E lá foram as portagens ao ar. Pelo menos, aquelas que menos interessavam, pois torna-se impraticável, colocarem infra-estruturas de cobrança em todas as saídas e entradas Não há direito de vir agora cobrar auto-estradas, que não têm alternativas, principalmente, as nacionais 13 e 109, que após a construção das A28 e A29, não têm sido cuidadas ou têm levado com um sem número de passagens de peões e semáforos. Também o recente troço da A4 ou A41, têm um grande movimento de trânsito local, cuja introdução de portagens, viria a prejudicar grandemente, tanto, empresas como particulares. Há uma saída. Retirar a concessão as empresas que as têm e fazer administração directa. Aquilo que o Estado pagaria em material e funcionários, de manutenção, seria muito menos do que paga por veículo às concessionárias.
Na passada semana foram discutidos, na Assembleia da República, quatro Projectos de Lei apresentados pelo PCP que constituíam verdadeiras alternativas aos PEC aprovados pelo PS e PSD. Creio que já ninguém duvida que, não obstante a torrente de informação manipuladora e falsificadora da verdade, os sacrifícios, extremamente violentos, que os Partidos do Bloco Central aprovaram não atingem por igual os Portugueses. Há alguns, os mesmos de sempre como acertadamente se diz, que apenas sentem umas ligeiras cócegas quanto aos sacrifícios que têm de fazer. O Governo sabe que assim é e tudo faz para que assim continue, se possível, até, com mais sacrifícios a serem pedidos àqueles que tão sacrificados já estão. Um dos referidos projectos de lei visava criar um novo imposto sobre as operações realizadas no mercado de valores mobiliários e sobre certas transferências financeiras para o exterior. Recorde-se que, segundo dados recentemente publicados, o valor global de meios financeiros transferidos no ano de 2009 para paraísos fiscais ascendeu a cerca de 11 150 milhões de euros, o que equi-vale a 6,8% do PIB. Outro tinha como objectivo a aplicação de uma taxa efectiva de IRC de 25% ao sector bancário, financeiro e grandes grupos económicos. Nos últimos anos têm suportado taxas inferiores a 14%. Entretanto, as pequenas empresas pagam uma taxa efectiva de 25%! Que interessa que os principais bancos tenham tido cinco milhões de euros de lucro por dia! Um outro projecto de lei propunha a aplicação de taxas adicionais e temporárias a aviões de uso particular, barcos de recreio e veículos de luxo, bem como a aquisição de casas de elevado valor. Por último, um outro projecto de lei propunha a revogação de alguns benefícios fiscais. Com estes projectos de lei, calcula-se que haveria uma receita adicional de cerca de três mil milhões de euros, o triplo do que o bloco central espera obter com o PEC que aprovaram. Mas, acima de tudo, haveria mais justiça social e fiscal, deixando de penalizar a generalidade da população portuguesa, cujas condições de vida vêm num contínuo processo de degradação, e fazendo reflectir os efeitos da crise sobre aqueles que estão em melhores condições para os suportar. Contudo, há quem se tivesse sentido incomodado com os sacrifícios que esses “desprotegidos da sorte” poderiam sofrer, sem que nunca tal preocupação fosse sentida quanto as efeitos que as medidas que aprovaram vão ter na generalidade dos Portugueses. Não, não os preocupa, a sua sensibilidade não é atingida por esses problemas, talvez até os ache de importância mínima, que o desemprego atinja os valores mais altos de há vinte anos a esta parte, que a pobreza alastre, que as desigualdades sociais se aprofundem. No decurso do debate realizado na Assembleia da República, por força da apresentação dos referidos projectos de lei, só faltaram as lágrimas de compaixão pelos sofrimentos que os detentores de riqueza do nosso País iriam passar se as propostas apresentadas fossem aprovadas. Com a opção de voto que tomaram, PS, PSD e CDS-PP, digam o que disserem, pratiquem a manipulação, demagogia e populismo que quiserem, mostraram, de forma clara, de que lado estão, do lado dos poderosos, daqueles que vivem da crise, dos que são, também, responsáveis por essa crise. Tomaram partido, não podiam fugir, numa discussão em que estavam em causa princípios de justiça social e fiscal, mas, igualmente, opções quanto ao desenvolvimento do País. Deixaram cair a máscara, embora “lata” não lhes falte para outras usar. Que cada um tire as suas conclusões. Mas uma coisa é certa, a resignação só ajudará a que os propósitos desta gente sejam, ainda mais, conseguidos. É que novas tempestades se anunciam e só há uma solução, enfrentá-las e enfrentá-los. VALDEMAR MADUREIRA ECONOMISTA
DE UMA NOTICIA DO JN, HOJE.
