é um bom lugar é o novo livro do autor, cuja obra, iniciada em 1996 e já com mais de duas dezenas de títulos, inclui romances, contos, livros para a infância e crónicas.


No início do ano, Manuel Jorge Marmelo foi galardoado com o Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes D’Escritas pelo romance Uma mentira mil vezes repetida.


Participam ainda na sessão Manuela Ribeiro, da organização do festival literário Correntes D’Escritas, e o ator Flávio Hamilton, que irá ler excertos dos livros do autor em foco na sessão.


Até Dezembro, o Porto de Encontro vai destacar, respectivamente, as obras de Lídia Jorge, Maria Alberta Menéres e Álvaro Magalhães. Nomes que se juntam a uma lista já longa de escritores que passaram por este evento: Luis Sepúlveda, Manuel António Pina, Gonçalo M. Tavares, Mário de Carvalho ou Valter Hugo Mãe, entre muitos outros.

Ken Follett encerra trilogia que revisita o século XX

18

Setembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 18:53
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Já se encontra nas livrarias portuguesas o terceiro e último livro da trilogia O Século, ambicioso projeto literário com o qual Ken Follett revisita a história do século XX.

 

No limiar da eternidade, assim se intitula o livro, inicia-se em 1961 e narra o percurso cruzado de diferentes personagens que testemunham importantes acontecimentos ou transformações ocorridos nesse período.

 

Na então Alemanha de Leste, o escritor britânico conta a história de uma professora primária que, após descobrir que é seguida de perto pela Polícia secreta, conclui que a sua vida é uma mentira.

 

Ainda no continente europeu, mas na Rússia, o romance dá a conhecer dois irmãos com trajetos distintos: enquanto Tania é uma ativista que pugna pelos direitos civis, Dimka torna-se uma figura em ascensão no Partido Comunista.

 

Por fim, nos Estados Unidos, seguimos de perto a vida de um jovem advogado da administração Kennedy que, após conhecer Martin Luther King, se torna um defensor acérrimo dos direitos humanos, lutando ativamente contra a discriminação racial.

 

O livro agora publicado pela Editorial Presença sucede a Queda de gigantes e Inverno do Mundo, romances que venderam 12.5 milhões de exemplares em todo o Mundo.

 

Com 65 anos, Ken Follett publica desde 1976. Em quase 40 anos de atividade, escreveu 30 romances, traduzidos para mais de 30 idiomas, que atingiram vendas globais de 150 milhões de cópias. 

 

A saga Os Pilares da Terra, adaptada para televisão, é a mais bem sucedida da sua carreira, tendo vendido 34 milhões de exemplares.

 

Encontra-se em curso uma adaptação televisiva de O Século.

 

 

Roteiro portuense de Sophia de Mello Breyner Andresen

07

Julho

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:15
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Sérgio Almeida

 

“Os poemas nascem dos lugares”, dizia, amiúde, Sophia de Mello Breyner Andresen, reiterando, deste modo, a importância que teve o Porto, onde viveu até aos 26 anos, na imensa obra que criou. A cidade “firme e inexpugnável”, “mas habitada por súbitos clarões de profecia”, como escreveu, era, para Sophia, sinónimo da extasiante Quinta do Campo Alegre, onde nasceu. Mas outros lugares compuseram a sua memória, poética e não só.  

 

Quinta do Campo Alegre
“Território fabuloso” que inspirou imaginário


 
Em 1895, a Quinta do Campo Alegre passou a ser propriedade da família de Sophia de Mello Breyner Andresen. João Henrique Andresen Júnior, filho de um industrial e comerciante de vinho do Porto, e a mulher, Joana, concluíram o processo de renovação da casa e dos jardins, iniciado por João Silva Monteiro, “brasileiro de torna-viagem”, duas décadas antes. Quando Sophia nasceu, em 1919, a dimensão da quinta era bem superior à atual: para construção dos acessos à Ponte da Arrábida, parte dos terrenos foram anexados.
A quinta tinha uma área tal, como escreveu Fernando Assis Pacheco num trabalho sobre a escritora, “que o filho primogénito, João Henrique, não precisava de galgar os muros para atirar à caça de arribação”.
O “território fabuloso”, como Sophia se referia ao espaço, teve um impacto profundo na sua infância.
A beleza da quinta, hoje pertença do Jardim Botânico do Porto, não contribuiu apenas para povoar o imaginário onírico da autora. Também as festas natalícias, durante as quais as crianças da família (incluindo o primo, Ruben A.) apresentavam espetáculos, serviram de base ao conto “Noite de Natal”.
A decadência que a casa chegou a conhecer foi travada com as obras de reabilitação levadas a cabo em 2011.

