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Bragança no arranque da "Viagem Literária"

24

Abril

2015

Publicado por Sergio_Almeida às 19:04
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“Um festival em capítulos” é como Rui Couceiro, da Porto Editora (PE), resume a Viagem Literária”. Bragança é a primeira capital de distrito a receber o evento, já amanhã (sábado), às 17 horas, no Teatro Municipal, com a participação de Luis Sepúlveda e Valter Hugo Mãe.

Durante os próximos 18 meses estão previstas outras tantas 'viagens' por cada uma das capitais de distrito, excluindo Porto e Lisboa, por já receberem com regularidade eventos literários.

“O restante país, onde hoje até já se programa com excelente qualidade, é muitas vezes esquecido por quem programa à escala nacional. A Viagem Literária é uma iniciativa democrática, porque é gratuita e também porque é descentralizadora”, sublinha Rui Couceiro.


O formato é idêntico todos os meses: dois escritores cimeiros do catálogo da PE vão estar à conversa com João Paulo Sacadura, moderador das sessões. Para os próximos meses está assegurada a participação de Laurentino Gomes e Richard Zimler (os dois protagonistas na sessão marcada para 22 de maio, em Vila Real), Francisco José Viegas, José Rentes de Carvalho, José Eduardo Agualusa, Rosa Montero, Miguel Esteves Cardoso, Bruno Vieira Amaral ou Pedro Vieira.

Aproximar a população dos escritores é um objetivos dociclo, que pretende ainda fomentar o gosto pela leitura e estimular o pensamento. “Há um potencial novo leitor em cada cidadão, independentemente da idade que tenha”, defende o responsável da PE.

João Tordo apresenta novo romance no Porto

20

Abril

2015

Publicado por Sergio_Almeida às 18:28
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João Tordo é o protagonista da edição deste mês do Porto de Encontro, ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora. A sessão realiza-se no domingo, às 17 horas, na Casa das Artes, no Porto, com entrada livre.

Formado em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa, João Tordo é autor de oito romances, publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha e Brasil.

Com o romance As três vidas, conquistou o Prémio Literário José Saramago 2009. Foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores e do Prémio Fernando Namora.

Da sua obra publicada constam ainda os romances O Livro dos Homens sem Luz (2004), Hotel Memória (2007), Anatomia dos Mártires (2011) e O Ano Sabático (2013), Biografia involuntária dos amantes (2014).

 O luto de Elias Gro, publicado esta semana, vai conhecer a apresentação no Porto durante a sessão.

As habituais leituras vão ser asseguradas pelo poeta Renato Filipe Cardoso.

 

"Porto de Encontro" recebe Lídia Jorge

25

Março

2015

Publicado por Sergio_Almeida às 15:46
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É já neste sábado, dia 28, às 17 horas, que o Porto de Encontro – ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora desde novembro de 2011 – regressa à Biblioteca Municipal Almeida Garrett para mais uma sessão recheada de livros e conversa.

Lídia Jorge é a autora central da 35ª sessão. Autora de uma vasta premiada nacional e internacionalmente, foi considerada, em 2013, pela prestigiada revista francesa Le Magazine Littéraire “uma das 10 grandes vozes da
literatura estrangeira”.

O organista, o seu mais recente livro, estará em destaque na conversa que será mantida ao longo da sessão.

 

A professora universitária e ensaísta Maria João Reynaud será a convidada especial da sessão, enquanto Ana Celeste Ferreira irá ler excertos da obra da escritora em destaque.

João Luís Barreto Guimarães, Gonçalo M. Tavares, Álvaro Magalhães, Maria Alberta Menéres e Manuel Jorge Marmelo foram, até ao presente, os escritores em foco na quarta temporada deste ciclo, que reuniram mais de um milhar de espectadores.

 

Barreto Guimarães em foco no "Porto de Encontro"

12

Fevereiro

2015

Publicado por Sergio_Almeida às 15:57
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O poeta João Luís Barreto Guimarães é o convidado central da edição de fevereiro do Porto de Encontro, ciclo de conversas com escritores promovido pela Porto Editora desde novembro de 2011, que decorre no dia 22, às 17 horas, na Casa das Artes, no Porto.


Desde 1989, ano em que saiu Há violinos na tribo, Barreto Guimarães já publicou uma dezena de títulos, incluindo duas reuniões da sua poesia.

 Você está aqui, de 2013, é o seu livro mais recente, mas um novo título de poesia de sua autoria deverá chegar às livrarias antes do final do ano.


A sessão vai contar com a participação do ator António Durães, que irá ler excertos da obra do autor em destaque, e do poeta Rui Lage.


Gonçalo M. Tavares, Álvaro Magalhães, Maria Alberta Menéres e Manuel Jorge Marmelo foram, até ao presente, os escritores em foco na quarta temporada deste ciclo, que reuniram mais de um milhar de espectadores.