A MANIA DE COMPLICAR...
O PRESIDENTE, E OS CASAMENTOS...:
Cientistas criaram vida artificial pela primeira vez
----------------------------------------------------------- A VERDADEIRA RAZÃO---------------------------------------------------------------------------- As comemorações do aniversário do fim da Segunda Grande Guerra Mundial têm sido o pretexto para a grande burguesia, através dos seus agentes de desinformação de massas, lançar vigorosas investidas ideológicas visando promover o capitalismo e denegrir o socialismo e o comunismo como o futuro da humanidade................................................................................................................................................................... Parte dessa ofensiva são as violentas campanhas de revisão da história que, deturpando, omitindo ou branqueando os factos, têm como objectivo ocultar a natureza de classe das ditaduras nazi-fascistas, ignorar os seus crimes e a cumplicidade das potências imperialistas; varrer da memória dos povos a acção determinante da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) na vitória sobre o nazi-fascismo e na ulterior construção de um mundo mais pacífico, próspero e justo; abafar o papel do proletariado organizado, dos comunistas, dos resistentes antifascistas e dos democratas de várias nações no combate à expressão mais violenta e brutal do capitalismo......................................................................................................................... Procurando rescrever a verdade sobre os acontecimentos, o imperialismo difunde uma concepção superficial e acrítica da história e do mundo, cujo objectivo é convencer as massas da inevitabilidade do aumento da exploração e da perda de direitos, liberdades e garantias duramente conquistados pela luta, e impor novas guerras de rapina convencendo os povos da ausência de um projecto de superação do sistema de dominação de classe................................................................................................................................................................................ No actual contexto de crise do capitalismo - da qual o imperialismo pode aspirar sair através de uma nova escalada belicista de consequências imprevisíveis -, é urgente esclarecer e mobilizar os trabalhadores e as massas progressistas para o combate pela verdade, contribuindo, assim, para a formação de uma ampla consciência sobre os perigos que o actual sistema comporta e para a difusão das lições históricas que evitem a repetição dos acontecimentos. A dinamização de amplas lutas pela paz, contra o militarismo e a guerra, e pela exigência da dissolução do mais perigoso bloco político-militar contemporâneo, a NATO, é uma das tarefas actuais.................................................................................................................................................. A derrota do nazi-fascismo alemão, há 65 anos, foi uma derrota do imperialismo no seu conjunto. Foi, simultaneamente, uma vitória de todas as forças populares, progressistas, democráticas e revolucionárias à escala mundial. Essa é uma conclusão que a vida e a situação mundial têm vindo a confirmar, num contexto ainda marcado pelo refluxo das forças progressistas e por retrocessos civilizacionais, mas, paralelamente, prenhe de potencialidades de resistência e de afirmação de alternativas anti-imperialistas e, até, anticapitalistas......................................................................... __________ Fontes consultadas e citações:................................................................. V.I. Lénine, O imperialismo, fase superior do capitalismo, Editorial «Avante!», Lisboa, 2000 Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, Tomo I (1935-1947), Editorial «Avante!», Lisboa, 2007 Kurt Gossweiler, Hitler - Ascensão Irresistível?, Editorial «Avante!», Lisboa, 2009 Vassíli Riabov, O grande feito do povo soviético e do seu exército, Edições Progresso, Moscovo, 1983 Mário Sousa, Mentiras sobre a história da União Soviética – De Hitler e Hearst a Conquest e Solzjenitsyn, 1998, disponível em www.hist-socialismo.net Dossier do PCP para a comemoração do 40.º Aniversário do fim da II Guerra Mundial Exposição do PCP para a comemoração dos 65 anos da vitória sobre o nazi-fascismo