 


Colégio do Sagrado Coração de Maria
O espaço onde decifrou o mistério das letras
 


Hoje, chama-se Colégio do Rosário, mas era Colégio do Sagrado Coração de Maria quando Sophia de Mello Breyner ali iniciou os estudos. Permaneceu na mesma escola uma década, antes de estudar Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, e desenvolveu uma relação de grande proximidade com as educadoras, sobretudo a professora de Português, D. Carolina.
 


Praça Carlos Alberto
Descobrir a pé os encantos da cidade
Andar a pé pela cidade do Porto era um prazer de que Sophia de Mello Breyner Andresen não abdicava na juventude. A Praça de Carlos Alberto era um dos espaços preferidos, para o que contribuía a existência, nos quarteirões limítrofes, de várias livrarias e salas de chá, onde se detinha por longas horas.


 
Paço do Bispo
Visitas ao Bispo que fez frente a Salazar
 
Educada de acordo com os preceitos católicos, a poetisa visitava com frequência o Paço do Bispo durante o “consulado” de D. António Ferreira Gomes. Num poema dedicado ao “bispo sem medo” – que escreveu uma carta crítica a Salazar, tendo pago essa ousadia com um exílio de uma década –, a autora de “O cavaleiro da Dinamarca recordou “a sabedoria, compaixão e justiça” da figura.


Livraria Figueirinhas
De visitante assídua a autora do catálogo


 

O gosto pela leitura surgiu bem cedo. Das várias livrarias que visitava, a Figueirinhas, então situada na Rua do Almada, era uma das preferidas. Anos mais tarde, começou a publicar na mesma editora a maioria dos seus títulos para a infância.
 

Granja
“O sítio do Mundo de que mais gosto”

 

A ligação da escritora à Granja, pequena localidade costeira pertencente ao concelho de Vila Nova de Gaia, é por de mais conhecida. As longas férias de verão eram invariavelmente passadas na casa familiar situada a poucos metros da praia. Depois da morte do pai, as visitas ao Porto tornaram-se menos frequentes, mas nem assim deixou de frequentar a moradia. Numa carta dirigida a Miguel Torga, confessou mesmo que “a Granja é o sítio do Mundo de que mais gosto. Há aqui qualquer alimento secreto”. 
 

O mundo secreto de Sophia de Mello Breyner

02

Julho

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 18:29
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Sérgio Almeida 


Mesmo vivendo “imersa no mundo dos poemas”, Sophia de Mello Breyner Andresen não era indiferente à realidade circundante. Retrato da autora no dia em que se assinala o 10º aniversário da sua morte, dominado pela cerimónia de trasladação para o Panteão Nacional.

 

Em 1963, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís e o marido, Alberto Luís, viajaram de carro até à Grécia, território pelo qual ambas as escritoras nutriam um fascínio muito especial. Mais de meio século decorrido, Alberto Luís ainda conserva, com espantosa nitidez, todos os detalhes de uma viagem em que as visitas aos túmulos sagrados e as boleias aos turistas de ocasião foram uma constante.

 

Com “filosofias de vida distintas”, como recorda o médico, os desentendimentos ocasionais só vieram dar razão a Agustina, que, mal foi apresentada a Sophia, terá confidenciado que estavam condenadas a admirarem-se, mas não necessariamente a serem amigas.

