quarta-feira, 14 de Julho de 2010 18:57 elisazul

Isaltino de Morais = Se porventura não nos perdoar, porque de facto não sabemos o que andamos a fazer e a mais ordenar, vamos ter de indemnizá-lo...

Isaltino de Morais

Embora completamente alheios aos perversos interesses de Caifás e ao lavar de mãos de Pilatos, cujo tácito imbróglio continua cada vez mais impante dois mil e dez anos depois, quanto à crucificação judicial do mestre Isaltino e ainda por cima de Morais, vamos decerto ter de ressarci-lo dos graves e ímpios transtornos que causamos à sua impoluta mas tão martirizada carreira política.

Enquanto lado a lado os Presidentes da República e da Câmara Municipal de Oeiras, à beira de explosiva e insustentável situação, visitavam uma exemplar instituíção de apoio social e acariciavam a cabeça de ridentes criancinhas que se presumem em pleno paraíso, o Tribunal da Relação anulava a perda de mandato e retirava cinco anos de prisão efectiva ao autarca que já foi ministro demitido do governo de Durão Barroso e candidato impedido de usar a bandeira do Partido Social Democrata. Admirável!...

Afinal e ao cabo de sete anos de imputada sujeira malabarista, o decorrente presidente da Câmara Municipal de Oeiras, lutando estóica e pacientemente do alto da sua cruz, aureleado por divina inocência populista, sequer, em próximo e óbvio recurso diluidor, terá necessidade de ressuscitar da morte política perante seus discípulos e acólitos, entregando-se aos celestes domínios do Pai, pessoa assaz má segundo o nobilitado Saramago, o tal que levou consigo as palavras todas.

Também e a par deste excelente trabalho da justiça portuguesa, um renomado perito judicial considera o Primeiro-Ministro definitivamente desligado do caso «Freeport», o que indicia o mais que provável desfecho dos casos que ainda aguardam pronunciamento.

Em suma: polícias, investigadores, jornalistas e juízes de baixíssima qualidade profissional demonstram-se tão-só numa cambada de sucessivos ineptos e imbecis. Pois, onde D.Quixote imaginou adversos gigantes, Sancho Pança - e pança com toda a propriedade - vai vendo apenas singelos moínhos de vento.

Bom, o melhor?!... O melhor é esquecermos tudo-tudo e prá nossa vidinha pedirmos o auxílio da divina "má pessoa" que nos tutela a existência.

Comentários

sem comentários

Comente este artigo