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Fevereiro 2011 - Posts

Adolescentes portuguesas estão entre as mais obesas

sábado, 26 de Fevereiro de 2011 16:05

 


Portugal é um dos sete países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com mais obesidade entre as raparigas adolescentes.

"Entre os países da OCDE, os níveis mais altos de obesidade registados em 2007 foram constatados nos quatro países da Europa Meridional - Espanha, Grécia, Itália e Portugal -, ao lado das principais nações anglófonas -- Canadá, Estados Unidos e Reino Unido", lê-se no relatório Situação Mundial da Infância 2011, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Diz a UNICEF que, nos "países industrializados e em desenvolvimento, a obesidade é uma preocupação séria e crescente".

De um conjunto de dez países em desenvolvimento, que não são explicitados no documento, a UNICEF constatou que entre 21 a 36% de raparigas com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos apresentavam excesso de peso, com um índice de massa corporal superior a 25.
 
Acrescenta a agência das Nações Unidas que "as meninas são mais vulneráveis a dificuldades nutricionais do que os meninos", adiantando ainda que "em nove países, com excepção da Índia, todos os demais situados na África Ocidental e Central, mais de 50% das meninas de 15 a 19 anos de idade sofrem de anemia".
 
O relatório deste ano é dedicado à adolescência, encarada como uma "fase de oportunidades", e divide-se em quatro capítulos: "A nova geração", "Realizando os direitos dos adolescentes", "Desafios globais para os adolescentes" e "Investindo nos adolescentes".

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Bulaquinhos que se rotam

sábado, 26 de Fevereiro de 2011 16:00

A Francisca, de três anos, chega todos os dias da creche com os collants rasgados.

Mãe: ”Oh filha, assim não pode ser! O que aconteceu às tuas
meias? Trazes sempre as meias rotas...”

Francisca: “Oh mãe, apaleceu um bulaquinho, eu meti lá o dedo
e rotei mais! Mas agora não vou rotar mais....”

Francisca, 3 anos

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Primeiro bebé-proveta português nasceu há 25 anos

quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011 17:05

O primeiro bebé-proveta português nasceu há 25 anos, um acontecimento que mudou a forma como a sociedade via a infertilidade e foi vivido pelo médico responsável com uma felicidade só comparável à que sentiu quando foi pai e avô.

Seria um bebé igual a tantos outros, mas o facto de ter sido concebido através de uma técnica de Procriação Medicamente Assistida, Fertilização In Vitro  (FIV), deu-lhe honras de primeiras páginas da imprensa portuguesa.

A "festa" foi vivida a 25 de Março de 1986 na Unidade de FIV do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e no Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Gulbenkian de Ciência, onde é responsável pela parte laboratorial.

O médico responsável, António Pereira Coelho, recorda hoje "o momento de festa" que se prolongou nos dias, semanas e meses seguintes.

Afinal, Portugal revelava que estava ao nível de outros países europeus no que diz respeito ao desenvolvimento científico na área da medicina da reprodução.

Contavam-se, na altura, mais de 200 bebés nascidos em todo o mundo graças à FIV, desde o nascimento da pioneira, a britânica Louise Brown, que nasceu em 1978 depois de aplicada a técnica por Robert Edwards (Prémio Nobel da Medicina em 2010) e Patrick Steptoe, já falecido.

António Pereira Coelho destacou, à Lusa, o peso deste pioneirismo que demonstrou "resultados credíveis" numa técnica que gerava, então, fortes paixões, mas também algumas reservas, tal como em todas as matérias envolvendo a bioética.

"Era fundamental que as pessoas acreditassem que tínhamos aprendido os passos da tecnologia e a capacidade de aplicá-la", conta o obstetra, que já ajudou a nascer mais de mil crianças que, devido à infertilidade dos pais, dificilmente viriam ao mundo.

A gravidez em questão foi a terceira tentativa da equipa de António Pereira Coelho. Resultou e teve impactos nesta área, muito além da família que proporcionou.

O especialista recorda com emoção a forma como a sociedade se manifestou em relação a este nascimento: "As pessoas encontravam-me na rua, davam-me os parabéns".