“Ao contrário de Sophia, a Maria Agustina achava que cada viagem que fazia não era a última”, recorda Alberto Luís, que, como exemplo, cita um episódio em que ambas se zangaram porque a romancista, já cansada, não quis acompanhar a poetisa até ao cume de um monte para visitar um túmulo. “No ano seguinte, viajou de novo à Grécia e fez questão de tirar uma fotografia no mesmo local e enviá-lo a Sophia”, afirma.

 

Os atritos entre duas personalidades tão fortes não beliscou uma relação que, além das viagens conjuntas, foi fortalecida através de uma intensa correspondência. A possibilidade de tornar públicas essas cartas num futuro próximo é rejeitada por Alberto Luís, devido ao teor confessional das mesmas e ao facto de alguns dos protagonistas ainda serem vivos. “Talvez daqui a 50 anos possam ser publicadas”, sugere.

 

“Grande inteireza”


 

Gastão Cruz era um jovem poeta no final dos anos 50 quando conheceu Sophia, de cuja obra já era admirador. A quebra de fascínio que tantas vezes acontece quando se priva com um ídolo não se aplicou no seu caso: “Ela irradiava um fascínio muito próprio, magnético mesmo. Nada era falso, não havia posse. Tinha a grandeza das pessoas simples”.


Com os anos, o autor de Observação do verão passou a fazer parte do círculo próximo de amigos da poetisa. Nas idas frequentes à sua casa, recorda “as conversas sobre tudo, da poesia à política”, em que o chá era a bebida obrigatória.

E embora “vivesse imersa no mundo dos poemas”, não era desligada das questões mais terrenas. “Estava alheada das pequenas coisas finitas, mas concentrava-se nas que realmente importam”.

 

Uma opinião perfilhada pelo também poeta e ensaísta Fernando Pinto do Amaral, que, mesmo não tendo convivido em muitas ocasiões com a autora, recorda “uma pessoa com grande inteireza”.

Dos encontros que manteve com a primeira mulher a ser galardoada com o Prémio Camões, a poetisa Marta Cristina de Araújo retém, sobretudo, “a voz belíssima e o mistério da profundidade”, lamentando apenas a de não ter tido a possibilidade de “privar mais” com Sophia.

 

“Demasiado próxima para poder falar com distanciamento”, Isabel Andresen, uma das quatro filhas da escritora, recorda “uma mãe única e insubstituível” que conciliava os deveres filiais com uma obra eterna.

Tributo a Sophia de Mello Breyner na Casa da Música

18

Junho

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:57
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A Casa da Mùsica, no Porto, vai receber, já no próximo dia 25, às 21.30 horas, uma grande homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen, a propósito do décimo aniversário do seu falecimento.

 

Inserida no Porto de Encontro, ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, a sessão ocorre a poucos dias da trasladação para o Panteão Nacional, uma honra reservada às maiores figuras da nação.

 

O tributo inclui uma conversa em que vão participar Maria Andresen, Miguel Sousa Tavares, Teresa Andresen, Carlos Mendes de Sousa, Rui Moreira e Luís Miguel Cintra.

 

A intercalar o debate, estão previstas várias performances, incluindo do Balleteatro Escola Profissional e leituras de poemas por Luís Miguel Cintra, Luísa Cruz, Dora Rodrigues e João Paulo Sousa.

 

No encerramento da sessão, António Vitorino de Almeida vai interpretar ao piano alguns dos compositores favoritos de Sophia.

 

A entrada é gratuita, mas está sujeita ao levantamento prévio de bilhetes na Casa da Música (máximo dois por pessoa).


A edição dedicada a Sophia marca o final da terceira temporada deste ciclo. Desde novembro de 2011 já foram destacadas obras de quase 30 autores, entre os quais Mário de Carvalho, Valter Hugo Mãe, Manuel António Pina, Gonçalo M. Tavares, Miguel Miranda e Dulce Maria Cardoso.

Jorge Sousa Braga em foco no "Porto de Encontro"

14

Maio

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:03

 

Jorge Sousa Braga é o autor em destaque na edição deste mês do Porto de Encontro, que se realiza já neste domingo, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.