por John Catalinotto Quando o governador do Arizona, Jan Brewer, assinou a 23 de Abril a sua limpeza étnica do estado, a lei racista anti-imigrante, desencadeou uma vaga de protestos nos Estados Unidos entre os imigrantes e os seus defensores que deu origem à mais imponente acção de massas do 1.º de Maio desde 2006, quando milhões de pessoas sairam às ruas. O Movimento nacional «Boicote ao Arizona» saltou dos campus universitários para os conselhos municipais e inclui já jogadores da primeira liga de basebol. No 1.º de Maio, desde Los Angeles, da Califórnia a Tucson, do Arizona a Denver, Chicago, Atlanta e Nova Iorque e mais 80 cidades em 40 estados, centenas de milhares de pessoas manifestaram-se e desfilaram exigindo a legalização dos emigrantes e empregos para os trabalhadores. A lei reaccionária transformou-se num boomerang para os seus autores fazendo subir o nível da luta anti-racista e de classe por todo o país. No Arizona habitam cerca de 6,6 milhões de pessoas num estado que tem cerca de metade da área da Península Ibérica. A região inclui o Deserto Sonora e o Grande Canyon, mas também Phoenix, a quinta cidade mais populosa dos EUA, com 1,6 milhões de habitantes. O Arizona é uma parte do vasto território que os EUA roubaram ao México em 1848 na sequência de uma guerra predadora. Cerca de dois milhões dos habitantes do Arizona são de origem latino-americana; cerca de meio milhão não tem a sua situação legalizada. Desde que a fronteira da Califórnia com o México passou a ser fortemente policiada e mesmo murada, muitos trabalhadores que atravessam clandestinamente do México para os EUA passaram a fazê-lo através dos 626 Km da fronteira do Arizona. Mas há também motivos políticos para que o Arizona seja o centro da luta dos imigrantes. O estado é um velho bastião do Partido Republicano. Estes reaccionários culpam falsamente os trabalhadores imigrantes pelos problemas de desemprego e cortes de serviços implementados pelo capitalismo e pela actual crise económica. O sheriff Joe Arpaio de Maricopa County, que inclui Phoenix, procura ganhar projecção nacional com a sua sanha persecutória contra os imigrantes indocumentados. Este racista vicioso chega mesmo ao ponto de fazer desfilar os presos nas ruas de Phoenix com o uniforme da prisão. Apoiados por políticos como Arpaio e pelos grandes latifundiários ou «rancheiros» da longa fronteira com o México, as forças de direita no Arizona State House votaram a lei conhecida como SB1070 no dia 19 de Abril. A nova lei transformou automaticamente todos os indocumentados em criminosos classificando-os como «transgressores». Em vez de cingir o cumprimento das leis de imigração à política federal de imigração, aquela legislação exige à polícia local e estatal que procure pessoas que possam ser «suspeitas» de serem indocumentados. Isto abre a porta ao «perfil racial», ou seja, que a polícia pode mandar parar quem tenha a pele escura ou fale inglês com sotaque. A lei militariza ainda a fronteira, dificultando às pessoas procurar trabalho na base do dia a dia, como muitos imigrantes fazem. Isso permite a apreensão de qualquer veículo usado para o transporte de indocumentados, e a pena de prisão para quem preste assistência a um imigrante clandestino. O presidente Barack Obam já criticou a lei como «disparatada», e o governo federal pode tomar medidas para a eliminar. O governo federal, no entanto, não tem sido amigo dos imigrantes. A 15 de Abril, no Arizona, cerca de 800 ou mais agentes do Department of Homeland Security e outros agentes federais intervieram de forma brutal em Tucson, a segunda maior cidade do Arizona, onde vivem muitos imigrantes. A polícia federal aterrorizou famílias, fez parar autocarros transportando crianças para a escola e ocupou militarmente durante seis horas o lado Sul da cidade. Em resposta à repressão e à lei SB1070, um grupo de nove estudantes das comunidades escolares de todo o Arizona acorrentou-se corajosamente ao edifício do Capitol em Phoenix no dia 20 de Abril. Os nove apelaram a um movimento nacional de luta contra a lei, que apesar de aprovada só pode entrar em vigor pelo menos passados 90 dias. Um dos estudantes, Leilani Clark, instou toda a gente à luta, dizendo: «Não se deixem dividir ou desmobilizar por diferentes interpretações sobre o que fazer – simplesmente ajam. Manifestem-se, protestem, esclareçam, boicotem, desfilem, ocupem o espaço, levem a cabo a desobediência civil. Qualquer coisa e tudo. Agora!» A resposta de massas fez o medo instalar-se no coração dos negociantes do Arizona, que podem ser seriamente afectados por um boicote. As divisões nestes círculos do poder podem abrir a porta para a vitória. Apesar de isto não ser garantido, é uma oportunidade para impulsionar a luta de classes e construir a solidariedade entre os trabalhadores.