Mais detalhes sobre a sessão podem encontrados em www.facebook.com/portodeencontro

Poesia não tem segredos para Bonfim e Paranhos

04

Fevereiro

2015

Publicado por Sergio_Almeida às 16:31
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Sérgio Almeida

 

Todas as semanas há saraus e recitais de poesia no Porto com lotação esgotada. Das várias juntas de freguesias que acolhem iniciativas do género, as de Paranhos e do Bonfim distinguem-se pelo dinamismo.

 

A agenda de Lourdes dos Anjos nunca esteve tão sobrecarregada desde que se reformou do ensino, há uma década. “Há semanas em que vou ler poesia a três sítios. Lares, centro de dia, igrejas, juntas de freguesia... Nunca digo que não”, afirma, orgulhosa.

Se os locais das sessões vão variando consoante os convites, há um que se mantém fixo desde 2009. Nos primeiros sábados de cada mês, Lourdes dos Anjos dinamiza, juntamente com Ana e Eduardo Roseira, o ciclo A poesia anda no ar.

Promovidas pela Junta de Freguesia de Paranhos, as sessões decorrem na casa da cultura local e ostentam, invariavelmente, casa cheia. Uma adesão que agrada ao presidente da junta, Alberto Machado, para quem “a cultura é fundamental para a valorização das pessoas”.

O papel da junta vai além da simples cedência das instalações. Todos os anos é delineado o programa para a temporada seguinte, em que não falta sequer a associação da poesia a uma determinada arte, seja a pintura ou a música. “O nosso envolvimento é total”, acrescenta o presidente, satisfeito com o facto de a aposta não implicar sequer “um grande investimento monetário”.

Os recitais não são a única iniciativa artística que decorre na Casa da Cultura de Paranhos, espaço que durante a semana recebe ações de formação para desempregados ou cursos de línguas.

É aos fins de semana que a Casa da Cultura faz inteiro jus ao nome, acolhendo sessões de lançamento de livros ou inaugurações de exposições de pintura e escultura.

 

 

Ainda mais antiga é a ligação do Bonfim à poesia: desde a década de 80 que a freguesia da zona oriental do Porto dá o nome a um grupo de poetas liderado por Jorge Vieira.

As sessões encontram-se em pousio devido aos problemas de saúde do principal dinamizador, mas a junta garante que a aposta se mantém. “Ainda agora lançámos um novo repto para que reativassem os saraus”, revela José Soares, responsável do pelouro da Cultura da Junta de Freguesia do Bonfim.

A cedência de instalações para os recitais é apenas uma das ações “pró-poéticas” desenvolvidas pela autarquia. A compra de exemplares de edições de poesia, o acolhimento de sessões de apresentação de livros ou o patrocínio de excursões ao Encontro Nacional de Poetas, no Gerês, são outros exemplos desse investimento.

“Interessa-nos tudo o que seja cultura”, frisa José Soares, que reafirma “a liberdade total de conteúdos” consagrada aos participantes.



Poesia à solta na cidade


Pinguim

As históricas sessões no Pinguim, criadas por Joaquim Castro Caldas, realizam-se há 26 anos. Às segundas e terças-feiras.


Olimpo

“Poesia para maiores... de ideias” é como os mentores Luís Beirão e A. Pedro Ribeiro definem as sessões da “Poesia de choque”, que decorrem nas terceiras quintas-feiras de cada mês no portuense Olimpo.


Aduela

Nesta taberna-bar situada nas imediações do Teatro Carlos Alberto, a poesia dita leis às segundas.


Cadeira de Van Gogh

No último sábado de cada mês, esta associação cultural dedica uma sessão à palavra poética.

Bastidores da política desvendados em romance

20

Janeiro

2015

Publicado por Sergio_Almeida às 15:35
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Sérgio Almeida

 

As relações perigosas entre política, jornalismo e negócios servem de base à trama de Ambição, o romance de estreia de Lurdes Feio que acaba de ser publicado pela Guerra e Paz.


No centro da ação encontra-se o caso extraconjugal de um ministro, Francisco Mortágua, com uma jornalista de renome, Marta Santiago. Essa relação vai acabar por transformar o político num alvo fácil tanto para a oposição como para os próprios colegas de Governo, abrindo caminho para a chantagem e corrupção.

Jornalista durante 30 anos, mais de metade dos quais a trabalhar na secção de Política, a autora admite ter-se inspirado no quotidiano que vivenciou durante esse período para a trama do romance. Um sonho antigo finalmente concretizado.

“Não escrevi o livro para que fosse polémico, mas admito que alguém se possa sentir atingido com ele. Se qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência? Prefiro dizer que é uma ficção que poderia ser verdadeira”, sintetiza.

Concluído o livro, a jornalista fez questão de o dar a conhecer a membros da classe política que não se encontram a desempenhar funções partidárias. As reações não poderiam ser mais positivas. Se Marcelo Rebelo de Sousa elogiou o “magnífico ‘thriller ‘passional com um toque jornalístico”, Luís Marques Mendes, por seu turno, prognosticou um sucesso da obra, “pelo amor, paixão, intriga, traição e o picante político que são os bastidores do poder”.

