Para miúdos e graúdos,

porque crescer também é difícil para os pais.

Janeiro 2011 - Posts

Os quarenta nomes mais populares em 2010

sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011 10:24

O pedido para a divulgação dos 40 nomes mais escolhidos, no ano passado, chegou ao "Em letra miúda" por um mail enviado pela autora do Nomes e Mais Nomes.

Aqui estão os quarenta nomes próprios preferidos pelos pais portugueses em 2010!

Entretanto, se é em 2011 que vai registar um bebé em terra lusas ou se este é um tema que gosta porque sim, espreite o Nomes e Mais Nomes. Lá pode ver sugestões de nomes curtos, nomes com duas, três e quatro sílabas, nomes com Maria, com Miguel, nomes com Ana.

2010 foi o ano das Marias e dos Rodrigos, os nomes mais escolhidos para registar bebés. Leia tudo aqui.

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Deixe o seu filho escolher os legumes que quer comer

quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011 16:19





É simples fazer com que seu filho comece a gostar de legumes: basta que o deixe escolher  a verdura que quer comer à refeição, garantem especialistas espanhóis.

O sabor amargo característico do cálcio, muito presente em verduras como espinafres e acelgas,   couve, cebola, brócolos, pode ser um factor sensorial que influencia muito negativamente o consumo infantil de legumes, avisam os mesmos investigadores.


Foi para provar este ponto de vista que investigadores da Universidade de Granada, em Espanha, fizeram um estudo experimental, durante o qual foram analisados os factores determinantes no consumo de legumes por crianças com menos de seis anos e a eficácia de uma estratégia chamada de “provisão de eleição”, algo que consiste em deixar as crianças eleger  que  legumes querem comer a cada refeição.

O sucesso da estratégia foi provado junto de 150 alunos de escolas de Granada, que comprovaram a tese inicial: o consumo de legumes aumentou 80%. Mais, os miúdos a quem foi dada a oportunidade de escolher ingeriram 20 gramas mais, o que representou uma média de 40 gramas mais por dia ao almoço e ao jantar.

Uma “quantidade muito importante”, advertem os autores do trabalho, tendo em conta os 150 gramas servidos.

A investigação, liderada por Paloma Rohlfs Domínguez, do Instituto de Neurociências da Universidade de Granada, revelou, ainda, que a sensibilidade das crianças ao sabor amargo dos glucosinolatos das verduras pode ser outra das causas da recusa de muitos miúdos em comer verduras, além do sabor amargo causado também pelo cálcio.

Se o seu filho não come legumes, experimente esta técnica. Deixe-se ajudar pelas investigação científica!

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Quase metade das crianças portuguesas têm níveis de iodo abaixo do recomendado

quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011 16:46

Quase metade das crianças portuguesas apresentam níveis de iodo abaixo do recomendado, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças como o hipotiroidismo ou bócio.  É o que diz o "Estudo do Aporto do Iodo em Portugal" que 46,9% da população infantil portuguesa tem valores abaixo do recomendado.

Apesar de 35,1% apresentarem uma carência ligeira, 11,8% têm uma carência moderada e 2,2% carência grave. Valores que, ainda assim, representam “uma franca melhoria” face aos resultados recolhidos há 30 anos.

O iodo é um elemento que existe em pouca quantidade na natureza e que o organismo necessita para produzir as hormonas da tiróide. Daí que a quantidade de iodo que ingerimos na alimentação seja determinante para o funcionamento e para o aparecimento de doenças relacionadas com tiróide.

As necessidades em iodo aumentam desde o nascimento até à adolescência, mantendo-se depois constantes no adulto, excepto na gravidez e na amamentação, em que a necessidade é maior. A sua deficiente ingestão pode levar à diminuição da produção das hormonas tiroideias (hipotiroidismo) e ao aumento do tamanho da tiróide (bócio).

O pescado marinho é uma das principais fontes de iodo, mas também os produtos hortícolas, que contêm quantidades variáveis em função do solo onde foram cultivados. As pessoas que vivem em zonas montanhosas, afastadas do mar e que têm uma alimentação mais pobre em iodo, têm uma maior susceptibilidade ao hipotiroidismo, que afecta 2 a 3% da população portuguesa.




 

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Crianças com baixo auto-controlo tem mais probabilidade de serem adultos problemáticos

terça-feira, 25 de Janeiro de 2011 21:11

As crianças que têm pouco auto-controlo aos três anos têm maior risco de sofrer, aos 32 anos, de problemas de saúde, financeiros e criminais, independentemente da sua origem e do QI.

Foi o que concluíram os investigadores ingleses, americanos e neozelandeses, a partir de dados de dois grandes estudos que compilaram, ao longo de 30 anos, resultados de testes físicos, genéticos e ambientais que influenciaram a vida de 1037 crianças, nascidas entre Abril de 1972 e Março de 1973, na Nova-Zelândia.

Os investigadores descobriram que as crianças com menos auto-controlo têm maior probabilidade de sofrerem, em adultos, de hipertensão, obesidade, problemas respiratórios e de doenças sexualmente transmissíveis.

“Dominar o auto-controlo e a gestão de impulsos são as primeiras exigências que a sociedade faz às crianças”, disse Terrie Moffitt, professora de comportamento social e desenvolvimento King's College London e na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, que liderou a investigação, publicada pela Academia Nacional Americana das Ciências. “O nosso estudo demonstra, pela primeira vez, como a força de vontade que se tem em criança influencia as possibilidades de ser saudável e rico na idade adulta”, acrescentou, citada pela Reuters.

Os critérios de avaliação incluíram incapacidade para controlar a raiva, falta de perseverança para alcançar objectivos, dificuldades para terminar tarefas, hiperactividade, tendência para agir antes de reflectir, dificuldade para esperar pela sua vez, agitação e falta de escrúpulos.

A impulsividade e a relativa incapacidade para pensar a longo prazo, combinadas com um escasso auto-controlo, fazem com que estas pessoas tenham dificuldades para gerir suas finanças, desde economizar até reembolsar um empréstimo hipotecário, adianta o estudo.

Estas crianças também têm grandes probabilidades de se tornar mães solteiras, alcoólicas, fumadoras ou consumidoras de outras drogas, de ter problemas com a justiça, adiantam, ainda, os autores do estudo.

Dados de investigações anteriores corroboram estes resultados, lembra a equipa da Universidade de Duke. No Reino Unido, os investigadores descobriram, a partir de um trabalho junto de 500 pares de gémeos, que o irmão com menor auto-controlo aos cinco anos tinha mais probabilidades de começar a fumar, de portar-se mal na escola e adoptar um comportamento anti-social, por volta dos 12 anos.

"Isto mostra que o auto-controlo é importante por si só, independentemente dos outros factores que os irmãos partilham, como os pais e a vida familiar", acrescenta Avshalom Capsi, que trabalhou com Terrie Moffitt.

Alexis Piquero, professor de criminologia na Universidade Estatal da Florida, que não participou na investigação, considera uma boa notícia o facto de os níveis de auto-controlo puderem mudar, especialmente se os seviços sociais e de saúde foram chamados a intervir cedo.

"Identificar um baixo nível de auto-controlo tão cedo quanto possível, fazer prevenção e intervenção é muito mais barato", do que lidar com prisões, programas de drogas e rupturas económicas, considera Piquero.

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Maria Cláudia Monteiro: claudia@jn.pt

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