Para mim, consoante estou vendo, ouvindo e sentindo, José Sócrates e seus dilectos mastins tornaram-se absoletos. Causam-me náusea. Quanto a Passos Coelho, o tal para quem a «mudança» - está já demonstrado - é a «mesma» do Pinóquio que habita o primeiro-ministro, nunca mais escreverei ou referirei o seu nome.
Leio no DN de hoje que António José Seguro, enfim, está na disposição de demonstrar que o PS não é só um acoite de nefandas e corruptas conveniências. Resta-me pois, decepcionado de alto abaixo, aguardar que o tempo trabalhe o mais depressa possível o horizonte onde os vocábulos «Partido Socialista» retomem minimamente o significado. Praza que não seja necessário empurrar o actual Governo à mão para as brumas do esquecimento, e mesmo assim com oportunas luvas para não sujar os dedos em semelhante diarreia.
Portugal está de cócoras e muito em breve estará de gatinhas à espera do zás-final.
A esperança é uma fada
de manguito sempre feito
que promete tudo em nada
e só serve de almofada
a cada sonho desfeito.