Fim-de-semana de luta nos EUA---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Contra a guerra e por direitos---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Centenas de milhares de pessoas participaram nas marchas contra as guerras do Iraque e Afeganistão, e dos trabalhadores imigrantes em defesa da reforma da legislação migratória, movimentações de massas que demonstram o recrudescimento da luta na América do Norte.------------------------------------------------------------------------------------------------------- No sábado, em mais de meia centena de cidades e localidades de todo o país, assinalou-se a passagem do sétimo aniversário da invasão e ocupação do Iraque, data à qual ANSWER e as demais organizações promotoras associaram igualmente o repúdio à invasão e ocupação do Afeganistão, que precedeu a guerra no Médio Oriente. Em grandes metrópoles como Los Angeles, São Francisco, Nova Iorque ou Seatle, os protestos foram de dimensão considerável, mas foi na capital, Washington, que se concentrou o maior número de manifestantes. Vindos de todo o país em centenas de autocarros, os participantes deitaram, desde cedo, mãos à obra. Desfraldaram bandeiras do Iraque, do Afeganistão, da Somália, da Palestina e de outros territórios onde o imperialismo promove guerras de rapina; construíram caixões de madeira em homenagem aos soldados norte-americanos mortos nos conflitos, reportaram os meios de informação que, desalinhando com a bitola dominante, não ocultaram as acções de contestação. Ao cortejo juntaram-se grupos de veteranos, que sublinharam em declarações à comunicação social a exigência do imediato regresso das tropas deslocadas em conflitos, não apenas injustos como impossíveis de vencer. Por volta da hora do almoço, cerca de dez mil manifestantes (três mil, disse a polícia), saiu da praça Lafayette, frente à Casa Branca. Seguiu pelo centro da cidade entoando palavras de ordem como «guerra é terrorismo» e «precisamos de escolas e empregos, não de guerras». Pelo caminho, deixaram alguns caixões frente ao edifício da Haliburton, empresa para quem a guerra imperialista tem sido, no mínimo, generosa, e à porta do Washington Post, diário que os manifestantes acusam de ser pró-guerra. Frente à sede da Associação de Banqueiros colaram notícias de hipotecas executadas contra famílias esmagadas pela crise capitalista.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Protesto amordaçado--------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Cumprido o percurso pela baixa de Washington, os manifestantes antiguerra regressaram à porta da Casa Branca. Ali, escutaram discursos que arrolaram as consequências da política imperialista de guerra e opressão e sublinharam que os norte-americanos que partem para a frente de batalha não são mais do que carne para canhão ao serviço dos interesses do capital. Estudantes e trabalhadores lembraram a brutalidade da crise capitalista, cuja factura lhes tem sido imposta. Muitos voltaram à luta desiludidos com a administração Democrata, a qual, acusam, defraudou as expectativas populares criadas durante a campanha eleitoral, declararam à imprensa presente no local. Em jeito de fim de festa na «pátria da liberdade e da democracia», cinco homens e três mulheres foram detidos por violação do regulamento de manifestações públicas frente à sede do governo. Entre os presos estava Cindy Sheehan, mãe de um soldado norte-americano morto em combate no Iraque que, como os demais manifestantes levados pelas autoridades, cometeu o «crime» de se sentar no passeio, frente à Casa Branca, onde, como forma de protesto, pretendia depositar a réplica de um caixão. Antes, já a polícia havia proibido os veteranos de guerra de deixarem pintado no passeio uma imagem da sua organização. O objectivo era impedir que a manifestação deixasse marcas que outros, ao passearem por ali, possam identificar como sinais do profundo descontentamento popular que grassa nos EUA face às guerras de agressão. Repúdio que, no que toca à orientação belicista, parece voltar a recrudescer, passada a ilusão semeada com a eleição de Barack Obama.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Imigrantes voltaram à rua----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Menos de 24 horas depois da manifestação antiguerra, entre 150 a 175 mil trabalhadores imigrantes invadiram Washington numa marcha onde exigiram a reforma da legislação migratória. A manifestação ocorreu cerca três anos depois de movimentações de massas sem precedentes, realizadas por todo o país, com o mesmo objectivo, envolvendo milhões de trabalhadores. Enquanto no Congresso os deputados republicanos e democratas discutiam a polémica reforma da saúde, nas ruas da capital norte-americana a multidão cobrava ao presidente a promessa feita durante a corrida para a Casa Branca, nomeadamente a revisão das normas que negam uma legalização justa a milhões de pessoas mantendo-as mais vulneráveis à precariedade, aos baixos salários e a outras formas de exploração que, não raras vezes, atingem contornos extremos próximos da servidão. Os trabalhadores imigrantes lembraram alto e bom som que já esperaram demasiado tempo para que seja feita justiça, por isso pretendem medidas rápidas e eficazes que solucionem as suas reivindicações. Contrariamente ao dia anterior, a administração liderada por Barack Obama conseguiu refrear o calor das massas em protesto. Num golpe de asa, frente à Casa Branca foram instalados ecrãs gigantes que reproduziram uma mensagem gravada pelo presidente. Obama reiterou o compromisso com a reforma migratória e prometeu avançar o mais depressa possível nesse sentido. Muitos dos presentes, a maioria, dizem os meios de comunicação social que cobriram a manifestação, sairam convencidos pela operação de manipulação. De todo o modo, não é de menor importância que dezenas de milhares de trabalhadores imigrantes, muitos em condições de ilegalidade, tenham obrigado o presidente dos EUA a dirigir-se a eles, ainda que, claramente, numa fuga para a frente cujo desfecho é indeterminado. Certo é que caso proceda para com os trabalhadores imigrantes da mesma forma que procedeu quanto à retirada das tropas do Iraque e do Afeganistão, ou quanto ao encerramento do campo de concentração de Guantanamo, Obama coloca em risco milhões de votos em si depositados em 2008, quando cerca de 67 por cento dos hispânicos com direito a pronunciar-se nas urnas confiaram no então candidato democrata. Igualmente certo é que apesar das prisões, da repressão, da promoção do medo, da permanente campanha de adormecimento das consciências e de promoção da descrença e das inevitabilidades, estudantes, desempregados, trabalhadores autóctones e imigrantes, camadas médias empobrecidas pela crise capitalista, fazem subir o tom dos protestos e revelam cada vez menos receio em saírem para a rua em grandes demonstrações de descontentamento colectivo.---------------------------------------------------------------------------------(in Avante.)
