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Por Elmano Madail
e Sérgio Almeida
 

As nossas escolhas

Obras em

Destaque

Francisco José Viegas no "Porto de Encontro"

13

Maio

2012

Publicado por Sergio_Almeida às 11:12
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Francisco José Viegas vai estar à conversa com os leitores já no próximo domingo, dia 20, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett.

Trata-se de mais uma sessão do ciclo literário Porto de Encontro, que todos os meses dá a conhecer um lado mais pessoal e informal de autores cimeiros da literatura portuguesa e não só.

Com uma obra vasta que reúne 30 títulos, entre romances, poesia, viagens, crónicas, teatro e literatura infantil, o actual secretário de Estado da Cultura foi jornalista durante mais de uma década, colaborando em mais de uma dezena de órgãos de comunicação, além de editor da Quetzal e director da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.

Morte no estádio, Lourenço Marques, Longe de Manaus e O mar em Casablanca são alguns dos títulos mais significativos da obra do autor, nascido em Vila Nova de Foz Côa há 50 anos e licenciado em Estudos Portugueses na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Promovido pela Porto Editora, o ciclo literário Porto de Encontro contou nas edições anteriores com a presença de Goncalo M. Tavares, J. Rentes de Carvalho, Germano Silva, Luis Sepúlveda, Manuel António Pina e António Mega Ferreira.

Na semana passada, realizou-se uma sessão especial na Feira do Livro de Lisboa, com a partipação de Teolinda Gersão, Tânia Ganho, Manuela Gonzaga e Leonor Xavier.

"Bairro dos Livros" volta a agitar Baixa do Porto

11

Maio

2012

Publicado por Sergio_Almeida às 18:03
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A segunda edição do Bairro dos Livros, que decorre hoje em vários espaços livreiros da Baixa do Porto, vai procurar mostrar que Ler é sexy.

A partir do meio-dia estão previstos descontos, mas também animação, dança, leituras e cinema, num total de 21 locais diferentes do centro da cidade.

Uma das novidades desta edição do projeto de animação cultural é a entrada de novos aderentes, como o restaurante Book ou o Café Vitória, e o apoio da Porto Lazer.

O público infantil vai poder aprender Como se faz um livro, título da oficina das Aventuras Urbanas, e na Praça dos Leões está prevista uma troca de livros entre as crianças.

Além dos flashes poéticos, pequenos espetáculos em livrarias protagonizados por coletivos e ‘diseurs’, a tarde inclui  danças latinas do Contagiarte, mesmo na Praça dos Leões. Ao serão haverá ritmos africanos, nas ruas da Galerias de Paris e Cândido dos Reis e na Praça Filipa de Lencastre.

O Cineclube do Porto volta a associar-se à iniciativa, pelo que será possível ver filmes antigos no pátio interior do Hotel Infante Sagres, a partir das 22 horas.

O Bairro dos Livros é um movimento que agrega 30 livrarias portuenses e tem lugar no segundo sábado de cada mês.

O programa completo está disponível no blog www.bairrodoslivros.wordpress.com ou no facebook.

A editora humorística que quer ser levada a sério

01

Maio

2012

Publicado por Sergio_Almeida às 15:34
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Sérgio Almeida 

 

Com uma predileção muito especial por perder dinheiro, como assegura quem o conhece, Fernando Alvim resolveu conjugar no seu novo projeto duas das suas maiores paixões – o humor e os livros –, arriscando-se a cumprir, mais uma vez, a profecia dos amigos. “Estou no bom caminho para isso acontecer de novo”, graceja o comunicador.

Os indicadores iniciais parecem, todavia, negar essa evidência, já que as reações do público às cinco primeiras propostas editoriais foram positivas.

A aparente inconsciência que representa aventurar-se num projeto de risco em período de crise é desvalorizada pelo conhecido radialista: “Quisemos abrir a editora em 1930 mas resolvemos esperar por agora”.

Dos livros publicados até à data, três pertencem ao  próprio editor e dois a amigos de longa data. Coincidência? Não propriamente. “É importante ter afinidade com os autores, para que a relação não seja só profissional”, diz.

