sábado, 10 de Abril de 2010 18:38
cempalavras
Momento político excepcional = (P)ela (S)aúde (D)emocrática
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ooooHá umas dezenas de anos que a generalidade dos políticos portugueses - ditos democratas, mas, como se verifica em tantos deles, tão-só exímios e subreptícios ditadores que não fazem outra coisa senão locupletar-se quanto podem - proclamando os seus préstimos em nome dos mais lídimos valores da sociedade, logo que se apoderam dos privilegiados tachos, invertem por completo a acção sob a qual foram eleitos.
oooo Daí, o país está como está: professores e polícias apresentam-se vulgarizados e desautorizados, a civilidade dos indivíduos nos seus mais diversos aspectos está de rastos, o desemprego galopa desenfreado e a ladroeira entra em avalanche assustadora, a corrupção atingiu os mais altos e responsáveis postos da administração pública e da justiça. A igreja soçobra em descrédito com os casos de pedofilia que a afectam. Apenas a Presidência da República se mantém incólume e mesmo assim as tentativas de conspurcá-la andam de roda.
oooo Bom, como descaradamente o declaram, José Sócrates, seus dilectos mastins e outros membros do Governo, disto e daquilo a culpa só é da crise internacional, como se fosse a estranja que roubasse o miolo aos nossos bancos e pelo efeito fosse ainda remunerada com milhões de euros anuais, estendal de criminologia social insustentável a que urge colocar instante cobro.
oooo Em face deste cenário, vindo do ventre do PSD sem actividade política censurável que se lhe aponte, surge Pedro Passos Coelho que, após um longo período de preparação e tarimba política, congrega o partido no exclusivo sentido de libertar Portugal e os Portugueses de tão escandalizantes lástimas e paralizante soçobro económico. O novo e jovem líder conseguiu com pragmatismo aquilo que Marcelo Rebelo de Sousa com lengalenga teorizante desejava.
oooo De futuro, o Governo do PS escusa de cuidar-se. Não há cuidados a tomar por parte de quem estúpida e entusiasmadamente está a empurrar os portugueses para o espanto dos gregos. Berradores de serviço, candidatos a PR com a mochila da traição política às costas, mansinhos manhosos, indecorosos e corruptos, já não pegam e têm os dias milimetricamente contados logo que o Povo seja chamado a votar.