Resolução de solidariedade com Cuba -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Domingo, 14 Março 2010 ----------------------------------------------------------------------------------P C P------------------------------------- O facto lamentável da morte de um recluso cubano condenado primeiro por delito comum e posteriormente manipulado pelos interesses dos EUA e elementos contra-revolucionários é utilizado para desenvolver uma feroz campanha difamatória contra a Revolução Cubana nos meios de comunicação social, essencialmente europeus. Uma campanha que oculta o facto de que a morte deste recluso foi provocada pela sua própria vontade de negar-se a ingerir alimentos, apesar dos esforços dos médicos especialistas cubanos. Acusar Cuba da morte deste indivíduo é escamotear a verdade e o exemplo de um país que durante mais de 50 anos salvou milhões de vidas de homens, mulheres e crianças em numerosos países e regiões do mundo e que tem hoje no Haiti o mais recente e paradigmático exemplo. Os governos, as instituições, entre os quais o Parlamento Europeu, e os meios de comunicação que mantiveram o seu silêncio perante as execuções extrajudiciais; que não condenam a participação de soldados europeus em guerras de ocupação; que se calam perante a tragédia de milhões de desempregados em países da região; que não condenam a expulsão de emigrantes ou a repressão contra os protestos populares em defesa do clima em Copenhaga; que tentam silenciar os protestos em vários países ante as consequências da crise estrutural do sistema capitalista; que não se pronunciam perante a injusta prisão dos 5 patriotas cubanos nos EUA, carecem de autoridade para criticar Cuba.
Lima, Perú.— Este lunes, representantes de organizaciones sociales y migratorias se reunieron frente a la embajada de Italia en esta capital, para protestar contra las violaciones a los derechos de los migrantes y los abusos de la mayor parte de los países de la Unión Europea. El acto fue convocado por el Comité de Peruanos en el Exterior y por la Coordinadora Político-Social para reclamar respeto a los derechos fundamentales de los migrantes y denunciar el endurecimiento de las políticas contrarias a la migración. En el año 2008, el Consejo Europeo aprobó medidas que violan las normas internacionales y establecen legislación, tribunales y prisión para los inmigrantes irregulares. Según informaciones del Comunicado firmado por las organizaciones participantes de la manifestación, la Unión Europea tiene actualmente 180 prisiones para la detención de los inmigrantes irregulares. El tratamiento otorgado a los cerca de 100 000 aprehendidos es inhumano, aunque el único delito sea la irregularidad en los documentos. La manifestación también permitió a los miembros de organizaciones sociales y migratorias conocerse, intercambiar informaciones, fortalecer la lucha por los derechos de todos los migrantes, y denunciar los delitos migratorios europeos. El acto también apoyó las manifestaciones de migrantes que se realizaron recientemente en España, Italia, Grecia y Francia. (Tomado de Agencia ADITAL
(carta públicada hoje no Granma) El debate enriquece------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Desde sus inicios sigo muy de cerca la sección Cartas a la Dirección y con particular atención el debate que ha surgido en torno a propuestas de cambio en nuestra economía. Considero que esto es algo provechoso que enriquece el análisis que en tal sentido se plantea el país para definir con la mayor certeza posible que tipo de sociedad deseamos y podemos diseñar para el futuro, sin apartarnos de la esencia de nuestro proceso revolucionario. Todas las opiniones tienen un valor y aportan elementos de juicio que se deben tener en cuenta, y aunque en ocasiones hay criterios contrapuestos siempre tienen sus partes positivas de una u otra forma. A la hora de evaluar qué tipo de propiedad debe imperar en uno u otro sector de nuestra economía, debemos partir del punto de que el Estado es el representante máximo en el control sobre la propiedad social y sin renunciar a él, hay que evaluar el momento histórico que estamos viviendo y adaptarse al mismo sin perder el rumbo. Lo que sucede hoy, con las tierras que no están produciendo, es