Agrupar os vários domínios criativos, seja literatura ou música, numa mesma marca foi o propósito de Alvim, que  apesar de reconhecer que “o humor é o nosso ‘core-business’” não fecha a porta a outras áreas. “Queremos, antes de mais, valorizar a criatividade”, assume, apostado em converter-se “numa espécie de Balsemão dos pequeninos”.

Focado no objetivo de lançar de lançar uma média de 10 livros por ano, o recém-investido editor já tem vários títulos assegurados, com destaque para a coleção Manual de instruções. Como sobreviver à crise, de João Pedro, Como fracassar completamente na vida, de João Bonifácio, e Como ser um bom ex, de Ana Markl, são alguns dos próximos títulos a publicar, além de uma nova obra de João Quadros.

Lançado no último trimestre do ano passado, É como diz o outro, de Frederico Pombares e Henrique Dias, representa a transposição para livro da peça teatral levada à cena recentemente, com Miguel Guilherme e Bruno Nogueira nos papéis principais. “É um livro com humor muito estranho e nosso, muito pessoal”, adianta Henrique Dias, argumentista que, habituado a escrever para outros criadores, começou por estranhar a nova função de assinar em nome próprio. “Quando escrevemos para outros, há sempre algum condicionamento, quanto mais não seja para adaptarmos o nosso estilo ao do humorista. Neste caso, não. Foi liberdade total”.

Companheiro de escrita, Frederico Pombares reconhece que o anonimato do guionismo pode ser ingrato mas apenas para os que buscam glória a todo o custo. “Quem escreve para outros não quer ser conhecido, mas sim reconhecido”, adianta o co-autor do projeto que começou por integrar uma rubrica no programa “Cinco para a meia noite” .

"Escrever é uma obsessão"

23

Abril

2012

Publicado por Sergio_Almeida às 20:35
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De livros e afectos mas também de confissões ou desabafos foi construída a conversa de António Mega Ferreira com os leitores, no passado domingo, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, durante mais uma sessão do ciclo literário Porto de Encontro.

O mais recente livro do autor de A blusa romena foi o ponto de partida de um diálogo em que não faltaram revelações, como a notícia de que concluiu há poucas semanas um romance. “Quando me mandaram para casa em Dezembro (com a saída do Centro Cultural de Belém) entreguei-me à escrita do novo livro. Os meus planos iniciavam apontavam para que terminasse o livro no Verão. Mas em menos de três meses já o tinha acabado. Nunca tinha escrito um livro tão rapidamente. Foi uma verdadeira terapia ocupacional”, afirmou.

Bem diferentes foram os contornos da escrita de Macedo: uma biografia da infâmia, projeto ao qual se dedicou durante 16 anos, “oito para a pesquisa e outros tantos para a escrita”. Mega Ferreira recordou “o mau poeta mas extraordinário prosador” que foi o Padre José Agostinho de Macedo, o prosador inflamado que “roubava livros de bibliotecas”, companheiro de boémia de Bocage. A relação intensa que construiu com a personagem levou-o a ganhar “alguma simpatia” mas não “ao ponto de esquecer os seus terríveis defeitos”.

A vida profissional intensa, da liderança na Expo 98 à mais recente incursão pela administração do CCB, não impediu Mega Ferreira de ter criado uma obra vasta, composta por duas dezenas e meia de títulos que percorrem o ensaio, romance, biografia ou poesia. “O exercício da escrita é uma obsessão e compulsão”, reconheceu.

O clube do milhão

23

Abril

2012

Publicado por Sergio_Almeida às 15:28

 

Sérgio Almeida


Miguel Sousa Tavares é o mais recente escritor português a atingir a fasquia do milhão de exemplares vendidos, um clube de acesso restrito ao qual pertencem nomes como os de Margarida Rebelo Pinto e José Rodrigues dos Santos, a léguas, porém, da dupla Ana Maria Magalhães/Isabel Alçada, recordistas absolutas de vendas.