Ambição  é o romance de estreia de Lurdes Feio, mas não o seu primeiro livro. Anteriormente, já havia publicado Para onde vai o nosso dinheiro. Apesar de pertencerem a géneros distintos, os dois livros apresentam em comum uma vontade de exercício da cidadania, aliada ao gosto pela escrita. Saudosa dos ambiente das redações dos jornais, a autora não esconde, por outro lado, que a recém-descoberta faceta literária está a ser do seu inteiro agrado. “Tenho ideias para outros romances”, confidencia.

A apresentação do romance é hoje, às 18.30 horas, no EL Corte Inglés de Lisboa. A jornalista Paula Magalhães vai falar sobre o livro. Embora não haja, para já, datas marcadas nesse sentido, Lurdes Feio confessa que gostaria de apresentar o seu romance noutras cidades portuguesas.

Gonçalo M. Tavares em foco no "Porto de Encontro"

16

Janeiro

2015

Publicado por Sergio_Almeida às 20:19

 

 

 

A primeira edição do ano do Porto de Encontro acontece já no próximo sábado, dia 24, às 16 horas, com Gonçalo M. Tavares como autor em destaque.

No Teatro Nacional São João, no Porto, o aclamado autor de Jerusalém e Matteo perdeu o emprego vai falar sobre os seus dois mais recentes livros, Uma menina está perdida no seu século à procura do pai e Os velhos também querem viver.

O arquiteto Eduardo Souto de Moura, o ator Luís Araújo e os Ana Bacalhau e Júlio Resende são outros dos participantes da sessão

Nascido em 1970, Gonçalo M. Tavares apresenta um percurso literário amplamente reconhecido nacional e internacionalmente. A sua obra está presente em 46 países e traduzida em 30 línguas.

O acesso à sala é gratuito, mas está sujeito ao levantamento antecipado dos bilhetes, disponíveis no TNSJ a partir das 14 horas do dia da sessão (máximo de dois bilhetes por espectador).

Biografias em alta nas apostas para 2015

06

Janeiro

2015

Publicado por Sergio_Almeida às 20:26
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 Sérgio Almeida

O novo ano mal começou, mas já são conhecidas as apostas das editoras portuguesas até dezembro. Os novos romances de Ian McEwan, Patrick Modiano e António Lobo Antunes estão entre os mais aguardados.

Sinal do ‘voyeurismo’ crescente da sociedade ou consolidação de um género que nunca gozou de grande popularidade entre nós, a verdade é que as biografias estão em destaque nas apostas das editoras para este ano.

Uma das obras que deverá atrair maiores atenções é a biografia de Robin Williams, da autoria de Emily Herbert. Publicado pela Clube do Autor, o livro presta particular atenção à luta contra a depressão que o ator, falecido em agosto passado, travou durante largos anos.

O estranhíssimo colosso é o título da biografia de Agostinho da Silva (na foto em cime) que a Quetzal prevê publicar. Um retrato feito por António Cândido Franco, autor que já publicou biografias sobre Inês de Castro ou Rainha Santa Isabel.

Em fevereiro, chega O meu pai, o general sem medo, livro de memórias de Eva Delgado sobre Humberto Delgado.

Ainda nas biografias, destaca-se o livro que Juan Pablo Escobar escreveu sobre o pai, o narcotraficante Pablo Escobar, mas também mais um título sobre Cristiano Ronaldo, assinado por Antoine Grynbaum e Marco Martins.

I am Malala é o título original da biografia escrita por Jeffrey Krames sobre a Prémio Nobel da Paz de 2014 (na foto em baixo). Dirigido ao público juvenil, o livro procura reeditar o êxito alcançado pela anterior biografia publicada pela Presença, que vendeu 16 mil exemplares.

 

 

 

De Mário Cláudio (O fotógrafo e a rapariga) a António Lobo Antunes (Da natureza dos deuses), 2015 vai ser pródigo em novidades no que concerne à literatura de língua portuguesa. O próximo romance de Mia Couto, ainda sem título, vai ser publicado no segundo semestre e é uma das apostas da Caminho.

Além dos novos romances de Miguel Real e João Ricardo Pedro, merece relevo a publicação de Diários da prisão, de Luandino Vieira.

Ainda mais extensa é a lista de apostas na ficção internacional. Dos mais populares, salientam-se Umberto Eco (Número zero), Patrick Modiano (L’herbe des nuits, no original) Philip Roth (Lição de anatomia), Toni Morrison (Home, em inglês)

Ainda este mês, chega às livrarias Cidade Perdida, de James Rollins. Trata-se do primeiro livro da série Força Sigma, a mais conhecida série do autor.

Nas reedições, sobressaem dois nomes: Sophia de Mello Breyner (Obra poética vai ser lançado pela Assírio & Alvim) e Valter Hugo Mãe, cujos seis romances vão conhecer novas edições.