Durante a sessão vai ser apresentada a nova edição de O poeta nu, livro que recolhe a poesia integral publicada pelo autor.


O também poeta e médico João Luís Barreto Guimarães é o convidado especial de uma sessão em que participam, como diseurs, Ana Celeste Ferreira e José Carlos Tinoco.
 

O Porto de Encontro é um ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora. Já na 27ª edição, a iniciativa tem recebido, desde 2011, nomes cimeiros da literatura portuguesa e não só, como Gonçalo M. Tavares, Luis Sepúlveda, Manuel António Pina, Richard Zimler e Miguel Miranda.

 

 

Tertúlia literária assinala 25 de abril no Porto

23

Abril

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:29
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A 26ª edição do Porto de Encontro, ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, vai ser dedicada na íntegra às comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.


No sábado, às 15.30 horas, a Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, vai ser palco da apresentação dos livros Os rapazes dos tanques, de Adelino Gomes e Alfredo Cunha, e Zeca Afonso – livra-te do medo, de José A. Salvador.


Além da presença dos autores, a sessão vai contar ainda com a participação de Ilda Figueiredo, Paulo Cunha e Silva e Luís Humberto Marcos, na qualidade de diseurs.


No final, está prevista uma atuação da Associação José Afonso (Norte), através dos músicos Ana Afonso, Ana Ribeiro, Fernando Lacerda, Manuel Magalhães e Miguel Marinho.

 

Desde novembro de 2011 passaram pelo Porto de Encontro mais de duas dezenas de autores, entre os quais Manuel António Pina, Gonçalo M. Tavares, Mário de Carvalho, Miguel Miranda e Dulce Maria Cardoso.

Agostinho da Silva morreu há 20 anos

03

Abril

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:22
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Vinte anos depois do seu falecimento, Agostinho da Silva continua a ser uma referência obrigatória no pensamento filosófico português do século XX.

 

No entanto, a escassa divulgação recente em torno da sua obra ameaça lançar no esquecimento uma figura que, pela verve e originalidade, cativou milhares de portugueses durante décadas.

 

Na ausência de grandes esforços por parte das entidades oficiais , tem sido a Associação Agostinho da Silva (AAS) a grande promotora da obra do pensador. Além de um portal na Internet, a associação de cariz privado, fundada em 1995, organiza com regularidade iniciativas que pretendem reunir os devotos de Agostinho da Silva, ao mesmo tempo que procura atrair novos interessados.

 

A venda de livros, a edição de um boletim informativo ou a organização de tertúlias são as atividades mais emblemáticas da AAS.  A próxima  decorre dia 12, às  16 horas, na Casa Bocage, em Setúbal.O céu strela o azul e tem grandeza. António Vieira e Agostinho da Silva: nexos e extrapolações é o mote da intervenção de Ricardo Ventura.

 

Em 2000, foi aventada a hipótese de transformar a casa onde nasceu o filósofo, na Travessa da Nova Sintra, no Porto, num centro de estudos. O projeto, do Círculo de Amigos de Agostinho da Silva, não saiu do papel devido a constrangimentos financeiros.

 

Editora de literatura gay exporta para 50 países

26

Março

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 20:14


Sérgio Almeida

 

Em apenas dois anos, a Index Books, editora especializada em ebooks de literatura gay, alcançou mais de 50 mil downloads.

As vendas acumuladas dos 11 títulos que já publicaram superam os objetivos iniciais traçados pelos responsáveis. Os números, já respeitáveis, ganham ainda maior significado se se disser que o Brasil representa mais de 80% das vendas. Ou ainda que os downloads foram feitos em mais de 50 países.

 

Portugal, com três mil ebooks vendidos, aparece logo a seguir. Estados Unidos, Alemanha e França são outros mercados de relevo.

O êxito, segundo o editor João Máximo, não é alheio à “reduzida oferta“ da literatura LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgénera) de qualidade, tanto em Portugal como no Brasil. “Os leitores estão ansiosos por este tipo de obras e, quando surgem, se são de qualidade e a preços sensatos, compram”, frisa. Apesar da boa aceitação do formato eletrónico, a Index afirma não desprezar o papel.