As repercussões estenderam-se às mentalidades, com a infertilidade a ser encarada de outra forma, acrescentou.

"As pessoas nem sequer tinham consciência da incidência e da importância da infertilidade, das marcas negativas que deixavam nos casais que tinham problemas deste tipo e que foram sendo sucessivamente conhecidos, revelando casais que até então sofriam em silêncio", disse.

Segundo António Pereira Coelho, o recurso a tecnologias até então impensável tornou-se rotineiro e ao estrondo da FIV seguiu-se outro êxito que o especialista elege como o seguinte mais importante na área: a microinjeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI), aplicada pela primeira vez em Portugal por Alberto Barros em 1994.

À distância de 25 anos, a FIV continua a ser aplicada de uma forma muito semelhante. Mudaram alguns procedimentos e a terapêutica evoluiu, mas "a maneira como se estimulam os casais para a obtenção de ovócitos e são feitas as transferências [de embriões] passa-se mais ou menos da mesma forma", disse António Pereira Coelho.

O especialista, para quem as técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) são hoje rotineiras, não esconde que o dia 25 de Março é sempre especial. A felicidade com que viveu este nascimento só foi ultrapassada com a alegria do nascimento dos seus filhos e netos. "Foi um momento de grande felicidade e de realização profissional e pessoal", concluiu.

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O que são os E's nos rótulos dos alimentos?

quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011 17:53

Uma vista de olhos rápida pelos rótulos dos alimentos revela, em alguns casos, a presença da letra E, seguida de 3 números. São os famosos E’s, muitas vezes acusados de «fazerem mal à saúde». Mas o que são afinal os E’s?

Com o objectivo de dar cor, realçar o sabor, aumentar o prazo de validade ou proporcionar uma melhor consistência dos alimentos, a indústria alimentar usa várias substâncias a que se dá o nome genérico de «aditivos». Os aditivos podem ser substâncias simples e de origem “natural” (como o sal usado nas carnes/peixes secos em sal) ou podem ser substâncias “artificiais” (como os edulcorantes usados para substituir o açúcar ou realçar o sabor dos alimentos).

Para garantir que os aditivos usados nos alimentos são seguros para a saúde, criou-se um sistema de avaliação da segurança destas substâncias. Assim, os aditivos passam por um conjunto alargado de testes e, se considerados seguros, é-lhes atribuído um código – a letra E, seguida de 3 algarismos. Para cada aditivo é definida uma dose segura e quantidades máximas permitidas. Além disso, a presença de aditivos deve vir obrigatoriamente descrita no rótulo, sendo à partida a indicação E-XXX uma garantia da segurança. Os aditivos são divididos por grupos, de acordo com as suas funções e a cada grupo é destinado um conjunto de números. Por exemplo, os números E entre 100 e 199 são corantes, enquanto os E200 a E299 são conservantes.

Existe alguma polémica relativamente à segurança de alguns aditivos e é frequente circularem na net boatos de que certos 'E’s' devem ser evitados. À semelhança do que acontece com outras substâncias presentes nos alimentos (glúten, lactose, etc.), alguns aditivos podem gerar reacções de «alergia» ou hipersensibilidade nalgumas pessoas. Por exemplo, benzoatos, sulfitos e nitratos podem desencadear reacções de intolerância, sobretudo em populações mais frágeis – crianças, idosos ou grávidas. Existe ainda o perigo de consumir aditivos não autorizados pela UE (logo, sem código E) através de produtos étnicos ou importados paralelamente - esta situação é particularmente grave em corantes industriais do tipo Sudão e Parared que estão associados a potencial risco carcinogénico.

Em conclusão, o facto de um alimento ou bebida conter E’s não significa que seja um produto “artificial” ou perigoso para a saúde. Os códigos “E” foram criados precisamente para que os consumidores pudessem identificar os aditivos testados e considerados seguros. Pode consultar a lista de E’s e conhecer melhor cada um deles na página da
Agência Europeia para a Segurança Alimentar .

Rodrigo Abreu, nutricionista
geral@saber-comer.com

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Maria Cláudia Monteiro: claudia@jn.pt

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