Os 50 anos de edição original do emblemático livro Praça da canção, de Manuel Alegre, vão ser assinalados pela Dom Quixote. Já nas próximas semanas chega às livrarias uma edição comemorativa.

No reino dos prováveis campeões de vendas, a Presença propõe nomes de peso logo a abrir o ano: Jodi Picoult, uma das autoras de eleição junto do numeroso público feminino, regressa com Tempo de partir; da prestigiada Donna Tart, cujo romance Pintassilgo foi amplamente saudado pelo público e pela crítica, chega A história secreta. Por fim, O homem de São Petersburgo, mostra-nos alguns dos condimentos habituais da escrita de Ken Follett: ação e muita intriga.

Se os livros de e sobre o Papa Francisco se tornaram rotineiros nos últimos tempos, refletindo a popularidade de que goza o sumo pontífice, Liderar com humildade promete acrescentar novos elementos à imensa informação já disponibilizada sobre Jorge Bergoglio. Tudo porque Jeffrey Krames analisa o Papa sob a perspetiva da liderança, explicando que os líderes e gestores “podem adaptar esta filosofia nos seus locais de trabalho com resultados impressionantes”.

Muito ativa no mercado está também o grupo 20/20 Editora, detentor de chancelas como a Booksmile, Topseller e Vogais. Depois de ter terminado 2014 como “o quinto maior grupo nacional em unidades, com a Bookmsile a assumir-se como a terceira maior editora infantojuvenil em valor, a 20/20 apresenta uma série de novidades. A maior das quais é a criação de uma nova chancela, que arranca em maio com um romance inédito da Nobel Pearl S. Buck.

 

 

 

Philippa Gregory (na foto), uma das autores mais populares da atualidade no domínio do romance histórico, é o mais recente nome do catálogo da editora, de que já fazem outros pesados-pesados comerciais como James Patterson, Jeff Kinney ou Janet Evanovich.

Apesar de a literatura anglossaxónica continuar a estar em maioria, nota-se um maior esforço em publicar autores nacionais. A psicóloga dos miúdos, de Rita Castanheira Alves, Na nascente, de Magda Roma, são disso prova.

 

 

 

 

 

Outros destaques


Sonho português
Paulo Castilho (Dom Quixote)

Se eu fosse chão
Nuno Camarneiro (Dom Quixote)

Desamparo

Inês Pedrosa (Dom Quixote)

Ana de Amsterdam
Ana Cássia Rebelo (Quetzal)

A vida amorosa de Nathaniel P.
Adelle Waldman (Teorema)

1889
Laurentino Gomes (Porto Editora)

A ridícula ideia de não voltar a ver-te
Rosa Montero (Porto Editora)

A noite sonhada
Màxim Huerta
(Clube do Autor)

Criatividade

Ed Catmull (Clube do Autor)

A noite sonhada
Màxim Huerta (Clube do Autor)

70% acrílico, 30% lã
Violla di Grado (Sextante)

As raízes do céu
Romain Gary (Sextante)

O Rei
JR Ward (Casa das Letras)

Chineasy
Shaolan (Casa das Letras)

Uma Aventura na pousada
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (Caminho)

Amnésia
Peter Carey (Gradiva)

The buried giant (título em inglês)
Kazuo Ishiguro (Gradiva)

Má luz
Carlos Castán (Teorema)

Sacrifício a Molek
Asa Larsson (Planeta)

Desejo de chocolate
Care Santos (Planeta)

A Senhora Clap
Marta Vaz (Planeta)

Superar o muro
Papa Francisco (Paulinas)

Os noivos
Alessandro Manzoni (Paulinas)

Jesus
James Martin (Paulinas)

Merlin
T.A. Barron (Editorial Presença)

Galveston

Nic Pizzolato (Editorial Presença)

O bicho da seda
Robert Galbraith (Editorial Presença)

A cada dia
David Levithan (Topseller)

Confissões de Catarina de Médicis
W. C. Gortner (Topseller)

Estação da paixão

Sadie Matthews (Topseller)

O monstro
José Fanha (Booksmile)

Não deixes o pombo guiar o autocarro!

Mo Willems (Booksmile)

MBA para a vida real
Jack Welsh (Vogais)

How Google works (título em inglês)
Eric Schmitt (Vogais)

As instruções da Pitonisa
Erik Axl Sund (Bertrand)

A lista negra
Brad Thor (Bertrand)

As terras Devastadas - A torre negra - Livro 3 –

Stephen King (Bertand)

Património literário do Porto votado ao abandono

31

Dezembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 11:32

 

Casa onde morreu António Nobre, em 1900

 

Sérgio Almeida

 

Locais incontornáveis do roteiro literário portuense, as principais casas ligadas à vida de escritores consagrados caminham a passos largos para a degradação total. Na gaveta continuam projetos que visam a reabilitação.

Têm em comum a ligação biográfica a grandes vultos da literatura portuguesa, mas também o abandono e a degradação que apresentam atualmente. As casas em que Almeida Garrett, António Nobre e Eugénio de Andrade habitaram a dada altura das suas vidas encontram-se devolutas ou usadas para outros fins.

