quarta-feira, 31 de Março de 2010 20:56 elisazul

Sob Primavera Negra....

oooo As notícias sobre a lástima da extrema necessidade que vai absorvendo milhares de pessoas, jovens, homens, mulheres, veteranos que nunca mais arranjarão outro ofício e que perderam de um momento para o outro os seus postos de trabalho, vão surgindo todos os dias e cada vez mais dando conta de situações assaz aflitivas que passaram a viver da caridade de algumas estóicas piedades que nas diversas localidades afectadas, por todo o país, oferecem imediato socorro aos mais carenciados, disponibilizando o que sobra dos seus próprios recursos.

oooo Há cerca de dois anos atrás, avaliando, quer o estranhíssimo comportamento do Governo chefiado por José Sócrates, que insiste e persiste numa política que descaradamente só favorece aqueles que esplendidamente vão estando na vida, quer o degradante estado de desentretecimento comercial que está em ponto de liquidar definitivamente todos os pequenos negócios, escrevi, e está escrito, que aos portugueses comuns só restava irmanarem-se em tácita solidariedade, dado presentir que o galope da nossa famigerada e «submarina» crise tenderia a acelerar empoladamente e que, quanto a mim, irá despoletar muito em breve uma gravíssima tragédia social.

oooo Entretanto, mais do que evidente e instante é mudar de política e acabar de uma vez por todas com a inépcia das cambalhotas do Governo que - é de pasmar - um dia atrás afirma estar bem o que de facto está mal no dia seguinte. O optimismo político e social de José Sócrates é uma autêntica farsa lesante de tudo e todos que visa tão-só a sustentação do poder, o que aliás só não vê quem se abriga no interesse pessoal de fechar propositadamente os olhos ou é mesmo ceguinho de todo...

oooo Ora, melhor do que ninguém, do apodrecido estado em que deveras está a situação, sabem-no o conjunto de deputados da AR, os lídimos responsáveis pelas pricipais instituíções públicas e o Presidente da República. É de admirar e impressiona, em face da insustentável bandalheira que decorre, que não apareça alguém com um peremptório BASTA que coloque um efectivo fim sobre tão cavernoso decurso. Em suma e em resultado, que não poderá ser outro, o desemprego, o roubo, a semi-burla legalmente instituída com todas as nefastas e criminosas consequências adjacentes, vão subir de som e de tom, o que até é bom para quem está a ver o filme com o saco aberto por baixo.

PS = A verdade tem cornos. Por isso fazem com ela uma tourada e a seguir abatem-na.

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