Com 7.5 milhões de exemplares vendidos apenas na coleção Uma aventura” - a celebrar 30 anos de existência e 54 títulos já publicados -, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada são as líderes incontestadas da tabela de escritores mais vendidos em Portugal.

A popularidade dos seus livros não é sequer recente: apenas os dois primeiros livros da série, Uma aventura na cidade e Uma aventura nas férias de Natal, venderam 523 mil exemplares. Mas o êxito da série, cujo total de edições ascende a 495, extravasa os livros. Ao longo dos anos, deu origem a filmes (Uma aventura na casa assombrada”, de Carlos Coelho da Silva), séries televisivas e até concursos literários, em que participaram já 30 mil alunos de centenas de escolas de todo o país.

O número total de exemplares vendidos pela dupla será ainda muito superior, já que não inclui as outras seis coleções, igualmente dirigidas a um público juvenil e com um forte caráter didático, como são os casos de “Viagens no tempo”,História e lendas, “Quero ser” ou “Descobrimentos Portugal”.

A soma astronómica, mesmo a nível internacional, das vendas dos principais 'best-sellers' em Portugal pode causar estranheza num mercado reconhecidamente limitado como o nosso. Uma evidência que o editor José Prata, da Lua de Papel, reconhece, ao afirmar que “Portugal é um país muito pequeno, onde estranhamente os livros mais vendidos rivalizam em número com os de países bem maiores. Esse comportamento bizarro dá uma ideia distorcida do mercado”.

O mistério não é de difícil resolução: entre os livros mais vendidos, que esgotam sucessivas edições e figuram nos lugares cimeiros das tabelas durante meses a fio, e os que vêm imediatamente a seguir na procura dos leitores há um fosso enorme, revelador dos próprios desequilíbrios do país. A descida contínua das tiragens é a prova de que, exceptuando os tais best-sellers, normalmente reservados às grandes editoras, o número de títulos que logra ir além da primeira edição é diminuto.

A marca já atingida por José Rodrigues dos Santos (JRS), Margarida Rebelo Pinto (MRP) e Miguel Sousa Tavares (MST) é ainda mais notável porque foi obtida num período não superior a 10 anos. Sousa Tavares, por exemplo, alcançou o número mágico com apenas seis títulos, com destaque para Equador”.

Os 350 mil exemplares fazem deste romance o mais vendido na última década, ombreando com o 'best-seller' de Dan Brown, O Código Da Vinci. Para assinalar o feito, a editora Oficina do Livro vai lançar novas edições dos seus dois principais romances, “com novas capas e direccionados para novos leitores”.

Mais rápido ainda foi o reconhecimento comercial de JRS, que pertence ao “clube” desde Dezembro de 2009. Oito dos romances do pivô da RTP venderam mais de 100 mil e O Códex 632 ultrapassou mesmo os 200 mil.

No rol de autores mais vendidos encontra-se ainda MRP, que, segundo a editora Clube do Autor, já vendeu em Portugal um milhão e 162 mil livros. “Sei lá” continua a ser o título mais vendido da sua obra, mas “Não há coincidências” e o recente “Minha querida Inês” também encontraram um eco favorável junto do público.

Portugal é o principal mercado deste trio de autores mas não o único. Só no Brasil, MST já vendeu 250 mil, além de estar publicado em mais uma dezena de países. Traduzidos para 18 idiomas, os títulos de JRS têm conhecido vendas interessantes em países como a Holanda, Estados Unidos e Brasil.

Quanto a MRP, vendeu até à data 182 mil livros em países como o Brasil, França, Espanha, Itália e Alemanha, num total de 18 edições.

A celebrada autores de livros para a juventude e infância Alice Vieira e o historiador são outros dos escritores portugueses sinónimos de vendas elevadas, embora o JN não tenha conseguido apurar junto das respetivas editora o número de livros já vendidos por cada um.

Mais virado para o mercado internacional, o escritor portuense Luís Miguel Rocha terá vendido apenas com o polémico “O último Papa” meio milhão de exemplares, número que lhe permitiu um feito único: ser o primeiro escritor português na lista dos mais vendidos do “New York Times”. A mentira sagrada”, publicado no ano passado, foi um dos livros mais vendidos em Portugal no ano passado, com perto de 50 mil exemplares.