O agravamento da situação tem alarmado várias figuras da cidade, como o escritor Mário Cláudio e o editor José da Cruz Santos, que, há longos anos, têm procurado reunir esforços para que a autarquia trave a decadência e, numa fase posterior, transforme os edifícios em espaços de divulgação cultural.

“A Casa de António Nobre poderia ser o equivalente, no Porto, à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa”, sustenta Mário Cláudio. Se a estreita ligação do poeta ao Porto (cidade onde nasceu, em 1867, e viria a falecer, 33 anos mais tarde) já seria um motivo forte para o avanço da empreitada, mais premente ainda se torna a mesma com a existência de um amplo espólio depositado na Biblioteca Pública Municipal do Porto, que integra, além da biblioteca pessoal do autor, manuscritos e vestuário.

A localização privilegiada do imóvel – situado numa das zonas mais apetecíveis da cidade, a Foz – acaba por dificultar a sua aquisição por parte da Câmara. Por isso, Mário Cláudio teme que o objetivo do propriétário passe por deixar o edifício ruir por si, vendendo de seguida o terreno. No entanto, afirma o romancista, “bastaria que o edifício fosse classificado como sendo de interesse municipal para que a fachada fosse protegida”.

 

 

 

Também Cruz Santos ainda não desistiu de ver concretizado um sonho de longa data:  ver a casa onde Garrett nasceu transformada num espaço dedicado “à maior figura da História do Porto”. A inexistência de espólio no Porto ligado ao escritor (parte do qual acaba, aliás, de ser adquirido pela Secretaria de Estado da Cultura) não demove o editor, para quem a futura Casa Garrett poderia acolher  ‘memorabilia’ alusiva ao liberalismo e romantismo, movimentos a que o escritor esteve intimamente ligado.

O editor da Modo de Ler acredita que as mais-valias obtidas pela cidade excederiam o plano cultural, cotando-se ainda como atração turística: “Todos os anos milhares de turistas visitam a casa onde as irmãs Brontë moravam na aldeia de Harworth, em Yorkshire”.

A estes exemplos podemos ainda somar mais um. Localizada na Rua de Santa Catarina, a casa onde viveu Arnaldo Gama, escritor portuense da segunda metade do século XIX, apresenta óbvios sinais de degradação. Projetos para recuperar o espaço não existem, até porque a obra do autor de O sargento-mor de Vilar há muito que caiu no esquecimento quase generalizado.

Ao mesmo infortúnio escapou a moradia onde Guerra Junqueiro viveu nos seus últimos anos. Por motivos bem diversos: o escritor doou o amplo edifício à cidade. A importante coleção de arte nacional e internacional justificou a abertura de uma casa-museu, que ainda hoje se mantém.

A Câmara do Porto diz estar atenta ao estado de ruína em que se encontram as casas de escritores como António Nobre. Todavia, garante que só tomará uma decisão sobre as mesmas quando houver uma decisão judicial relativa ao processo que envolve os herdeiros de Eugénio de Andrade.

Recorde-se que o anterior executivo intentou (e concretizou) uma ação de despejo contra os ocupantes da casa onde o poeta morou durante mais de uma década. Com a extinção da Fundação Eugénio de Andrade, a Câmara entendeu que cessaram igualmente os direitos dos habitantes da casa. Os herdeiros contestaram a ação e aguarda-se agora por uma decisão dos tribunais.

Por isso, Paulo Cunha e Silva, vereador da Cultura da Câmara, diz ser “precipitado” tomar uma posição antes que haja uma sentença. “É uma questão jurídica complexa”, reconhece.

Cunha e Silva assume que se trata de “projetos interessantes”, mas afirma, por outro lado, que “exigem um financiamento que não existe no atual quadro camarário”, embora a questão pudesse ser contornada com a candidatura a fundos europeus.

Outra das grandes vantagens da reabilitação da casa de Almeida Garrett, em Campanhã, bem como da de António Nobre, na Foz, passaria pela dinamização das zonas envolventes. “São freguesias carenciadas de conteúdos, pelo que qualquer projeto seria bem-vindo“, resume.

Livro elege os 21 portugueses do milénio

17

Dezembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:34

 

 

 Sérgio Almeida

 

"O génio, o engenho e a arte” dos portugueses que ajudaram a construir a identidade de Portugal ao longo de quase mil anos de História são o enfoque do novo livro da Modo de Ler.


A obra 21 personalidades dos séculos XX-XXI escolhem as 21 personalidades portuguesas do milénio é “uma amostra emérita da sociedade portuguesa atual”. A definição pertence a António Ramalho Eanes, autor do prefácio.

“Neles, na história dos nossos maiores, se pode e deve colher ensinamentos de competência e eficácia, procurar inspiração de ousar, para a nossa ação”, escreve o antigo presidente da República.

