Março 2010 - Posts

     Depois do Santo António e, claro, enquanto a Lei passa ou não passa sob a lupa da Presidência da República, aproveitando também a polémica que decorre em torno do Papa sobre o abuso sexual de menores por parte de altos clérigos, foram agora meter-se com o desgraçado que beneficiou da excepcional graça da ressurreição.

     «Deus criou pessoas e para elas não definiu orientação sexual. Portanto, todas devem poder casar-se, se assim o desejarem, diz a teóloga feminista Myra Poole que acredita na homossexualidade de Cristo».

     Estou a ver, pois, que quando o Judas foi assediado para umas brincadeiras com o Mestre, como não apreciava o género de marmelada e a persistência se terá tornado extrema, resolveu denunciá-lo.

     Ena, então, ó dona Myra, sob tão eminente e brilhante raciocínio, Deus também é gay e o Diabo, ó caraças, deve ser um gay fora de série a utilizar comprimentos e grossuras que ninguém imagina. Dona Myra, se não lhe chega esfregar-se à vontadinha e ninguém tem nada com isso, vá-se matar antes que os apóstolos de Maomé, levados pela dedução, se lembrem de crucificá-la, que é muito pior do que a fogueira que a senhora já não teme.

     E assim se vai minando, devassando e destabilizando as estruturas sociais dos povos que minimamente correspondem à existência harmoniosa, algo que levou largos séculos a implantar. Chama-se a isto ir à «coisa» através do empurrãozinho sistemático.

     Fernando Pereira é o artista português que sem dúvida alguma está ao nível da fabulosa ribalta americana e tem ao seu alcance com todo o merecimento qualquer palco do mundo. A capacidade e o dom de poder imitar a rigor a voz dos mais famosos cantores nacionais ou internacionais surpreende e cativa de emoção quem porventura assista aos seus espectáculos.

     Eis um singelo lance daquele que considero o «Fernanndo Todos» - clique aqui.

Entretanto, com votos de um excelente Domingo,
anime-se e dilicie-se com Fernando Pereira

QUADRETO ALFANUMÉRICO -Letra A - ANIMAIS
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Para ouvir, ver e apreciar


0000Há uns meses para cá, mais em evidênvia a partir da eclosão do caso Face Oculta, o senhor PGR Pinto Monteito tem-se-me tornado, pelo que vai acontecendo em relação ao que diz, numa curiosíssima figura, cuja actuação pública a pouco e pouco me tem arrastado da simpatia e aplauso iniciais, tal como José Sócrates em idêntica transição, para a antipatia e desejo de vê-lo quanto antes retirar-se de tão delicada função.

       À lupa de cidadão comum, considero-o assaz incompetente e negligente no trato que deu ao processo das escutas telefónicas que envolvem o Primeiro-Ministro.


ooooA vida, cogitando eu sobre a capitosa trapacisse que vai passando no fabuloso ecrã da realidade, depara-se-me, num esplendoroso ápice, o mais genial de quantos premiados Nobel da Literatura a inteligência deu à luz da humanidade. A vida escreve a torto e a direito com impressionante facilidade, sempre diferente, mas, por incontornável ironia, o fundamento é sempre o mesmo.

oooo Pois, quem relacionar o caso «Dona Branca», bestseller português dos anos 80, com o caso «Face Oculta», poderá desde já imaginar o próximo grande êxito novelístico da nossa televisão.


ooooEm redor da legalização do casamento gay, uma vez que o Governo e a Assembleia da República recusaram ouvir os portugueses em referendo, estava à espera que a doutora Fátima Campos Ferreira colocasse o seu programa «Prós e Contras» - e o assunto é daqueles de prós e contras do arco-da-velha - a esclarecer política e socialmente o desiderato.

oooo De uma vez por todas e entre todas as certezas e dúvidas que bis-a-bis se propalam, poderia ficar-se a saber se José Sócrates, apesar de ser pai (tem-nos entre pernas), é ou não gay.

PS = O que é que eu tenho com isso?!... Nada, nadinha. Estou tão-só armado em espertalhão (perguntar não ofende) com os ouvidos saturados do que ouço todos os dias dizer. Como hoje em dia há estatísticas para tudo, fui agora pesquisar o que havia de números sobre gays em Portugal, mas nada encontrei com efectiva credibilidade. Só sei que, quando lhes dá na veneta para reunir, dão-me ideia que são 9.999.998 (claro, eu e o PR não somos). Quem é que surge, indignado, a dizer: -. E eu? Eu também não!...

       Acabo de receber por e-mail uma interessantíssima demonstração de como se dedilha a guitarra portuguesa com exímia execução em brasileiro. Porque vale a pena ouvir e fruir este emotivo «Brasileirinho», limito-me a inserir aqui o vídeo e a aplaudir com entusiasmo o guitarrista Ricardo Araújo.