un ejemplo palpable de lo que decía anteriormente. El Estado no ha dejado de ser el propietario de la tierra y la ha estado entregando en usufructo a los que estén en condiciones de hacerla producir. Este proceso, que no está exento de dificultades y trabas burocráticas, avanza y por medio de convenios se acredita la responsabilidad a las partes, tanto del que la entrega como del que la recibe. Ante la dificultad para mantener produciendo aquellas grandes extensiones de tierra se aplicó el Decreto Ley- 259, con lo que se demuestra la adopción de decisiones en correspondencia con el momento y la situación de cada etapa. En otras ocasiones se definieron cuestiones de importancia como fueron: la legalización de la tenencia de divisas por los ciudadanos, la apertura de tiendas que venden en divisas, la creación de condiciones para el desarrollo de la producción mixta, el incremento del turismo y otras. Hoy el turismo es una de las ramas que más aporta a los ingresos del país y es una locomotora que hala a otras ramas que han logrado recuperarse poco a poco por el incentivo que representa satisfacer las demandas de la industria sin humo, algo en lo que queda mucho camino por recorrer. Con estos argumentos creo que podemos entrar a evaluar estas cuestiones que están sobre el tapete y sobre las que debemos pronunciarnos con definiciones en un futuro próximo. Cabe preguntarse como dice D. González de la Cruz en su carta publicada el 29 de enero del 2010 ¿qué clase de propiedad social son los centros de servicio y gastronomía en que los gastos corresponden al Estado, mientras los beneficios, con todo tipo de orígenes fraudulentos e ilegales, van a parar a los bolsillos de quienes trabajan en ellos convirtiéndose en depredadores de la población y del Estado? Podemos agregar otra pregunta. ¿Cuántos servicios se aseguran por parte del Estado en estos momentos con el rigor y la calidad que se requieren? Mencionaré algunos: reparación y tapizado de muebles, trabajos de soldadura y tapicería, reparación de calzado, copia de llaves y reparación de llavines (yales), trabajos de mecánica a autos particulares, trabajos de plomería y otros. Estas son actividades que en un alto porciento se realizan por particulares desde hace bastante tiempo, y de ellos: ¿todos pagan los correspondientes impuestos por trabajar por cuenta propia? Otros servicios como pelado de hombres y mujeres, reparación de relojes y efectos electrodomésticos en unidades estatales, entre otros, ¿se cumplen los precios y regulaciones que tienen establecidas? ¿A dónde van a parar los ingresos que adicionalmente reciben? Con estos argumentos y otros que por razones de espacio no detallamos, cabe razonar que es necesario buscar soluciones a los problemas que hoy nos afectan. Privatizar no es la opción más adecuada por todo lo que esto genera, por lo que considero que en el sector de los servicios y la gastronomía es aplicable un proceso organizado y controlado que permita establecer contratos bien definidos en los que se especifique la responsabilidad de las partes en cuanto a la cantidad máxima de trabajadores a emplear, formas de abastecimiento, precios, impuestos, gastos de electricidad, agua, condiciones de higiene y embellecimiento y otras, que liberen al Estado de esa carga y le permita dedicarse a sus funciones como tal. También debe evaluarse con mayor fuerza el papel del trabajo por cuenta propia, que es una fuente de empleo para muchas personas que hoy sobran en nuestros centros, pero que tenga un sistema de control y funcionamiento mucho mas eficiente de lo que vemos a diario y que evite algo tan nocivo como el trabajo "por su cuenta" que lo hace con recursos sustraídos al Estado y no paga impuestos. Salvar nuestro proceso revolucionario con soluciones apropiadas, es la aspiración de la gran mayoría de los cubanos y con ello demostrar la capacidad y validez de la propuesta de sociedad que hemos escogido. N. Amador Torres
