Para miúdos e graúdos,

porque crescer também é difícil para os pais.

Setembro 2010 - Posts

Ajude o seu filho a controlar a hiperactividade com a alimentação

quarta-feira, 29 de Setembro de 2010 12:13

São crescentes os casos identificados de hiperactividade em crianças na idade escolar. As crianças diagnosticadas com hiperactividade podem apresentar distúrbios no seu comportamento e défice de concentração, o que origina frequentemente vários problemas no seu dia-a-dia familiar e escolar. As causas para a hiperactividade podem ser variadas e as terapias convencionais baseiam-se no acompanhamento em psicoterapia e, nalguns casos, em psicofármacos com vista à regulação da criança.

No entanto, há alguns factores relacionados com a alimentação que podem minimizar ou até anular as causas e efeitos da hiperactividade. Eis alguns exemplos:

 - Algumas pesquisas demonstraram uma redução da hiperactividade e do défice de atenção em crianças sujeitas a dietas com ácidos gordos essenciais (por exemplo, os célebres ómega-3 e ómega-6 que se encontram em peixes gordos). Estes ácidos gordos desempenham funções importantes ao nível da regulação de vários neurotransmissores e sabemos que as dietas «urbanas» actuais são geralmente pobres nestes alimentos. Parece que a carência destes ácidos gordos diminui a acção da serotonina, responsável pelas sensações de bem-estar, tranquilidade e prazer.

 - Algumas vitaminas e minerais também desempenham funções importantes na regulação do sistema nervoso. É conhecido o efeito do ferro e magnésio, assim como das vitaminas do complexo B – aparentemente, dietas pobres nestes nutrientes aumentam a possibilidade de a crianças desenvolver hiperactividade. Carnes vermelhas e legumes de folha verde escura, são boas fontes destas vitaminas e minerais, respectivamente.

 - Alimentos e bebidas ricos em cafeína ou teína podem, consumidos pela crianças em grandes quantidades e de forma regular, estimular a hiperactividade da crianças. Atenção pois a refrigerantes com cafeína ou teína (colas, iced teas, etc.)!

- Dietas muito ricas em açúcares simples (bolos, doces, guloseimas, etc.) podem causar oscilações significativas na curva de açúcar no sangue e, consequentemente, influenciar os níveis de concentração. As crianças hiperactivas em particular não devem estar muitas horas sem comer nem devem ingerir alimentos muito açucarados. Nas merendas, por exemplo, devem combinar alimentos de assimilação rápida com outros de assimilação mais lentas – pão e leite, bolachas simples e fruta, etc.

- O chá de camomila ou o de valeriana contêm substâncias naturais que ajudam no relaxamento e alivio da tensão. Assim, podem ser preparados refrescos (pouco açúcarados) à base destes chás para as crianças hiperactivas beberem em quantidades pequenas ao longo do dia.

Dificilmente a alimentação por si só poderá resolver os problemas relacionados com a hiperactividade da criança. Mas se pensarmos que hoje em dia as nossas crianças estão sujeitas a uma série de estímulos que potenciam essa hiperactividade, não custa nada ter alguns cuidados alimentares para lhes garantir um desenvolvimento mais harmonioso!


Rodrigo Abreu
, nutricionista
geral@saber-comer.com

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Crianças dizem mais palavrões cada vez mais cedo

terça-feira, 28 de Setembro de 2010 12:09

 

As crianças dizem cada vez mais palavrões e cada vez mais cedo, alertam os especialistas que não estranham a tendência, já que os miúdos mais não fazem do que imitar os pais. Insultar é, queiramos ou não, um fenómeno recorrente no dia-a-dia dos adultos. Quem não soltou palavrões e insultos ao volante, ainda que baixinho só mesmo para os botões ouvirem, que atire a primeira pedra. Entre 0,3 e 0,7% do que dizemos todos os dias são asneiras, dizem os entendidos que estudam estas matérias.


Se é assim com os adultos, também assim é com as crianças, que crescem observando e  imitando os grandes. Daí que os miúdos de hoje digam mais palavrões do que há umas décadas e começam a verbaliza-los mais cedo, descobriram investigadores norte-americanos, reunidos no Simpósio de Sociolinguística, no Reino Unido.


As “palavras feias” que os miúdos dizem não são piores do que os do passado. São os palavrões mais comuns que as crianças dizem com mais frequência. Nos EUA, os dez palavrões mais frequentes representam mais de 80% dos insultos.


Dizem os especialistas que as crianças iniciam-se nestas lides de mau falar entre os três e quatro anos e pode ser o resultado do tempo que passam a ver televisão. “Quando as crianças entram para a escola, dizem já todas as palavras das quais as tentamos proteger”, explica Timothy Jay, professor de psicologia na Massachusetts College of  Liberal Arts (MCLA).

As crianças aprendem a maior parte das asneiras na televisão, em frente à qual passam também cada vez mais tempo sem a vigilância e vendo programas pouco adequados à sua idade, refere a pesquisa.

Os pais, dizem os cientistas americanos, não ajudam, por levarem demasiadas vezes à letra o “olha para o que eu digo, não olhes para o que faço”. Quase dois terços dos adultos estudados impunham aos filhos regras de não dizer asneiras dentro em casa, mas transgrediam eles próprios as regras da família. E isso envia uma mensagem confusa às crianças.

Dizem os cientistas, que as pessoas dizem asneiras não só como reacção a algo que é doloroso ou desagradável, mas também como forma de reduzir o sentimento de dor.

A frequência com que se diz palavrões atinge, normalmente, o pico na adolescência. No entanto, como as crianças estão a usa-los cada vez mais cedo, o pico pode também passar para as crianças mais novas.


Desvalorize tanto quanto possível quando ouvir o seu filho a dizer um palavrão. Uma reacção exagerada pode levar a criança a repetir a “graça” sempre que quiser provocar uma resposta do género no adulto. Desvalorizando acabará por deixar cair a prática no esquecimento.

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Festejos outonais em Serralves

segunda-feira, 27 de Setembro de 2010 11:07

Fomos, ontem, a Serralves, nós e mais 18 mil, segundo a organização da "Festa do Outono". A Matilde fez queijo fresco no celeiro, deu cenoura à burra Paradela e montou uma égua paciente que todos deixou que lhe subissem para o lombo! A Sofia viu os animais, correu, saltou e pinchou, que a concentração ainda é curta para as actividades que encheram o jardim Maria Nordman, onde se destacavam intrigantes fornos solares. Comeram castanhas, brincaram com as espigas de milho, celebraram o Outono que, ontem, se fantasiou de Verão! Foi bom! Nós somos sempre felizes em Serralves. O Pedro Correia da Global Imagens também lá esteve. Aqui algumas das fotos e aqui o texto que hoje é notícia no JN.


 

 

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Veja como os predadores apanham as crianças na Internet

sexta-feira, 24 de Setembro de 2010 12:15

 

Este vídeo chegou-me através de uma amiga e do Facebook. Partilho-o aqui para que pais, crianças e adolescentes percebam como é fácil obter informações a partir de uma conversa aparentemente inofensiva na Internet.

 

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Maria Cláudia Monteiro: claudia@jn.pt

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