 

“Se alguma editora tradicional se mostrar interessada no nosso catálogo para imprimir em papel e distribuir pelos circuitos normais, teremos todo o gosto em nos sentarmos para conversar sobre o assunto”, garante o editor.


Entretanto, já está à venda (download gratuito do ebook) o livro de Paulo Azevedo Chaves e Raimundo de Moraes, Poemas Homoeróticos Escolhidos, uma coletânea de poesia que reúne poesia dos autores e oito traduções de grandes poetas como Cassiano Nunes, António Botto, Walt Whitman, Abu Nuwas, Federico Garcia-Lorca, Luís Cernuda, Jean Genet, Constantino Cavafy ou Paul Verlaine.

Teolinda Gersão apresenta novo romance no Porto

17

Março

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:46
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A 25ª sessão do Porto de Encontro, ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, acontece já no próximo domingo, dia 23, às 17 horas.

 

Na Biblioteca Almeida Garrett, Teolinda Gersão vai falar sobre o seu mais recente livro, Passagens.

 

Traduzidos para 11 idiomas, os livros de Teolinda Gersão já foram distinguidos com importantes prémios literários como o Camilo Castelo Branco, Inês de Castro ou Fernando Namora.

 

A sessão vai contar com a presença de José Carlos Tinoco, que irá ler excertos da obra da autora em foco, e de  Nuno Carinhas, diretor do Teatro Nacional S. João.

 

Desde 2011, o Porto de Encontro”já recebeu mais de duas dezenas de escritores, entre os quais Luis Sepúlveda, Mário de Carvalho, Dulce Maria Cardoso, Miguel Miranda e Gonçalo M. Tavares.

 

Romances eróticos deixaram de estar na sombra

11

Março

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 18:04
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(direitos reservados)

 

Sérgio Almeida


O êxito da trilogia As cinquenta sombras de Grey (375 mil exemplares vendidos em Portugal) catapultou a literatura erótica para a linha da frente das prioridades editoriais. Um filão que parece longe de esgotado.

 

Encontrar, até há um par de anos, um romance erótico nas livrarias portuguesas não era tarefa impossível... mas quase. Além da oferta residual, os títulos disponíveis eram remetidos para estantes inacessíveis, como se pudessem ferir o olhar dos leitores puritanos.


O que mudou entretanto para que o´género erótico passasse a estar em “toda” a parte? Cláudia Gomes, responsável pela chancela 5 Sentidos, não duvida da importância do fenómeno Cinquenta sombras de Grey”, de E. L. James, responsável por “ter tirado este género da ‘sombra’”. Os 375 mil livros vendidos em Portugal pela popular trilogia não só vieram provar que os livros eróticos também podem ser “best sellers”, como desmistificaram a ideia de que apenas as mulheres os consomem. Movidos pela curiosidade, muitos homens também se renderam à história protagonizada por Anastasia Steele e pelo experiente Christian Grey.

 

Ao ultrapassar o universo de leitoras habituais do género – que José Prata, editor da Lua de Papel, estima em apenas 20 mil –, os romances de E. L. James abriram uma verdadeira “caixa de Pandora”.

De súbito, apareceram chancelas especificamente voltadas para o erotismo, interessadas em explorar o filão. As coleções já existentes, por seu turno, reforçaram a aposta, beneficiando também da maior visibilidade dada pelas livrarias.

 

O fenómeno extravasa em muito a componente literária, defende Cláudia Gomes, para quem “muitos dos tabus à volta dos temas têm perdido expressão”. “Fala-se mais abertamente”, resume.

Se a popularidade de que goza este género é hoje irrefutável, prever que a moda se prolongue no tempo talvez seja otimismo a mais. É o próprio responsável pela Lua de Papel quem o admite: “Imaginemos uma pedra a ser atirada a um lago; provoca uma série de ondas, mas, passado algum tempo, volta à ondulação normal. Vai acontecer aqui a mesma coisa: Cinquenta sombras foi a pedra que provocou a primeira e maior das ondas, vários livros publicados a seguir foram as réplicas e em breve voltará tudo ao mesmo”.