A ideia original partiu do editor José da Cruz Santos; Valdemar Cruz, jornalista e escritor, concretizou-a, instando 21 figuras do presente, pertencentes a várias áreas, a elegerem o português mais marcante de todos os tempos, no que constituiu, segundo confessa o autor da obra, uma “viagem feita de espanto”.

Cruz Santos salienta o “papel cívico” da obra”, que pretende “chamar a atenção para figuras do milénio, algumas esquecidas” e contribuir ainda para que “os mais jovens fiquem a conhecer as figuras e a História do país”.

O painel de jurados integra escritores (Vasco Graça Moura e Mário Cláudio, entre outros), cineastas (Manoel de Oliveira), arquitetos (Eduardo Souto de Moura), artistas plásticos (Nikias Skapinakis) ou músicos (Carlos do Carmo). Mas há ainda figuras ligadas à Ciência (Sobrinho Simões), política (Freitas do Amaral, Carlos Carvalhas), religião (D. Januário Torgal Ferreira) ou ensaio (Eduardo Lourenço).

A diversidade da lista reflete-se nas escolhas finais. Não faltam figuras ligadas à fundação do país como Afonso Henriques (escolhido por José Mattoso) ou da sua expansão marítima (Infante D. Henrique, eleito por Eduardo Lourenço), entre muitos outros exemplos.

Para lá da representação de diferentes artes e épocas, sobressai, como nota de curiosidade, a ausência de personalidades do meio musical. Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz são outros dos vultos ausentes das escolhas.


As escolhas dos jurados


José Mattoso:
D. Afonso Henriques

Maria Helena Rocha Pereira:
Pedro Hispano

Eduardo Lourenço:
Infante D. Henrique

Nikias Skapinakis:
Nuno Gonçalves

Mário Soares:
D. João II

Maria de Sousa:

Garcia de Orta

António Borges Coelho:
Fernão Mendes Pinto

Vasco Graça Moura:
Luís Vaz de Camões

Urbano Tavares Rodrigues:

Prior do Crato

Marcelo Rebelo de Sousa:
Padre António Vieira

Sobrinho Simões:

Ribeiro Sanches

Freitas do Amaral:
Mouzinho da Silveira

Miguel Veiga:
Almeida Garrett

Guilherme Oliveira Martins
Alexandre Herculano

Manoel de Oliveira:

Teixeira de Pascoaes

Rui Vieira Nery:

Aristides de Sousa Mendes

Eduardo Souto de Moura:

Fernando Pessoa

D. Januário Torgal Ferreira:

D. António Ferreira Gomes

Carlos Carvalhas:
Álvaro Cunhal

Mário Cláudio:
Agustina Bessa-Luís

Carlos do Carmo:
José Saramago

Álvaro Magalhães protagoniza tertúlia no sábado

10

Dezembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 16:00
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A Casa das Artes recebe, já neste sábado, às 18 horas, a presença de Álvaro Magalhães, protagonista da 31ª edição do ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro.

Com três décadas de atividade literária, Álvaro Magalhães é um dos mais destacados escritores portugueses para a infância e juventude.

Nas largas dezenas de livros já publicados, fazem parte colecções como Triângulo Jota, Picasso & Van Gogh ou o Vampiro Valentim, seguidas por muitos milhares de leitores.

O estranhão é o mais recente livro do escritor e conta as desventuras de Fred, um pré-adolescente com uma inteligência acima da média que procura sobreviver num meio escolar que lhe é hostil, mesmo que para tal tenha que se fingir de estúpido.

Nas livrarias já se encontra também O clube dos imortais, uma aventura inédita pertencente à popular coleção juvenil Triângulo Jota. Neste episódio, o Joel, o Jorge e a Joana investigam um estranho caso que envolve aparições de pessoas que morreram há pouco tempo mas teimam em continuar vivas.

A sessão de sábado vai contar ainda com a participação de Inês Fonseca Santos e do Bando dos Gambozinos, sob direcção de Suzana Ralha.

O Porto de Encontro é um evento promovido pela Porto Editora com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Norte, Sociedade Portuguesa de Autores, Jornal de Notícias, Antena 1, Porto Canal, Porto Barros, Arcádia e Livrarias Bertrand.


 

Maria Alberta Menéres homenageada no Porto

07

Novembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 19:46
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A cantora e compositora Eugénia Melo e Castro, o escritor António Torrado, o comissário do Plano Nacional de Leitura Fernando Pinto do Amaral e a ilustradora Mariana Melo são os participantes da edição deste mês do ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro, durante a qual vai ser homenageada a escritora Maria Alberta Menéres. A sessão está marcada para o dia 16 (domingo), às 17 horas, na Casa das Artes, no Porto.


No final do debate, Eugénia Melo e Castro, filha da escritora em foco, vai interpretar ao vivo alguns temas do álbum Conversas com versos, uma adaptação do livro homónimo da autoria de Maria Alberta Menéres, agora publicado pela Porto Editora.


Nascida em 1930, em Vila Nova de Gaia, Maria Alberta Menéres é autora de uma obra poética vasta que se encontra representada em várias antologias literárias nacionais e estrangeiras.