De Haiti nunca se fala. A quem interessa um país onde mais de 60% das crianças têm anemia, 23,8% da população sofre de subalimentação crónica e o coeficiente Gini – que mede a desigualdade – é o mais alto da América Latina: 0,66? Algo de muito grave tem de se passar para que apareça nos média. Um terremoto devastador é boa razão. Haiti torna-se visível, mas – como quase sempre – ficamos a saber muito pouco do país real. Em 1492 Cristóvão Colombo chegou à Espanhola (Quisqueia, no original), onde habitavam os arawaks e os taínos. Dos habitantes originais já nada fica, que foram aniquilados. Os espanhóis começaram o genocídio e os franceses vieram logo a seguir. Como quem divide reina, em 1697, a ilha, então próspera, foi dividida. A França ficou com a parte ocidental (Haiti) e Espanha com a oriental (República Dominicana). Aniquilados os nativos, começaram a chegar escravos africanos a um ritmo de 20 mil por ano. São os seus descendentes os que, hoje, conformam, na sua esmagadora maioria, o povo do Haiti. Ao tempo da Revolução Francesa o número de escravos no Haiti andava perto do meio milhão. Os brancos e os mulatos aproximavam-se dos 60 mil. Mas quem tinha o poder sobre a terra e a riqueza era uma minoria de 20 mil brancos. Vista hoje, a proporção não é muito diferente. Haiti é hoje o país mais pobre e atrasado da região. Mas épocas houve em que esteve entre os da vanguarda. Entre 1791 e 1803, o ex-escravo Toussaint L’Ouverture, inspirado pelo ideais de 1789, encabeçou uma guerra revolucionária que terminou com a proclamação da primeira república negra do mundo. Outro dado interessante: em 1794 obteve da Convenção Nacional francesa que o nomeasse general e que ratificasse a abolição da escravidão. Cinco anos depois, Napoleão quer restabelecê-la e envia 50 navios cheios de soldados, que são derrotados pelo escravo convertido em general. Contudo, o preço é altíssimo. Os haitianos herdam um país arrasado por uma guerra sem trégua e uma «dívida francesa» de 150 milhões de francos ouros. Segundo Eduardo Galeano, esse valor equivale hoje a 21 700 milhões de dólares ou 44 vezes o orçamento total do Haiti actual. O país nasce com um baraço ao pescoço e levará mais de um século a desembaraçar-se dessa dívida. Para então (1938) já tinha dono: os Estados Unidos, que tardará 60 anos a reconhecer o seu vizinho! Mas outros viraram também as costas ao novo país. Até a Venezuela se revela ingrata. Quando o futuro Libertador chega derrotado a Haiti e pede ajuda, recebe barcos e armas de Pétion a troco do compromisso de declarar a liberdade dos escravos venezuelanos. Uma vez vencedor, Bolívar agradece a Pétion enviando-lhe como presente uma espada mas esquece-se do reconhecimento oficial de Haiti. A abolição da escravidão tem lei de 1821, mas vai durar até 1854.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Washington passa à acção directa------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Em 1919 os Estados Unidos invadem a ilha para impor a «sua» ordem. Começam por se apoderar da alfândega e o presidente haitiano só recebe o ordenado quando aceita liquidar o banco da nação, que passa a sucursal do Citibank! Os invasores ficam até 1934, mas, entretanto, pregam em cruz, numa porta de uma praça pública, o corpo do chefe rebelde Charlemagne Péralte. Quase sempre sob a tutela de Washington o país vai de ditadura em ditadura até que chega a vez de Duvalier, que se declara presidente vitalício e a quem sucede o filho, Baby Doc, que somou 50 mil mortos. Anos mais tarde, em 1991, aparece Aristide. Não é do gosto dos EUA e só dura uns meses na presidência. Os marines derrubam-no. Aristide é «reciclado» e regressa à presidência pelos mesmos que o derrubaram e o voltarão a fazer em 2004, perante o silêncio das democracias ocidentais. E assim, de ditadura em ditadura, de massacre em massacre, chegamos a 2010. Agora é a natureza quem castiga o Haiti. E como toda a desgraça sempre aproveita a alguém, os EUA voltam a aparecer como «salvadores» e, no meio de dezenas de milhares de mortos e ainda mais feridos, mandam uns quantos milhares mais de soldados para um Haiti absolutamente arrasado e com mais do que duvidosas possibilidades de reconstrução. Porquê tantos soldados e tão pouco pessoal médico? Porque Haiti pode ser transformado numa enorme e «excelente» base militar contra uma América Latina que não quer continuar a ser o quintal das traseiras do império. Não estranha então que o atendimento médico dos cubanos supere 20 vezes o dos norte-americanos! O império regressou para ficar.