Clubes do livro das TV são alavanca para o êxito

27

Fevereiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 17:34
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Sérgio Almeida

 

O regresso da Coleção RTP é o exemplo mais recente de uma tendência que tem ganho força: as parcerias entre editoras e canais de TV para potenciar o êxito dos livros. Uma estratégia que tem dado bons resultados.

 

O primeiro lugar do top de vendas de livros da semana passada pertencia a Flávio Capuleto, escritor de 71 anos que acaba de publicar O inferno no Vaticano.

 

A surpresa por vermos um autor (ainda) desconhecido do grande público ocupar um lugar habitualmente reservado a figuras públicas é atenuada se dissermos que o romance tem sido amplamente publicitado na televisão, devido a um acordo de parceria estabelecido entre a editora Guerra & Paz e a SIC.


 

Nem todos os títulos do Clube do Livro SIC – assim se intitula a coleção – se convertem em imediatos “best sellers”, mas é convicção do editor da Guerra & Paz, Manuel S. Fonseca, que o “empurrão” televisivo acaba por ser uma ajuda preciosa.

 

“Em dois anos, o Clube do Livro SIC converteu-se numa coleção considerada e desejada pelos principais agentes do mercado livreiro. Cada um dos dez livros que lançamos por ano desperta um enorme interesse dos livreiros”, reforça o editor, que já desempenhou o cargo de diretor de programas da SIC.

Generalistas aderem

 

Coincidência ou não, a RTP resolveu, há um par de meses, reativar a mítica coleção de bolso que, no início da década de 1970, ajudou a difundir junto de um público alargado obras de autores universais como Tolstoi, Tchekhov, Camus, Unamuno ou Stendhal, a par de escritores contemporâneos.

O conceito da renovada coleção é agora outro, segundo João Gonçalves, editor da Marcador, chancela escolhida pela estação pública para dar continuidade à iniciativa: “Queremos dar visibilidade a novos autores nacionais em várias áreas e, por outro lado, ajudar autores já publicados a promover da melhor forma os seus livros”.

 

Difundir os produtos “num meio de comunicação que normalmente não está ao alcance dos reduzidos orçamentos das editoras”, como salienta João Gonçalves, é a principal vantagem extraída pelas casas editoriais. As estações, por seu turno, não só adquirem um capital de prestígio adicional, como conseguem potenciar alguns dos seus produtos (de Alta definição a Dancin’days são vários os programas convertidos em livros).

 

Ao contrário das outras generalistas, a TVI não tem uma parceria fixa com uma editora. Por um motivo concreto: do universo empresarial da Prisa, grupo espanhol que detém a estação de Queluz, faz parte a Objectiva, editora que já publicou um livro biográfico de Judite Sousa sobre Álvaro Cunhal.

Livros de História no top

A editora Clube do Autor seguiu uma via alternativa à adotada pela Marcador e Guerra & Paz. Em vez de uma parceria que envolve a exibição de anúncios, contactou o Canal História para adaptar os conteúdos daquela estação para o formato livro.

 

O resultado é uma coleção sobre grandes temas históricos que tem conquistado milhares de leitores. Os grandes mistérios da História, um dos cinco títulos publicados, já vai na sétima edição.

Ainda assim, a editora não rejeita outras colaborações ou parcerias “que possam trazer maior diversidade de conteúdos e aumentar o número de leitores”.

 

TÍTULOS

 

SIC/Guerra & Paz


Acreditar, rezar, amar
Maria Helena

O meu médico de família
Pedro Lopes

O inferno no Vaticano
Flávio Capuleto

Diário de um gajo divorciado em tempo de crise
António Costa Santos

Corações re-partidos
Ana Paula Almeida

Ainda sonho contigo
Fannie Flagg

Cartas da Maya: o dilema

A menina dos ossos de cristal
Ana Simão

A dona de casa perfeita
Mónica Duarte

A vida de Jesus
Raul Correia/Carlos Alberto Santos

Alta definição: a verdade do olhar
Daniel Oliveira

 