Desde 1952, ano da estreia, escreveu perto de sete dezenas de livros para crianças em géneros como os contos, a poesia, a banda desenhada, o teatro e novela. Como reconhecimento dessa atividade contínua de promoção da leitura junto dos mais novos, recebeu, em 1986, o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças "pelo conjunto da sua obra literária e pela manutenção de um alto nível de qualidade".


Apesar do prestígio alcançado nos livros infantis, não se limitou a este género. Prova disso foi a Antologia da novíssima poesia portuguesa, que organizou em conjunto com o seu marido, E. M. de Melo e Castro.


Além das dezenas de livros publicadas, foi professora dos ensinos básico e secundário nas disciplinas de Língua Portuguesa e História, tendo apresentado inúmeros programas televisivos para crianças. De 1974 a 1986, foi diretora do Departamento de Programas Infan tis e Juvenis da RTP.

Livros para os mais novos atraem consagrados

05

Novembro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 15:44
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Sérgio Almeida


Ganharam prestígio nos romances, mas não abdicam de incursões regulares na escrita para os mais jovens.

Richard Zimler e Valter Hugo Mãe são apenas dois exemplos de uma longa lista que não para de crescer.
Seja pela dimensão encantatória  do imaginário infantil ou até pela vontade em começar a garantir um público desde os bancos da escola, há cada vez mais escritores popularizados na ficção que abraçam a literatura para os mais novos.

O fenómeno não é recente, embora tenha ganho maior expressão nos últimos anos. Ao longo dos tempos, têm sido imensos os autores que se deixaram tentar pela escrita para  infância. Apenas em Portugal, é possível citar nomes tão fundamentais como Antero de Quental,  Fernando Pessoa, Guerra Junqueiro, Gomes Leal, Afonso Lopes Vieira ou Fernando Pessoa, sem esquecer os mais recentes Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Hélia Correia, Manuel Alegre ou Francisco Duarte Mangas.

Com quatro livros para crianças, Valter Hugo Mãe (VHM) não é, seguramente, um debutante nas lides. Mas, ao cabo de tantos livros, diz continuar a sentir-se “policiado”.  “Sou desconfiado de cada ideia. Temo veicular algo que seja abusivo e que não me compita levar às crianças”, defende o escritor, para quem “é fundamental que os textos para miúdos sejam indutores muito claros de valores fundamentais da humanidade”.

VHM não se limita a escrever as histórias. A ida às escolas faz sempre parte do processo, o que ao longo dos tempos lhe trouxe “muitas recordações e alguns amigos”. A alegria e o entusiasmo com que costuma ser recebido ocultam por vezes sentimentos como a tristeza. O escritor relembra as crianças “que vivem magoadas, pobres, com fome, descriminadas por algum motivo”. O modo como o país não conseguiu “redimir essas infâncias” magoa-o. “Não conseguimos, com tanta cultura e ciência, tanto político e governo, tirar a fome aos miúdos”, diz.

Com O paraíso são os outros, Valter Hugo Mãe inicia agora uma coleção dedicada aos mais novos que deverá ter continuidade nos próximos meses.

Recuar no tempo


Diferente é o caso de Richard Zimler. A ideia de escrever para crianças começou a germinar a partir do momento em que se apercebeu, enquanto professor do ensino superior, que “os alunos portugueses são muito mais passivos do que os americanos”.”Para dar a volta a esta situação lamentável, temos que começar com as crianças, quando ainda têm muito curiosidade e espírito dinámico”, sublinha o autor do recente Se eu fosse.

 

 

 

A “aventura” que representa para Zimler dedicar um título aos mais novos tem também outra vertente mais pessoal de que não abdica, ao permitir que recue mentalmente no tempo e regresse de forma momentânea à sua própria infância.

O grau de encantamento destes leitores fascina-o, porque se afasta das resistências que o público adulto cria. “Para as crianças, ouvir uma história bem contada é uma espécie de magia.  Ficam quase em transe”, recorda.
Se vai voltar a escrever para crianças, confessa ainda não saber:  “Não vejo a necessidade – ou a vantagem – de impor limites à minha criatividade.  Seria contraproducente”.    

Encantamento juvenil

Rui Couceiro, da Porto Editora, reconhece que a popularidade destes escritores (além dos novos títulos de VHM e Zimler, o grupo reeditou ainda A maior flor do Mundo, de José Saramago) faz com que os livros tenham  “um público potencial mais alargado”. Mas a participação não se cingiu ao ato da escrita. Rui Couceiro destaca “o entusiasmo com que viveram todo o processo de escrita e ilustração” das obras, o que “demonstra o quanto valorizam a literatura para a infância”.

Especialista em literatura para a infância, José António Gomes (JAG) não vê nada de surpreendente na apetência que os escritores demonstram pelos livros para a infância. “O universo mítico da infância foi, desde sempre, um grande veio literário; por outro lado, existem afinidades entre o olhar do poeta  e o modo inaugural de ver o mundo por parte da criança. Isto explica que poucos escritores renunciem a este imaginário e, por isso, ele é o húmus de que se nutrem muitas obras”, defende.