Apesar de ser avesso à componente mais comercial dos livros, que considera mercantil e indigna da verdadeira literatura, António Lobo Antunes será, na teoria, outro dos nomes cuja obra já vendeu mais de um milhão de exemplares apenas em Portugal.

Confirma-o não só a legião de seguidores do autor de Tratado das paixões da alma, mas a própria extensão da sua bibliografia, de que fazem parte mais de 30 títulos, entre os quais obras com sucessivas edições, como Memória de elefante“, “Os cus de Judas”, “Fado alexandrino” ou “A explicação dos pássaros”, apenas para citar alguns dos mais antigos.

Essa suspeita esbarra, porém, no secretismo que a Editora Dom Quixote faz questão de manter em redor dos seus números de vendas, razão pela qual todos os esforços feitos pelo JN nesse sentido foram infrutíferos.

António Mega Ferreira no "Porto de Encontro"

15

Abril

2012

Publicado por Sergio_Almeida às 12:07
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Romancista, ensaísta e poeta, António Mega Ferreira é o convidado da edição de Abril do ciclo Porto de Encontro, já no próximo domingo, dia 22, às 17 horas, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.

“Macedo, uma biografia da infâmia”, publicado no final do ano passado, é o mais recente livro de uma obra literária iniciada em 1984 e de que fazem parte títulos como A expressão dos afetos, A blusa romena, Lisboa song e Roma – exercícios de reconhecimento.

Jornalista durante mais de uma década, de 1975 a 1986, Mega Ferreira foi ainda diretor editorial do Círculo de Leitores, comissário da Expo 98, responsável da representação portuguesa na Feira do Livro de Frankfurt em 1997 e, até há poucos meses, presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém. Comissariou ainda as exposições Viagem ao século XX (Lisboa, 1998) e Os dias de Pascoaes”(Amarante, 2002).

Em Maio, a título excecional, o Porto de Encontro será em dose dupla: a primeira sessão será no dia 6, às 18 horas, na Feira do Livro de Lisboa, numa conversa em que vão participar as escritoras Teolinda Gersão, Cristina Carvalho, Tânia Ganho, Leonor Xavier e Manuela Gonzaga. Em data ainda a confirmar, a Biblioteca Almeida Garrett irá receber Francisco José Viegas.

Último livro de Tabucchi já está disponível

11

Abril

2012

Publicado por Sergio_Almeida às 15:38
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Sérgio Almeida 

 

Já está nas livrarias O tempo envelhece depressa, último livro do escritor italiano Antonio Tabucchi, falecido a 25 de Março.

Publicado originalmente em 2009, o livro é constituído por nove contos em que, de acordo com a editora responsável pela publicação, a D. Quixote, "todas as personagens parecem estar empenhadas numa confrontação com o Tempo".

A morte  paira sobre todas as narrativas, escritas numa altura em que o autor de Afirma Pereira já se encontrava gravemente doente.

Se em O círculo a ação começa numa reunião familiar por ocasião do 10.º aniversário da morte do avô Josef, de Saint-Gall, no conto Entre generais – que se desenrola na Hungria na década de 50, por altura da invasão soviética -  afirma-se que "este país é pequeno demais para morrer".

A revista francesa Lire considerou O tempo envelhece depressa o melhor livro de contos publicado em França no ano de 2009, devido à reflexão sobre o passado e o presente na Europa.

Dos 25 títulos publicados por Tabucchi, de ficção e ensaio sobretudo, 17 estão disponíveis em Portugal, país com o qual mantinha uma forte ligação. A paixão por Fernando Pessoa, autor que descobriu na juventude, foi o ponto de partida dessa relação, que se manteve até ao fim.

Além de ter traduzido com Maria José de Lancastre, sua esposa, a poesia de Pessoa, dedicou-lhe ainda os ensaios Un baule pieno di gente, em 1990, e La nostalgie, l'automobile et l'infinit, em 1998.


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