Viagem ao medo em 80 dias

José Jorge Letria

 

RTP/Marcador

 

A filha do barão
Célia Correia Loureiro

Dieta das princesas
Catarina Beato

 

TVI/Objectiva

 

Álvaro, Eugénia e Ana
Judite Sousa

 

História/Clube do Autor

A História da grande guerra: os anos do conflito, as suas causas e consequências

 

Os grandes mistérios da História

 

As grandes profecias da História

 

Livros de Calvin & Hobbes vão ser reeditados

12

Fevereiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 19:09
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Todos os álbuns da série Calvin & Hobbes, de Bill Waterson, começam a ser reeditados pela Gradiva já este  mês. O Essencial de Calvin & Hobbes é o primeiro volume.

 

Esgotados há vários anos, os álbuns conhecem agora novas edições, com o propósito de chegar a novas gerações.

 

Foi em 1992 que a Gradiva iniciou a publicação da série Calvin & Hobbes, com  um álbum homónimo. O enorme sucesso ditou na altura a reedição consecutiva de todos os volumes da obra.  

 

“A obra de Bill Watterson é absolutamente única, um clássico, e, por isso, decidimos relançar todos os álbuns investindo significativamente na promoção desse lançamento, porque achamos que a série merece absolutamente ser lida pelas novas gerações”, explicou Guilherme Valente, editor da Gradiva, que descobriu a série logo nos seus primórdios no South China Morning Post,  de Hong Kong.

 

Traduzidas em mais de 40 línguas, as tiras de Watterson já venderam 30 milhões de exemplares em todo o mundo.

 

Recentemente, o autor foi galardoado com o Grande Prémio de Banda Desenhada do Festival de Angoulême 2014.

Mário Zambujal conversa com leitores no Porto

10

Fevereiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:14
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A edição deste mês do Porto de Encontro, um ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora, realiza-se já neste sábado, dia 15, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.


O convidado central da sessão é Mário Zambujal, autor de obras marcantes como Crónica dos bons malandros e À noite logo se vê. No final do ano passado publicou O diário oculto de Nora Rute, livro narrado por uma personagem de romance que, ao anotar a sua vida num diário, vai escrevendo, no desconhecimento do que virá a seguir, o seu próprio romance.

 

Com um longo passado como jornalista, que incluiu passagens por órgãos de comunicação como RTP, Diário de Notícias, Record ou O Século, foi ainda guionista. Em 1984, foi-lhe atribuída a Ordem do Infante D. Henrique.

 

O jornalista Germano Silva e a diseuse  Manuela Leitão são os outros convidados desta edição, com entrada livre.


 

Ao longo das anteriores 23 edições, que atraíram perto de sete mil espectadores, passaram pelo ciclo autores como Luis Sepúlveda, Valter Hugo Mãe, Mário de Carvalho, Richard Zimler e José Tolentino Mendonça, entre muitos outros. 
 

"A arma secreta" é o novo livro de Robert Muchamore

30

Janeiro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 17:48
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Chega às livrarias no final da próxima semana A arma secreta, terceiro livro da série Henderson's Boy, iniciada com A evasão e O dia da águia.

Na nova série, Robert Muchamore explora as origens da Cherub, organização secreta que constitui o braço juvenil do MI5 britânico.

A ação do livro decorre em 1941, ano em que o Governo prepara um exército formado por agentes ultrasscretos. O objetivo consiste em fazer dos agentes de Henderson uma arma secreta capaz de surpreender e desorientar os adversários. Lançados de paraquedas em território inimigo, têm como missão atravessar o país, recorrendo a estratégias várias para serem bem sucedidos.

Para criar Cherub, Muchamore, nascido em Inglaterra há 42 annos, inspirou-se na própria experiência profissional. Durante 13 anos foi detetive privado, tendo resolvido abandonar essa atividade para dedicar-se a tempo inteiro à escrita.

Os 18 volumes da série já publicado em Portugal venderam um total de 370 mil exemplares, número que a colocam no topo das coleções juvenis mais populares.


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