------Júlio Isidro, amigo, companheiro profissional e profundo conhecedor da vida artística de Rosa Lobato de Faria, hoje, instado na televisão sobre o que porventura a falecida gostaria que fizessem após a sua morte, respondeu tão-só: « - Sem lágrimas...». E de imediato comoveu-se.
------Com efeito, ontem 2/2/2010 e após curto período acamada, aos quase 78 anos de idade, Rosa Lobato de Faria, Rosinha para os amigos, fechou definitivamente o raciocínio para a vida, deixando atrás de si um esplendoroso rasto de luminosidade. Esposa, mãe, avó, escritora, poetisa, declamadora e actriz, por ser dona de carácter com um agudo piquinho irónico-revolucionário, teve de impor-se na ribalta do espectáculo e da cultura em Portugal pela pertinaz e indómita vontade que a dotava. Sua vastíssima obra estende-se nos vários domínios da arte da palavra.
------Mulher assaz bonita, conservou até ao ápice derradeiro o viço de ser permanentemente jovem de corpo e alma. O resto, pormenor a pormenor, é assaz evidente e consabido para que sua memória perdure entre as estrelas da cultura portuguesa, sobretudo aquelas que dão luz para baixo.
Adeus Rosa, até já,
e aí do teu cantinho
enquanto eu andar por cá
ilumina meu caminho.