------------------ « A todas as Manuelas e todos os Paulos, que lutam pela vida, pelo trabalho, pela beleza » -------------------- Paulo acordou já passadas as dez da manhã. Não era demais, já que todos os dias se levantava antes das sete, para estar na fábrica às oito. Esticou-se e foi passando lentamente do dormido ao acordado, com a sensação agradável de ter dormido bem. Foi à casa de banho, vestiu o seu fato dos domingos: o fato de treino. Calçou uns ténis e foi ver onde estava a sua Manuela. A Manuela estava despenteada, em robe e chinelos. Nada disto a favorecia. Chegou o Paulo e deu-lhe um beijo. Era um beijo rotineiro, mas eram pouco mais das dez da manhã. Comeu uma laranja e saiu para fazer os seus exercícios matinais que se resumiam em caminhar uns quinhentos metros, comprar o jornal e ir lê-lo para a Leitaria Penedono. Chamava-se assim porque o dono era de lá. Bebia uma bica e via os títulos dos jornais. Nesse momento começava a acordar realmente: os seus problemas de operário, os despedimentos em tantas fábricas, os roubos de tantos tipos importantes. Uns não saíam no jornal, outros vinham disfarçados de crise mundial e os roubos eram «exemplos isolados» da classe política. Paulo pensava que com tanto exemplo isolado já se podia fazer um batalhão de ladrões e mandá-los para o Afeganistão. Voltava a casa irritado e com a sensação de que, afinal, tinha dormido mal. A Manuela, há dois dias tinha salgado um focinho, um bocado de toucinho entremeado, e uma orelha de porco frescas que tinha comprado no talho «O Arouca», seu vizinho e natural de Arouca. No dia anterior tinha cozido as carnes e feito um refogado muito leve com duas cenouras, duas cebolas e uns dentes de alho. Deitou a água das carnes coada sobre o refogado e juntou-lhe um bom punhado de feijão encarnado, chouriço e uma morcela de Estremoz (a sua terra) e deixou cozer lentamente. No final pôs salsa cortada, pimenta negra e um pouco de cominhos. Descansava durante a noite e aquecia-se no dia seguinte. Ficava melhor. O Paulo gostava de ter um arroz para ensopar. Ela não. Portanto umas vezes fazia-o outras não. A Manuela tinha-se arranjado. Estava linda. Comiam com prazer. Era o momento mais terno que viviam os dois: o almoço de domingo. Enquanto comiam, os olhos buscavam-se. Tinham prazer. Reviam o amor. Eles sabiam que a feijoada, o grão com chispe, o bacalhau guisado ou em arroz, seria o seu prato de luxo da semana. Bebiam uma garrafinha de tinto de Vila Nova de Tazem (a terra dele), que um tio lhes mandava de vez em quando. Tudo era bom e lhes sabia bem. Às vezes tinham um pouco de bom queijo de Nisa ou da proximidade da Serra da Estrela. A garrafa acabava-se. Quando acabavam estes almoços e o Paulo se deitava num sofá já velhote que alguém lhes tinha dado em terceira mão, voltavam às suas cabeças as preocupações: se a empresa da Manuela aguentava ou iam todos para o desemprego? Se a fábrica do Paulo recebia finalmente ordens de produção da Alemanha? Seria que alguma negociata gorda se estava a cozer entre os bancos, os governos e os fundos de investimento. Agora já nem havia patrão no sentido clássico da palavra, mas sim uma coisa anónima, sem cara nem coragem, onde estavam os patrões mas ninguém os podia ver: os fundos. Bebia Paulo um copito de bagaço e, realmente, aí acabava o domingo. Por influência do feijão um peso muito grande caía-lhe nos olhos. Adormecia. Quando acordava, sentia falta da sua Manuela. Chamava-a. «Estou a passar a roupa, durante a semana não posso». «Eu arrumo a cozinha», dizia Paulo. O que se passava depois era um arrastar de horas, preocupações, sonhos desfeitos, raiva contida. Realmente não se passava nada. Havia amigos seus que iam ao futebol ver o Cova da Piedade ou mesmo o Vitória de Setúbal. Outros que iam jogar às cartas e outros, a maioria, que ficavam em casa a ver passar as horas, talvez a ouvir como vai o Benfica, o Sporting, o Porto, o Belenenses. Eram tristes as tardes dos domingos. A tarde acaba-se. Não se passou nada. Uma solidão muito fina e cortante atravessa estas tardes. Às vezes só se pensa no que podia ter sido e não foi. Só se pensa em que momento e por quê a alegria foi assassinada pela tristeza. Mas enquanto houver Homens sérios e com vontade de lutar, a alegria voltará. Como cantava o Zé Afonso: «…e se houver uma praça de gente madura / e uma estátua de febre a arder…». Havia pois! -----------------------------------------------------------------------------------------de Francisco Mota
EU SOU COMUNISTA, COM MUITA HONRA !
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