Janeiro 2009 - Posts

A Igreja de Santiago de Antas começou por ser a igreja de um mosteiro. Sabe-se que pertenceu ao antigo Mosteiro da Ordem do Templo e há documentos comprovativos de que em 1549 era propriedade dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Entretanto o mosteiro desapareceu, tendo apenas resistido a igreja que é, presentemente, igreja paroquial. Esta igreja foi classificada como imóvel de interesse público no ano de 1958. Na opinião de vários especialistas em história da Arte, a Igreja de Santiago de Antas é um monumento construído “entre o segundo e o terceiro quartel do século XIII com tipologia arquitectónica românica de transição para o gótico (Assis, 2005). Relativamente à data de edificação desta igreja, Carlos Alberto Ferreira de Almeida refere: “Temos (…) nesta igreja três oficinas diferentes, a primeira das quais poderá datar-se dos derradeiros anos do século XII e a última da segunda parte de Duzentos” (Almeida, 1986,p75). A igreja de Santiago de Antas sofreu ainda modificações “Mais tarde, no Século das luzes, além das influências da Contra-Reforma, com vestígios maneiristas e barrocos, foram abertas frestas para dar luminosidade à Igreja, por forma a serem contempladas as diversas obras de arte colocadas no interior do templo. Já no século XIX, entre outras intervenções, destaque para a construção de uma torre sineira, de estilo ogival ou gótica e para as talhas neoclássicas” (Assis et Pereira, 2005).* *CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos, CARNEIRO, Ana Paula Quinta Castro Faria (2007) “A Igreja de Santiago de Antas" - Uma Região Milenar - O Vale do Ave, HistóriGeo, Vila Nova de Famalicão. historigeo.com
Quanto à historia de Vila Nova de Famalicão, pode referir-se que D. Sancho I, no dia 1 de Julho de 1205 deu foral aos que haviam de povoar o seu reguengo de Vila Nova.Mas alguns autores referem que a povoação hoje denominada Vila Nova de Famalicão já era, nos alvores da nacionalidade portuguesa, sede administrativa e judicial da terra de Vermoim, de quem alias foi até ser concelho, cabeça de julgado, herdando-lhe o território. Uma certa tradição pretende, sem fundamento, encontrar a origem do nome da terra Famalicense num imaginário personagem histórico chamado "Famelião", que ao fixar-se aqui, no tempo dos condes de Barcelos, terá aberto uma taberna conhecida por: "Venda Nova de Famelião..." .Ter-se-á que esperar pelo censo de 1527 para aparecer pela primeira vez a referência a "Vila Nova de Famyliquam", embora em 1307 já se fale nas chancelarias de D. Dinis em "Fhamelicam".Mas é sobre o reinado de D. Maria II, que a povoação se elevou á categoria de Vila, o que se lê na carta de 10 de Julho de 1841. A partir de meados do século XIX, depois da refundação do concelho e com a abertura da estrada Porto - Braga em 1875, Famalicão entra numa fase de grande desenvolvimento. Constroem-se edifícios públicos, como o Hospital da Misericórdia (1878), e os Paços do Concelho em 1881 e erguem-se "edifícios particulares luxuosos"(*) com capitais vindos do Brasil, de que é exemplo o "Palacete do Barão da Trovisqueira" .* É nessa época que começam a instalar-se na vila e no concelho, fábricas e oficinas, são os casos da fábrica de relógios "A Boa Reguladora" em 1895, da Tipografia Minerva em 1886 e das fábricas têxteis em Riba de Ave* *CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -"Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no Início do Século XX", Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão. HistóriGeo-Portugal