Nem só autores profissionais têm escrito obras para os jovens. Figuras do mundo do entretenimento e da televisão têm publicado amiúde neste segmento, valendo-se do mediatismo de que desfrutam. JAG tem dificuldade, no entanto, em apelidar de literatura estes livros, optando por falar em “subprodutos”.

A maior perversidade associada a esta massificação, segundo o professor universitário, é o de poder afastar os jovens de obras literárias mais válidas e recomendáveis. “A confusão e o ruído” gerados por estes livros estendem-se  também aos mediadores da leitura, como bibliotecários e técnicos de biblioteca, professores, animadores, livreiros, “que são muitas vezes responsáveis pela difusão de subprodutos de péssima qualidade, devido a uma muito deficiente educação literária e às próprias pressões do mercado. Isto tem implicações muito negativas nos jovens, na formação de leitores literários”.

Assírio & Alvim reedita mais dois livros de Eugénio

22

Outubro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 19:04
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Sérgio Almeida

 

Limiar dos pássaros e Memória doutro rio são os dois mais recentes títulos publicados pela Assírio & Alvim, no âmbito da reedição da obra completa de Eugénio de Andrade, iniciada em 2012.

 


“Livro áspero, de paraísos perdidos”, é como o ensaísta Pedro Eiras define o título que Eugénio publicou em 1976. No prefácio que acompanha a edição, o autor do recente Bach defende que o livro “explora a violência erótica em clave obscena”.


Bem distante da luminosidade e da clareza associadas à escrita do poeta natural da Póvoa da Atalaia, No limiar dos pássaros revela-nos, pelo contrário, “um denso trabalho da negatividade, da ruína, do incompleto”, considera o investigador do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Apesar de dividido em três partes, o livro não abdica de uma estrutura de continuidade, em tudo semelhante aos andamentos musicais.

A melancolia que percorre os textos, tanto os de prosa como os poéticos, assegura-lhe um lugar especial no contexto da obra de Eugénio.

 


Nas livrarias já se encontra igualmente uma nova edição de Memória doutro rio, cuja publicação original remonta a 1978.


Composto por 51 poemas em prosa, o livro é prefaciado pelo poeta e ensaísta Fernando Guimarães, que salienta “o sentido e ritmo na procura de um melhor equilíbrio”.


Desde 2012, a editora pertencente ao Grupo Porto Editora já publicou Primeiros poemas, As mãos e os frutos, Os amantes sem dinheiro, As palavras interditas. Até amanhã, Coração do dia, Mar de setembro, Ostinato rigore, Afluentes do silêncio, Obscuro domínio, Véspera da água e Escrita da Terra – Homenagens e outros epitáfios.

Fenómeno de Donna Tartt já chegou a Portugal

09

Outubro

2014

Publicado por Sergio_Almeida às 19:26
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Sérgio Almeida

 

Um dos livros-sensação do ano, O pintassilgo já tem uma edição portuguesa. O romance com que Donna Tartt venceu o Prémio Pulitzer e o Andrew Carnegie Medal for Excellence in Fiction foi publicado há poucos dias pela Editorial Presença e promete repetir em Portugal o enorme êxito que tem obtido em praticamente todos os países onde se encontra.

Só nos Estados Unidos permaneceu 30 semanas na liderança da tabela do New York Times, com vendas superiores a um milhão e meio de exemplares.

Aos prémios e reconhecimento do público junta-se ainda a aclamação crítica consensual. Em artigo publicado no New York Times Book Review, Stephen King apelidou o livro de “extraordinária obra de ficção”, “capaz de tocar tanto o coração como a mente”. Idênticos encómios foram feitos em jornais como o Guardian, elevando Donna Tartt ao estatuto de estrela literária do momento.

Onde reside, afinal, o fascínio deste monumental romance de 700 páginas que ocupou uma década da vida da romancista? Parte do caráter viciante do romance reside na figura do protagonista-narrador, Theo Decker, uma personagem ambivalente que empreende uma longa jornada de dissolução moral e pessoal que o leitor vai acompanhando sofregamente.

 

Tudo começa com a morte brutal da mãe do (anti)herói, vítimada por um atentado durante uma visita ao Metropolitan Museum de Nova Iorque. Com apenas 13 anos na altura, Theo escapa como que por milagre ao acidente. Na fuga, acaba por levar consigo uma tela de Carel Fabritius intitulada O pintassilgo, obra predileta da sua progenitora, o que o leva a construir uma relação obsessiva com o quadro.

 

Estão, assim, lançadas as bases para uma narrativa em que os avanços e os recuos, assim como as reviravoltas dramáticas, transformam o leitor em cúmplice dessas desventuras, que acabarão por levar o então inocente Theo a tornar-se, dezena e meia de anos depois, num dos  indivíduos mais procurados pela actualidade...


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